quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Aprendendo na Polônia

No fim de setembro, Matheus Bassi, Marjorie Bock e Daniella Koslowski embarcaram rumo à Lublin, na Polônia, para um semestre de aprendizados.
Após muitas escalas de voos, ônibus e táxis, Marjorie Bock, Matheus Bassi e Daniella Koslowski, alunos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Unijuí, chegaram ao destino, Lublin, na Polônia, a 170 quilômetros da capital Varsóvia. Eles estão estudando graças a uma parceria assinada entre a Unijuí e a Universidade Marie Curie Sklodowska (UMCS). O trio iniciou os estudos lá em outubro, quando começa o primeiro semestre acadêmico. Na Polônia, as aulas seguem de outubro até fevereiro, com o início das férias de verão em março. Marjorie e Matheus ficarão até o final do primeiro semestre, e Daniella permanecerá até julho, quando finaliza os dois semestres. Segundo Marjorie, a melhor parte do intercâmbio é o misto de culturas com que começou a conviver.
“Além do enriquecimento profissional, a partir das aulas, é visível perceber o quanto cresci como pessoa nesses últimos tempos. Conheci pessoas da Turquia, França, Espanha e da Eslováquia, que compartilham parte da sua cultura comigo todos os dias”. Lá as aulas são ministradas em inglês por professores poloneses. São ofertadas aulas de diferentes ramos profissionais, pois os cronogramas das aulas são diferentes. Eles participam de aulas não só do curso de Jornalismo, mas também de Ciências Políticas e Relações Internacionais, que são áreas mais abrangentes e também interessam. 

“Lublin é uma cidade encantadora”, diz Marjorie. A maior cidade do leste polonês tem uma população de 400 mil habitantes e os recebeu com os encantos do outono. A Universidade Marie Curie Sklodowska é a quinta universidade fundada no país e leva o nome em honra à primeira mulher vencedora do prêmio Nobel da Polônia, e também a única a ganhar o prêmio duas vezes, Marie Curie-Sklodowska. A cientista polonesa, que tinha naturalização francesa, conduziu pesquisas pioneiras no ramo da radioatividade. O trio está compartilhando a viagem no canal do Youtube Way 2 Go, onde postam vídeos contando sobre todo o processo de ida e diversos vídeos sobre a rotina em Lublin.

Cláudia de Almeida
Jornal da Manhã/Stampa
Ijuí-RS, Brasil 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

NY Portuguese Short Film Festival 2016

Recebemos pela segunda vez no CLP/Camões o NY Portuguese Short Film Festival. Este festival é organizado pelo Arte Institute e procura promover a cultura portuguesa através do grande ecrã, exibindo curtas-metragens de realizadores portugueses. A mostra que decorreu nos dias 28 e 29 de novembro apresentou os seguintes filmes:
Pronto, era assim de Patrícia Rodrigues e Joana Nogueira
Deus Providenciará de Luís Porto
Eu tenho um rio de Ricardo Teixeira
Lei da Gravidade de Tiago Rosa-Rosso
FERAL (Curta convidada) de Daniel Sousa
ISA de Patrícia Vidal Delgado
Assalto de João Tempera
Prefiro não dizer de Pedro Augusto Almeida
#LINGO de Vicente Nirō
Os Cravos e a Rocha (Curta convidada) de Luísa Sequeira

Este ano perguntámos ao público presente qual o melhor filme do festival. E para nossa surpresa temos um empate entre os filmes Lei da Gravidade, Deus Providenciará, #LINGO e Assalto

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Mini guia pelo Porto segundo uma ex-estudante Erasmus

  Chegou o outono. As folhas coloridas cobrem os passeios nas ruas na Polónia e em Portugal. Com certeza em quantidade maior na Polónia, porque o tempo em Portugal parece o do verão. O verão de São Martinho. Sente-se o calor abafante misturado com o cheiro das castanhas assadas nas ruas do Porto. Do Porto lindíssimo que cada vez mais torna-se o destino de viagem para muitos turistas de todo o mundo. 

Vista para o Porto e Vila Nova de Gaia dos Jardins do Palácio de Cristal

  A minha aventura com a Cidade Invicta começou há mais que um ano. Sendo estudante do primeiro ano do mestrado em Estudos Portugueses da UMCS escolhi a Universidade do Porto como a instituição para a realização da bolsa do programa Erasmus +. A variedade da oferta que a FLUP apresentou foi um dos fatores a favor da minha escolha. É óbvio que cada um tem a sua preferência quanto ao objeto dos estudos. Contudo, vale a pena sublinhar o facto de que o Centro da Linguística da FLUP é um dos pontos de referência mais importantes e ativos no mapa dos estudos da língua portuguesa. Entre as disciplinas que se podem escolher destaco as aulas no âmbito de tradução, ensino de Português como Língua Estrangeira, aspetos culturais dos países lusófonos, literatura ou cadeiras relacionadas com ciências da linguagem. Os gostos não se discutem. Porém, para mim foi uma oportunidade única poder frequentar as aulas do mestrado em PLE. Mesmo que não tivesse vocação para ser professora de línguas as aulas foram muito úteis e deram-me uma perspetiva diferente da língua portuguesa. Foi uma oportunidade de estudar o material que não podia seguir na UMCS por falta das cadeiras adequadas. Além disso, não posso omitir o facto de que os funcionários da UP sejam muito simpáticos e prestáveis. Tanto os professores como as funcionárias do gabinete das relações internacionais, o ponto fulcral para os estudantes Erasmus.

Vista para o Porto do Terreiro da Sé

  Por outro lado, as pessoas podem dizer: estudar não é a coisa mais importante durante o intercâmbio. É verdade. Para nós, filólogos, o mais importante é imergir e ser como uma esponja, isto é, captar e assimilar tudo o que estamos a ouvir à nossa volta. Erasmus para o futuro filólogo é quase como uma viagem a Meca para um muçulmano. Em uma palavra: obrigatória. Poder ouvir o português vulgar na Ribeira ou perto da Sé é inesquecível. Como dizem os próprios portuenses: na norma nortenha em dez palavras ouvem-se onze palavrões. E ninguém fica ofendido entre um c@r@**o e o outro. Pelo contrário. Os palavrões no Porto e Norte já perderam o valor ofensivo e tornaram-se o pão nosso de cada dia. Mas os palavrões e o léxico próprio não são a única diferença que destaca a norma nortenha da norma padrão. Pelo contrário, os alongamentos vocálicos, o sotaque diferente, a ditongação e tom alto que parece quase como se alguém estivesse aos gritos. Para alguém habituado ao modo de falar dos lisboetas o confronto com um tripeiro pode causar grande choque. Em comparação com as alfacinhas os nortenhos até parecem ser muito pouco educados e antipáticos. Nada mais errado! Os portuenses são muito simpáticos, abertos, gostam de ajudar as pessoas e de brincar. Às vezes nós, estrangeiros, tornamo-nos as vítimas das piadas que pouco entendemos quer por lacunas no domínio do léxico local quer por causa de fala muito rápida e sotaque distinto, não tão fácil de compreender. Contudo, uma visita ao Porto para um filólogo abunda em experiências novas que não se aprende nem na aula de português na faculdade nem em outra parte de Portugal.
O intercâmbio Erasmus é muito mais que uma viagem a um país estrangeiro. É uma experiência de viver em condições bem diferentes das que estamos habituados. A situação obriga-nos de sair da nossa zona do conforto e muitas vezes temos de chegar aos acordos que resultam de diferenças culturais. É claro que um estudante Erasmus das línguas está perante um dilema: compartilhar o apartamento com outros estudantes internacionais ou alugar um quarto no seio de uma família portuguesa para poder aprofundar o seu conhecimento do idioma. No meu caso, optei pela segunda solução e tive 10 meses de ótima experiência de ver de perto o que significa ser português, portuense e ...portista! Ouvir os gritos de alegria que chegavam ao meu quarto da sala no primeiro andar quando o Porto estava a ganhar e as brigas simpáticas da dona da casa com o vizinho benfiquista. Se alguém ainda duvida que o futebol é a religião em Portugal tem de vir ao Norte do país. Alguém podia dizer: estavas a viver com uma família, então não deves ter conhecido muitas pessoas novas. A minha resposta é: um fator não exclui o outro. Conheci pessoas novas tanto de países estrangeiros como outros portugueses. 

Praça dos Leões com o Café Piolho ao fundo e o edifício da Reitoria da UP à esquerda

O Porto é a cidade ideal para fazer amizades, porque não é tão grande como Lisboa e não é tão pequena como por exemplo Vila Real ou Covilhã. Na sua oferta da vida noturna abunda numa lista dos pontos de interesse. Um deles é a Adega Leonor com o Café Piolho ao lado, perto do edifício da Reitoria da UP na Praça dos Leões. A famosa Adega é o principal ponto de encontro antes de começar a sua rota das discotecas. Durante os fins de semana e nas vésperas dos feriados está cheia de pessoas que adoram conviver com os outros ao ar livre. Nos dias de verão o pessoal reúne-se ainda antes da noite no miradouro das Virtudes, onde acompanhados de umas minis, observam o pôr do sol. Na minha opinião não é o pôr do sol mais lindo no Porto. Este podemos vivenciar nos Jardins de Palácio de Cristal, observando o céu em cima da Ponde de Arrábida com o sol a desaparecer no horizonte na Foz de Douro. Contudo, não há melhor rua para passar a noite que Galerias de Paris! Várias discotecas mais famosas do Porto estão localizadas lá. Porém, se alguém está a pensar sobre os tamanhos das discotecas na Polónia até pode ficar muito desiludido, pois em comparação as discotecas portuenses são mais pequenas e quase sempre estão cheias. 

Vista para o pôr do sol dos Jardins de Palácio de Cristal

  Por outra parte, quem precisar de descansar no Porto também pode encontrar algo de acordo com o seu interesse. Como a palavra «descanso» é muito subjetiva, pode significar formas de entretenimento diferentes. Primeiro, há quem descanse fazendo as compras. Para este tipo de pessoa a Rua de Santa Catarina é o lugar ideal. Localizada no coração do Porto, perto da Batalha, apresenta uma variedade das lojas de roupa, calçado e produtos regionais. Segundo, há quem descanse no seio da natureza. Portanto, é recomendável visitar um dos vários parques e jardins do Porto. Temos bastante escolha entre Jardins do Palácio de Cristal, Parque de São Roque, Parque da Cidade, Parque e Jardim da Fundação Serralves ou Jardim Botânico. Terceiro, há quem descanse participando em eventos culturais. A vida no Porto abunda em concertos, exposições ou estreias de teatro. A Casa da Música e o Coliseu têm uma oferta variada dos concertos de estilos musicais diferentes. Além disso, há muitos museus na cidade que prendem e fascinam com as suas exposições. Na lista obrigatória fica o Centro Português da Fotografia, Museu dos Descobrimentos, Museu de Carro Eléctrico, Museu da Farmácia, Museu da Imprensa e muito mais! Entre os teatros uma das paragens obrigatórias fica na Batalha, onde podemos assistir a uma peça no Teatro Nacional São João ou no Teatro Sá da Bandeira. E não é preciso ter muito dinheiro para poder aproveitar-se deste tipo das diversões, porque parte dos eventos tem a entrada livre e a entrada para os outros não custa muito. Portanto, é a situação ideal para o bolso do estudante. Por último, existe o quarto grupo das pessoas que descansam quando... comem e bebem. Este grupo quando aparecer no Porto tem a tarefa mais fácil, porque praticamente em cada lugar come-se muito bem e com os preços razoáveis. E claro, um ponto obrigatório na sua visita ao Porto são as caves de vinho do Porto que ficam em Vila Nova de Gaia. Muitas vezes os portuenses gostam de meter-se com os gaienses e dizem que a melhor coisa que a Gaia tem é a vista para o Porto.  

Vista para o Porto do cais de Gaia

  Além das exposições e outros eventos culturais cada fim de semana organizam-se feiras de artesanato e dos artigos vintage, aulas de ioga ao ar livre, etc. O Porto é uma cidade muito ativa no seu desenvolvimento que além das vistas belas tem algo mais para seduzir. É o ambiente que faz com que os estrangeiros possam sentir-se como em casa. E foi por esta razão que voltei para o Porto para realizar o estágio no âmbito do programa Erasmus +. Porque é uma cidade mágica que encanta com as suas ruelas estreitas e casas revestidas com azulejos. É uma cidade acolhedora e mesmo que tenha muitos estrangeiros sente-se ainda esta «portugalidade» profunda do povo. E não apenas se sente! Logo se absorve e põe na prática. 

As casas típicas do Porto na Ribeira

Anna Krupa

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Concurso de fotografia: Portugal Natural

O concurso de fotografia "Portugal Natural", já tem um vencedor: Pamela Paradowska com a reportagem "Mundo incomum". 
Parabéns Pamela!




segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Entrevistas improváveis


Uma entrevista inacabada com o Conde Drácula

Henio Trolejbus: Senhor Drácula, como se sente hoje? Sabemos que ultimamente tem tido problemas de saúde.
Conde Drácula: Estou bastante bem. Tomei os medicamentos prescritos pelo meu psiquiatra. Todos os meus problemas como úlceras ou insónia são resultados da depressão.
HT: O que é que o seu psiquiatra diz sobre a causa da doença?
CD: Diz que está relacionada com o estresse. Como presidente da Ordem de Vampiros estou muito preocupado com os últimos acontecimentos e a fama atual do meu género.
HT: Que acontecimentos?
CD: Trata-se sobretudo do lançamento deste livro para crianças com deficiência mental: Madrugada, Amanhã, Tarde, Noite... não me lembro agora do título. Pois, pago muito ao meu psiquiatra para poder esquecer-me. Dantes, eramos monstros assustadores. Fomos inspiração para autores de livros de terror. Ao ler na descrição do filme a palavra «vampiro» já se sabia que se ia ver uma imagem misteriosa, sinistra, que não deixava dormir, com muito sangue...
HT: É verdade que os vampiros podem sobreviver sem beber o sangue humano?
CD: Disparate! Graças a esta necessidade causamos tanto temor. Todos sabiam que não éramos capazes de controlar esta fome. Assim, as nossas vítimas quando atacadas morriam de medo sabendo o seu destino. E agora acham que as queremos abraçar. Dantes, o vampiro significava morte, hoje significa amor.
HT: Considera ofensiva esta associação?
CD: Pois, claro! Cuidamos da nossa reputação durante séculos mantendo uma atmosfera de terror perto de nós. Conseguimos criar um conjunto de características próprias do nosso género: força, poder, majestade, elegância, escuridão... E de repente este idiota brilha no sol!
HT: Então, o que realmente se passa com a pele de um vampiro em contacto com os raios de sol?
CD: Matam-nos.
HT: Mas... Não estão já mortos?
CD: Pois... Antes de fazer estas perguntas, deve saber que hoje tenho muita fome...
HT: O que tem são úlceras e eu sou difícil de digerir.
CD: Está a ver? Já ninguém tem medo de nós! É o nosso fim! O nosso império construído há séculos chega ao fim. Não há esperança! Não há futuro. Não há nada...
HT: Senhor Drácula?...


«Detesto o Patinho Feio!» entrevista com Hans Christian Andersen

Henio Trolejbus: Desculpe por ser pomposo – qual é o sentido da vida?
Hans Christian Andersen: Desculpa por ser honesto – a vida não tem sentido. Nascemos só para morrer. Afinal, o único que resta de nós é uma lantejoula enegrecida pelo fogo. Cinza. Mais nada.
HT: Esta é a mensagem que quer transmitir às crianças com os seus contos?
HA: O meu objetivo é representar a realidade tal como é. A morte faz parte da vida, não se pode viver felizmente para sempre. As pessoas matar-se-iam se tivessem de viver para sempre. Podem ficar juntos e continuar a amar-se, na maior felicidade, até se partir.
HT: Isto é o que considera o happy end?
HA: Viver até à morte? Sim, parece-me muito happy end.
HT: Quando se vive na miséria também?
HA: Claro! Neste caso a morte põe fim à miséria, à fome, à prisão da vida.
HT: Então, aconselha aos seus jovens leitores para que se matem?
HA: Não, não. Eu aconselho que tenham esperança.
HT: Como a rapariguinha dos fósforos?
HA: Como o patinho feio. Maltratado na infância tornou-se bonito e ficou feliz.
HT: Quer ensinar às crianças que a beleza dá felicidade? Que só o branco é bonito? Um feio não merece o respeito por si mesmo, mas por ser um feio que pode tornar-se bonito um dia?
HA: Essas são perguntas para o meu editor e advogado. Na versão original um dos patos suicida-se por não poder suportar tanta humilhação e o outro ao tornar-se um cisne forte procura a vingança pela morte do seu irmão. Eu não escrevi nada sobre beleza.
HT: A vingança? Não é um motivo popular nos seus contos.
HA: Proibiram-me de usá-lo porque não é didático. Aparentemente, é didático mostrar animais que insultam o patinho feio sem nenhumas consequências.
HT: Não gosta do seu conto mais conhecido?
HA: Do que restou do meu conto? Detesto. Ninguém morre. Desde o lançamento, cada vez que vejo um cisne, disparo de fisga.
HT: É curioso que o seu melhor conto foi na realidade escrito por outras pessoas.
HA: Onde está a minha fisga?
HT: Então, qual dos seus contos é o seu conto preferido?
HA: A Margarida. Sobre um pássaro e uma flor cativados, fechados numa gaiola onde morrem por serem esquecidos e abandonados.
HT: Voltando à pergunta do início da nossa conversa. A mensagem que quer transmitir às crianças é que a vida não tem sentido?
HA: Sim. É mesmo assim.

Małgorzata Stankiewicz

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Quando eu era criança

Quando era criança…
Dorota
queria ser negra e acreditava que podia transformar-me numa negra.
…dizia muitos palavrões.
…o meu brinquedo favorito era um globo.
cantava sempre nos autocarros para os outros passageiros. 
...achava que era adotada.
…queria ter um cão e por isso sabia todas as raças de cães. 
dormia no chão porque queria que os meus animais de peluche dormissem confortavelmente na cama.
embora não gostasse de  carne tinha de comer.
…organizava as apostas para outras crianças e recebia dinheiro delas.
apanhava gafanhotos, escondia-os em caixas de fósforos e via o meu pai abrindo-as.
Dagmara
…sempre gostei de brincar às escondidas com os meus amigos.
...lia muitos livros sobre animais.
...brincava com fósforos e uma vez incendiei a carpete.
...não gostava falar com a minha irmã mas agora falamos diariamente.
...era mais gorda e agora emagreci 17 quilos.
...adorava passar o meu tempo livre na casa da minha avó e bisavó.
...dormia com um pinguim de peluche que se chamava Pysio.
...gostava quando a minha mãe cantava uma canção de embalar para mim.
...fazia castelos de areia.
...morava com os meus pais e agora moro com a minha amiga.
Elina
…queria ser adulta e hoje eu percebo que não era uma boa ideia.
…achava que os brinquedos à noite são vivos.
…falava com a minha melhor amiga ao telefone quatro horas cada dia.
…passava todos os sábados com a minha prima por uma sorveteria onde faziam um sorvete de morango muito bom.
…economizava dinheiro porque queria que os meus pais me comprassem uma irmã.
…eu achava que se cortasse o cabelo da minha boneca ele cresceria de novo.
…achava e agora às vezes acho que a minha vida é o "Show de Truman".
…sempre tinha a certeza do que os atores morriam de verdade nos filmes.
…um dia eu lavei dez euros  com água e sabão porque estavam sujos.
…eu disse à minha melhor amiga que se ela comesse as sementes das frutas ia crescer uma árvore dentro da sua barriga.
Agata
…jogava futebol com os meus irmãos.
…brincava muito com as minhas bonecas.
…via o “Franklin” todos os dias.
…gostava de ajudar a minha mãe quando ela cozinhava.
…andava de bicicleta aos domingos.
…viajava com os meus avós para Nałęczów enquanto os meus irmãos mais velhos ia para a escola.
…ia de comboio para a praia todas as férias .
…andava na escola de dança e depois dançava muito em casa.
…queria ser professora de matemática e participava aos concursos desta disciplina.
…tinha medo de cães porque a minha bisavó contava as historias horríveis com estes animais.
Paulina
…andava muito de bicicleta.
…comia muitos doces e o que gostava mais eram gelados.
…tinha o cabelo muito liso e comprido e agora tenho encaracolado.
…tinha um gato que se chamava Bolek.
…tocava piano e agora toco guitarra.
…viajava muito com minha avó.
…jogava muito com o meu irmão.
…passava muito tempo com minha irmã e juntas víamos televisão.
…preferia  brincar com o meu irmão fora de casa.
…lia muitos livros bonitos.
Joanna C
…andava muito de patins em linha e agora também ando. 
…era muito magra, mais magra do que agora. Era a mais magra de minha turma.
…tinha muito medo de tratores e sempre fugia de eles quando ouvia algum. 
…cantava e dançava muito quando a minha família estava em casa e via tudo.
…brigava com o meu irmão e andava sempre atrás dele, mas ele não gostava.
…brincava com brinquedos que tinham forma de animais e eram os meus favoritos.
…parti a mão quando subia uma escada.
…ajudava muito os meus pais com o meu irmão.
…participava em muitos campeonatos desportivos com a minha escola e vencia muitas vezes.
…não gostava muito de comer verduras e agora as  são muito saborosas para mim.
Gabriela
…viajava de camioneta para a Bélgica com a minha mãe para passar tempo com o meu pai porque ele trabalhou em Antuérpia durante oito anos.
…jogava futebol com  o meu irmão e com os meus primos porque as meninas não queriam jogar comigo.
passava muito tempo na casa da minha avó que mora em Parczew e andava de patins em linha e brincava às escondidas com os meus amigos que viviam lá.
ajudava muito a minha mãe quando ela plantava as flores e tratava do jardim.
ia de carro com o meu pai e o meu irmão ao bosque para apanhar cogumelos mas não gostava de passar o tempo lá porque não gosto de aranhas.
andava de bicicleta com a minha prima pela ciclovias em Niemce.
tinha sempre de tratar do meu irmão porque é mais jovem do que eu.
gostava de passar o tempo no apartamento da minha tia em Varsóvia porque queria ver os animais no jardim zoológico.
…sempre que a minha mãe queria lavar o meu cabelo começava a chorar.
não tinha de comprar os doces quando fazia anos e levar para a escola mas isso não foi bom para mim.
Joanna B
…comia sempre flocos de chocolate com leite ao pequeno  almoço. 
…muitas vezes comia na cama e sujava a roupa da cama. 
…e estava bom tempo passava tempo no quintal onde brincava com as minhas primas.
…adorava balançar-me e também passava quase  todo o dia desse jeito. 
…gostava de ver os Estrumpfes que era o meu desenho animado preferido. Podia ver durante muitas horas.
…tinha medo da escuridão e portanto adormecia com a luz  acendida. 
também gostava de dormir com o meu gato e muitas vezes dormiamos juntos. …todos os  anos passava as férias na casa dos meus avós. Ai, brincava com a areia e água e fazia várias coisas desses produtos.
…ajudava sempre a minha mãe a fazer bolos para diferentes ocasiões. Trazia os ingredientes necessários e dava-os à minha mãe. Cozinhar era uma brincadeira interessante.
Yana
…era sonâmbula. Enquanto dormia, podia falar, comer doces, arrastar os sapatos altos da minha mãe ou tentar sair de casa.
a minha avó tinha coelhos. Eu adorava brincar com os coelhos e chorava sempre que a minha avó os matava para comer.
…era uma aluna excelente. Lia muito e queria escrever um livro sobre uma raposa e o seu raposinho.
…já gostava de música rock e sonhava ir a um concerto.
partia as cabeças às minhas bonecas...e às bonecas das minhas amigas também.
passava todas as férias na quinta dos meus avós. Gostava muito de folhear as velhas revistas de moda da minha avó.
ia frequentemente com o meu pai a Minsk. Íamos ao mercado grande e comprávamos frutos secos e biscoitos.
colecionava barras de chocolate e anotava quem me as dava.
queria ser costumeira e fazer vestidos bonitos.
…adorava ver a serie americana "Sobrenatural"...e agora também adoro ver.
Roksana
…gostava de comer pão com toucinho.
…passava as férias em Lublin com a minha avó no seu apartamento.
…não tinha medo de nada.
…montava a cavalo todos os dias e passava muito tempo no estábulo.
…brincava com os brinquedos que o meu pai tinha comprado quando trabalhava na  Alemanha.
…tinha cabelo curto como os rapazes.
…via a série que se chamava „Xena: A Princesa Guerreira” e queria ser como a  protagonista.
…não tinha piscina por isso tomava banho num grande barril.
…comprava e colecionava imagens de princesas e fadas.
…gostava de trabalhar porque assim tinha o meu próprio dinheiro e podia comprar o que queria.
Marta
…gostava muito do livro “As crianças de Bullerbyn” e lio várias vezes.
usava sempre rabo de cavalo ou trança feita pela minha mãe e não podia ter o cabelo solto para não despentear-me.
…brincava muito com os meus irmãos, especialmente com o meu irmão mais novo e também com o seu amigo. 
…inventava os jogos interessantes e divertidos para nós, por exemplo  fazíamos de conta que éramos viajantes e navegávamos para uma ilha.
…jogava à bola com rapazes porque gostava muito disso e as raparigas não tinham vontade de brincar assim.
...queria muito ter um cão mas não tínhamos espaço na nossa vivenda. Agora moramos noutro apartamento e temos um gato. Não temos cão por duas razões: ninguém quer sair  a passear de manhã e além disso achamos que os cães devem estar numa quinta com muito espaço onde se sentem mais confortáveis, não se atormentam e não sofrem tanto como num apartamento, até mesmo se saem para o ar livre três ou mais vezes por dia. Uma vez encontrei um pau especial e fingia que era um cão que andava com coleira e eu passeava com ele.
…gostava muito de jogar às escondidas e esconder-me com os meus amigos debaixo da ponte que estava um pouco longe do nosso prédio ou ir à loja e comprar gelados.
…tinha hamsteres e quando queria diverti-los construía-lhes túneis com tijolos e escondia dentro pedaços de queijo, frutas, sementes e outra comida.
...via uma série de desenhos animados que se chamava “El Cid” e tratava de um rapaz  que tinha diversas aventuras e depois para ser como ele eu fazia “os sapatos” de lenços que  atava com umas cordas.
…gostava de andar de trotinete mas eu não tinha a minha então pedia emprestada aos meus amigos.
…visitava a minha amiga que vivia debaixo para jogarmos juntas no computador. Eu  tinha o computador em casa mas também tinha o irmão mais velho e por isso não sempre podia jogar eu. A minha amiga era a filha única e além disso tinha muitos jogos para computador de que gostávamos.
Olga
Quando era a criança gostava muito de comer. Eu comia tudo o que preparava a minha mãe: sopas, carne, peixe. Comia também muitos doces, especialmente pirulitos e barras de chocolate. Contudo, era muito muito magra. No verão passava o tempo na casa dos meus avós. Andava frequentemente de bicicleta, saltava à corda e costumava também tomar conta de gatinhos pequenos com a minha avó. Além disso, via muitos desenhos animados, por exemplo: ''Os Estrumpfes'', ''Os Flintstones'' e o ''Franklin''. Gostava ouvir as canções para as crianças. A minha cantora preferida era Majka Jeżowska. Sempre que ouvia as cancões dela, cantava e dançava.
Magda
…brincava muito com as minhas amigas no jardim.
…andava frequentemente pelas árvores.
…queria ser uma pessoa adulta, ter algum trabalho e conseguir cozinhar.
…queria ser uma das cinco fadas da série ''Witch''.
…era viciada no livro ''Harry Potter'' e queria ser como Hermiona.
…gostava muito de comer doces, principalmente gelados e chocolate.
…detestava estudar e estar na escola.
…gostava de voltar a pé da escola com os meus melhores amigos.
…gostava de mudar a minha roupa muitas vezes durante do dia.
…adorava brincar com os meus gatos e cães.
Daniela
quase sempre eu tinha minha própria opinião sobre tudo, por exemplo eu gostava de vestir-me de outra maneira - as calças com uma saia ou toda vestida da mesmo cor.
…lia muito, cada semana um ou dois livros, normalmente das minhas séries favoritas. Depois de ler tanto eu tinha muita imaginação e fantasiava sempre e contava contos.
…o meu vizinho construiu umas escadas para mim na sua laranjeira. Eu adorava passar o meu tempo ali observando as aves e a minha rua. Todos os vizinhos me conheciam e eu com prazer ajudava com os seus animais porque eu queria ter o meu animal. Eu recolhia as cartas de meus vizinhos no meu armário porque me pediam. Eles não tinham o tempo para isto porque viajavam muito. Eram pintores e depois ensinaram-me a pintar.
…eu gostava imenso de colorir, pintar e modelar e fazer trabalhos manuais.
…fazia muitas outas coisas e acho que era uma das crianças mais felizes do mundo.
Kinga
…não podia nem dormir nem comer sem a minha ovelha de peluche com botões no lugar dos olhos.
…queria sempre vestir o traje de "super homem" para as festas no jardim da infância mas a minha mãe vestia-me com os vestidos coloridos.
…gostava de brincar com as minhas irmãs na lama depois da chuva.
...trepava por armários muito altos.
…brincava ao Harry Potter com os meus dois amigos, eu era Hermiona.
...comia muitas sandes só com manteiga e sal.
…juntava botões.
…escrevia e enviava cartas para mim.
…brincava com os brinquedos pequenos com muitos detalhes.
...gostava de andar no carro dos meus pais porque pensava o que íamos para uma viagem muito longe da nossa casa.
Jędrzej
…lutava com o meu irmão muitas vezes e sempre nos aleijávamos.
…jogava o “Mario Bros” horas a fio com os meus amigos.
…brincava com uma furadeira.
…fiz uma espada com uns pauzinhos e atacava todo o quintal.
…assobiava em casa e irritava os meus pais sempre.
…eu e o meu padrinho andávamos de trator pelo quintal dele.
...gostava de jogar voleibol e parti a mão duas vezes.
...os meus pais não me compravam “coca-cola”.
...inventava umas canções totalmente absurdas.
...ouvia os Beatles no meu walkman e cantava as canções deles mas só quando estava sozinho.

1º ano de Filologia Ibérica.