terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O que é a felicidade?

Se perguntar a cada pessoa o que significa a felicidade haveria inumeráveis respostas. Além disso seria difícil responder com uma palavra. O dinheiro, a família, o amor ou a saúde. Tudo é importante. Mas eu sempre pensei no que será a felicidade para as flores, os pássaros, os peixes ou para os árvores?
Se estas criaturas pensam, sentem ou têm sonhos? Não querem morrer, tentam sempre sobreviver então têm alguns desafios. Ou, se calhar, vivem só para viver, aproveitam cada momento e isso é a sua felicidade. Talvez a felicidade seja uma ideia criada pelo homem que na realidade é inexistente? Ou é a ideia que distingue a razão humana da razão dos animais? Eu não percebo como um peixe pode passar toda a sua vida num aquário nadando em círculos.
É difícil compreender o sentido da existência dessa criatura e é ainda mais difícil presumir o que é a felicidade para ela. Posso enumerar algumas coisas que para ele significam felicidade: comer, defecar, e talvez respirar. O homem nunca diria que isso é felicidade. Necessita mais, necessita o que mesmo criou, por exemplo o dinheiro, o carro, as viagens. Os animais nunca necessitaram disso. Fazem só o que criou Deus ou seja o que é feito pelos processos naturais. Há só uma coisa, a única necessidade que procuram tanto homens como os animais: a saúde. Também os animais procuram amigos. Não todos mas há espécies que podem viver só em grupo. E o homem também quer ter amigos mas há pessoas que preferem viver sozinhas. É difícil encontrar os desafios destas espécies de peixes que vivem no fundo do oceano mas talvez sejam mais evidentes e normais do que os dos homens. Mas não importa...

Maciej Durka
2º ano Estudos Portugueses

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Um gaúcho em Lublin


No dia 3 de dezembro de 2013, o Centro de Língua Portuguesa promoveu um encontro com Pietro Führ, estudante do curso de Direito da UNIJUI - Universidade de Ijuí, do Rio Grande do Sul, Brasil que atualmente está em intercâmbio a estudar na UMCS no curso de Economia. Proferiu uma palestra com o tema IMERSÃO DO JOVEM BRASILEIRO NA CULTURA E NO TRABALHO. O encontro foi aberto aos estudantes da UMCS, especialmente aos de português. Pietro Führ concentrou-se na questão da realidade de que no Brasil o jovem começa a trabalhar ainda na época em que precisa de estudar. Explicou aos estudantes qual o apoio legal, segundo a Constituição Brasileira, que permite ao jovem trabalhar já a partir dos 14 anos de idade. Definiu o perfil do estudante-trabalhador. Fez também o relato da sua experiência pessoal como jovem estudante empreendedor.Como segundo tópico do encontro Pietro Führ falou sobre as diferenças culturais e regionais no Brasil, concentrando a atenção na cultura do estado do Rio Grande do Sul. Explicou os costumes como o do chimarrão, o churrasco, as danças e trajes típicos dessa região. Explicou aos estudantes que os jovens brasileiros gaúchos praticam a cultura do seu estado com orgulho e patriotismo como um aspeto da própria identidade e como uma forma de entretenimento.O encontro encerrou depois de muitas perguntas dos estudantes confraternizando com um “cafezinho”.

Natalia Klidzio

domingo, 15 de dezembro de 2013

Dominika Ziemnicka e Yami: O novo projeto luso-polaco

Este ano tivemos oportunidade de ver em Lublin o concerto de Yami, um dos artistas mais originais do mundo lusófono. Este multi-instrumentalista, produtor e compositor luso-angolano graças ao seu dom e exótica personalidade conseguiu cooperar com alguns dos mais famosos artistas de Portugal e do mundo como Dulce Pontes, Demis Roussos, Sara Tavares, Gil do Carmo, Ritinha Lobo ou Lura. 
Em 2012 nasceu a ideia do projeto "Ethnojazz Colours" que foi o resultado do encontro de duas personagens cênicas completamente diferentes: Dominika Ziemnicka - polaca extremamente apaixonada pela Itália e... Yami! Esta dissemelhança cultural, aparentemente grande, permitiu a amizade internacional entre estes dois artistas. A sua inata paixão pela música, abertura e recíproca vontade de conhecer as suas culturas e tradições musicais deu o início à cooperação artística e introdução das suas ideias e aspirações no primeiro disco da Dominika.
O seu debute fonográfico é um álbum cheio das emoções, baseado no nu jazz (o jazz misturado com outros géneros de música como o funk, soul music, electronic dance music e outras improvisações livres), mas também pode-se ouvir elementos de etno jazz que às vezes têm origens na música africana. Por um lado uns sons subtis, melodiosos, nostálgicos e refletivos, por outro ritmos animados e energéticos. Os artistas que acompanham Dominika enriquecem as suas canções com elementos tipicamente portugueses, tão característicos para o ambiente de Lisboa e o fado que se pode ouvir nas ruas estreitas de Alfama. Os tons do piano, acordeão, guitarra e seção rítmica foram combinados com a inimitável voz da Dominika que se destaca na expressão lírica e habilidades elaboradas durante o curso na Universidade Maria Curie-Skłodowska em Lublin e numerosos estágios feitos no estrangeiro. Apesar de extrair muito das outras culturas, na obra dela não faltam elementos polacos. Junta os géneros de música diferentes tanto como elementos de várias culturas, mas sabe fazê-lo da maneira original, sem artificialidade e excessiva sofisticação.
Para a cooperação no seu disco a vocalista convidou alguns dos artistas mais conhecidos de Portugal criando uma banda dotada nas excecionais habilidades compositivas e instrumentais, da qual fazem parte:
Yami (Fernando Araujo) - vocal, Ernesto Leite - piano, João Frade - acordeão, Thiago Oliveira - guitarra, André Silva - bateria, Thiago Santos - guitarra, Ruca Rebordã - percussão e também os convidados especiais: Sara Tavares, Mr. Berg, Marito Marques e Rhani Krija
 Apesar de ser tão jovem, Dominika já é uma artista apreciada, premiada em muitos concursos, dos quais a maior satisfação lhe deu o prémio na categoria "Best Artist 2012" no "Fara Music Festival" na Itália, que foi um impulso para começar a trabalhar no seu próprio álbum. Licenciada nos Estudos Italianos, antes amante da Itália, agora depois de passar duas semanas em Lisboa admite que descobriu a sua nova paixão. Diz que se apaixonou totalmente por Portugal, pelo seu ambiente e hospitalidade dos habitantes, pelas lindíssimas praias e,claro, pelos pasteis de nata. Impacientemente esperamos a finalização deste prometedor projeto e desejamos a Dominika boa sorte e tudo de bom!


Ewa Tomaszewska
3º ano Estudos Portugueses

sábado, 30 de novembro de 2013

Quem foi Cristóvão Colombo?

  Quando era criança e andava na escola, não gostava das aulas da história. Lembro- me bem que me aborreciam muito. Para mim eram uma verdadeira perda do tempo. Aqueles 45 minutos (o tempo de duração de cada aula na Polónia) eram um dos piores momentos na minha vida escolar. Detestava aquela disciplina e todos os professores de história. Agora percebo que o conhecimento da história é muito importante porque dá-me muitas informa-ções sobre os meus antepassados, a minha pátria e as minhas estirpes então sobre mim...Graças à história percebemos melhor a nossa vida atual. 
  Mas...as aulas da história eram o pesadelo da minha infância exceto só um tema...os Descobrimentos Geográficos. Todos sabem que a era dos descobrimentos (ou das Grandes Navegações) é o período da história que decorreu entre o século XV e o início do século XVII, durante o qual os europeus exploraram intensivamente o globo para encontrar novas rotas de comércio. Graças às novas tecnologias sobretudo de navegação, a curiosidade e a necessidade de melhorar o nível da vida dos habitantes da Europa descobriram outros partes do mundo até a Austrália em 1606 e a Nova Zelândia em 1642. Também sabemos bem, que os portugueses iniciaram aquele período da história contemporânea.Os descobrimentos portugueses foram o conjunto de viagens e explorações marítimas realizadas pelos portugueses entre 1415 e 1543 que começaram com a conquista de Ceuta na África. Depois descobriram a ilha da Madeira, os Açores, a costa oeste de África, o caminho marítimo para a Índia, o Brasil e diversas partes da América do Sul e Central. 
 Um dos mais famosos heróis daquela época foi Cristóvão Colombo (o meu descobridor favorito). Marinheiro desde a sua infância ele transformou-se num cartógrafo brilhante. Colombo estava certo de que existia uma rota para a Índia mais curta em direção ao ocidente. Queria muito descobri-la mas não tinha dinheiro. Após seis anos em busca de apoio, ele finalmente o encontrou no rei Fernando e na rainha Isabel de Espanha. Demorou por volta 12 anos para encontrar aquele caminho. Ele fez quatro viagens ao Novo Mundo. A sua primeira viagem iniciou-se em 1492 com três navios: uma nau maior, Santa María, apelidada Gallega, e duas caravelas menores, Pinta e Santa Clara. A expedição foi longa e ineficaz. Felizmente no dia12 de outubro de 1492 um marinheiro da tripulação avistou terra. A ilha descoberta foi chamada por Colombo de San Salvador. Colombo também explorou a costa nordeste de Cuba, onde desembarcou em 28 de outubro. A 6 de dezembro descobriu o Haiti. A segunda viagem, organizada à pressa, iniciou-se em 1493 e durou cerca de 10 meses. Com três naus e catorze caravelas Colombo descobriu as Antilhas. Também chegou à Jamaica. Para a terceira viagem, partiu em 1498, com seis naus. Pela primeira vez chegou a América Continental. Depois atingiram a ilha de Trinidad. Na quarta viagem, saiu de Cádiz com quatro naus em 1502, com o objetivo uma vez mais de chegar ao Oriente. Avistou a Jamaica e, depois de uma grande tempestade, chegou à Ilha de Pinos nas Honduras. Avistou depois as costas da Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Em 1504, doente e desapontado por não ter encontrado um caminho para a Ásia, ele retornou a Espanha. Em 1506, doente e amargurado Cristóvão Colombo faleceu em Valhadolid. De acordo com a vontade do navegador os restos mortais foram transferidos para Santo Domingo, na atual República Dominicana. 
 Mas qual a origem de Cristóvão Colombo? Segundo um historiador espanhol ele era filho de Domenico Colombo- comerciante ou tecelão, e nasceu em Génova na Itália. Char-les J. Merrill, doutor americano em literatura medieval afirma que ele era castelão e de apelido Colom. Um dos autores, o historiador amador português, Manuel da Silva Rosa diz que Colombo era luso-polaco. Ele era filho do rei da Polónia- Władysław III Warneńczyk, o qual provavelmente não morreu durante a batalha em Warna em 1444 porque nunca encontraram o corpo dele. Ele fugiu até a Madeira, onde se casou com uma madeirense, moraram numa quinta chamada Madalena do Mar, e tiveram um filho- o nosso herói Cristóvão Colombo. Não há documentos que confirmem esta tese. O autor diz que Colombo era semelhante a Warneńczyk. Segundo Rosa não é possível o casamento entre o filho de comerciante ou tecelão italiano e a aristocrata portuguesa Filipa Moniz. Colombo era bem educado. Tinha uma posição forte na corte do rei português. Sempre escondeu os nomes dos seus pais. Estas características não podem ligar-se com a história dum pobre italiano. Gosto muito desta história porque liga a minha pátria- Polónia com o país que adoro- Portugal. Também a origem do Cristóvão Colombo justifica porque sempre me interessei pela história dos descobrimentos- especialmente portugueses. Isto é o que se chama destino.

Katarzyna Frąszczak
3º ano Estudos Portugueses

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Obrigado comandante! Portugal de novo a caminho do Brasil!

O mundo rendido ao génio de Ronaldo! Cristiano Ronaldo provou ontem ao mundo quem é o melhor e deixou os Blatters e Platinis e outros que tais com azia depois de engolirem três sapos! De quem também se fala é do jornalista Nuno Matos a relatar o jogo de forma emocionante na Antena 1:

































terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cristiane Roscoe Bessa no CLP

Nos dias 13 e 14 de novembro, a Profa. Dra Cristiane Roscoe Bessa proferiu duas palestras intituladas “Teoria da Tradução,” e “A Tradução-Substituição e questões relacionadas”. Doutorada em Linguística pela Universidade de São Paulo com pesquisa na Universidade de Hamburgo, Alemanha sob a orientação de Juliane House. Pós-Doutorado na Faculdade de Letras da K.U. Leuven - Universidade de Leuven, Bélgica. Atualmente, é professora-adjunta da Universidade de Brasília-UnB. Tem experiência na área de Semiologia e Linguística Aplicada, com ênfase em tradução. É também poeta. Entre as suas produções, destaca-se o livro “Devaneios” edição bilíngue português-alemão.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Viagem a Portugal

Quase todo um ano de contagem decrescente, de grandes planos  e de impaciência que tornava a vida quotidiana extremamente difícil e não me permitia concentrar em nada...  Bem, talvez exagere um pouquinho, mas aproximadamente isto é a imagem da grande expectativa do Dia Zero: o 24 de abril e a nossa primeira viagem a Portugal! Não  vou enumerar os lugares onde estivemos, porque o meu objetivo não é criar um guia turístico ou o capítulo seguinte do Português XXI. Cada um pode ler sobre as partes mais bonitas de Portugal e da sua história  na Internet ou em livros  disponíveis na biblioteca do nosso instituto Camões.  Eu, por outro lado,  gostaria de apresentar as minhas impressões e sentimentos após nove dias num dos lugares mais bonitos em que eu tive a honra de estar. E  falando das impressões não  quero expressar apenas louvor e admiração pelo que experimentei, mas  apresentar a imagem completa da nossa viagem, incluindo também os elementos  de que eu não gostei. Então, começamos! O que é que eu gostei:
DOCES!!! - A cozinha  portuguesa em geral é, para as papilas gustativas eslavas, acostumados aos sabores diferentes, algo exótico e cativante. Não comemos tantos peixes e quase nunca se pode encontrar  nos nossos pratos os mariscos, é certo. Mas também tenho de admitir que os nossos bolos, mesmo que sejam deliciosos, devem dar lugar às delícias portuguesas. As pastelarias foram os lugares visitados por nós consequentemente todos os dias, sem contar calorias,estando sempre igualmente excitadas para provar algo novo. Sem hesitação posso dizer, que tenho imensas saudades do bolo mil folhas ou pão de ló acompanhado pelo galão, a melhor maneira de começar um dia. O que eu gostei  também foram os preços razoáveis, particularmente do café. Não sei porquê, mas na Polónia, essa bebida custa até três vezes mais do que em Portugal....
A GENTE: Talvez possa soar piegas o que vou escrever, mas verdadeiramente amei  a cordialidade e a abertura dos portugueses. Ouvi falar muitas vezes sobre o outro modo de estar e a disposição  do caráter dos nossos irmãos  portugueses e finalmente experimentei  em primeira mão. Vem-me à mente uma situação  que realmente me surpreendeu. Uma vez, andando por uma calçada muito estreita, uma de nós embarrou num caixote cheio de maçãs que se espalharam todas na rua. Estávamos terrivelmente   envergonhadas por termos causado um problema assim e começamos imediatamente a apanhar a fruta do chão antes que os carros as esmagassem. Ficamos surpreendidas com a reação do vendedor que, apanhando a fruta connosco, disse-nos que não nos devíamos preocupar porque não aconteceu nada de mal, quase se como se fosse a sua culpa, mesmo que as maçãs ficassem sujas e um pouco machucadas.  Quase cada dia experimentamos  a pequena bondade das pessoas que na rua  nos perguntavam se precisávamos da alguma ajuda. Esses pequenos atos de prestimosidade verdadeiramente restauraram  a minha confiança no homem.
NOITES: Outro cliché sobre Portugal confirmou-se: a vida noturna muito ativa, como se esse país nunca dormisse. É verdade que os Portugueses não saiam de casa antes das 20 horas (e mesmo nesta hora as ruas estão relativamente vazias) . Mesmo os restaurantes estão vazios e de tarde só os loucos turistas os frequentam.  À noite, por sua vez, a cidade paradoxalmente renasce depois de uma letargia de tarde lenta  e preguiçosa ou para festejar ou para  jantar com os amigos. As ruas estão cheias de gente: suas vozes, cores, sons das discotecas ou bares e cheiros dos restaurantes, nesta hora, superlotados.  Não sou uma notívaga, mas verdadeiramente gozei essas “excursões“ noturnas.
CONVIVÊNCIA: Uma das minhas observações preferidas: o modo como os portugueses passam o tempo juntos, abstraindo da idade, encontrando-se em restaurantes ou em pastelarias. Na Nazaré vimos um grupo de velhinhas (categoria etária mais de 70 anos :-)) que comiam marisco e discutiam ruidosamente. Ou em Alfama, na pequena pastelaria outras mulheres, que às 9 horas tomaram juntas o pequeno almoço. Com certeza, dou-me conta de que essa diferença entre os polacos e os portugueses não é só a questão  da mentalidade e cultura diferente, mas também de finanças e essa estranha convicção, que ainda é infelizmente bastante popular entre nós, que combinar com os amigos para jantar no restaurante é pretensioso.
COR VERMELHA – E daí?- Primeiramente quando vi este fenómeno pela primeira vez, fiquei extremamente surpreendida: luz vermelha na passadeira é o sinónimo de “parar!“, “cuidado!“, mas de maneira nenhuma para os portugueses. A reação dos portugueses foi igualmente interessante: absoluta e santa prioridade do pedestre: se ele quiser passar na rua, há que ser paciente e esperar um pouquinho. Para nós esse fenómeno inicialmente induzia uma ligeira adrenalina: infringíamos a lei e púnhamos a nossa vida em risco! Mas depois percebemos que a rua portuguesa possuiu as suas próprias regras que cada um deve  obedecer. ;-)

Eu podia enumerar muito mais e entrar em detalhas, porque o meu primeiro encontro com Portugal foi muito além das minhas expectativas (no sentido positivo, com certeza), mas não há bela sem senão, mesmo que sejam poucos:

DISCOTECAS: Esses locais na Polónia e em Portugal não têm muito a ver uns com os outros, ser ter em conta a música. A decoração de interiores nas discotecas portuguesas não existe, porque é difícil considerar decoração  a cabina do DJ, o pequeno bar com a cerveja muito pequenina, mas extremamente cara e quatro paredes que são os únicos objetos dentro do local.  Algumas não têm nem tabuleta. Como se isso não fosse suficiente, não é nada estranho fumar dentro do local, mesmo quando de dança. E as regras de saúde e segurança ou a possibilidade do incêndio? Quem se importaria com isso quando a festa está a bombar?  E o chão? Não quero nem imaginar o que havia no chão, mas regularmente tive de remover  algum “adereço“ das minhas solas de sapatos. 
PREÇOS DE TRANSPORTE: O transporte é muito bem organizado e limpo (que não é hoje tão óbvio), mas os preços dos bilhetes são de cair para o lado especialmente porque não há  desconto para os estudantes. 

Ewa Szafrańska
3º ano de Estudos Portugueses

sábado, 9 de novembro de 2013

Henryk Siewierski no CLP


No dia 7 de novembro, o prof.dr Henryk Siewierski proferiu uma palestra intitulada “Amazônia na obra do Padre João Daniel, um missionário português do século XVIII”. Depois da palestra apresentou a obra “Livro do rio máximo do Padre João Daniel”. Henryk Siewerski atualmente é Professor Titular do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da Universidade de Brasília (UnB). Para alem do vasto currículo académico é ainda ensaísta, poeta e tradutor.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Bandas lisboetas

Lisboa não é uma mega-metrópole mas apesar disso há ai diferentes bandas, que estão à espera de chegar a um maior número de ouvintes. Infelizmente em Portugal falta muito (por exemplo comparando com o seu país irmão, o Brasil) na autopromoção no mercado da música ou dos filmes, porém muitas vezes isto leva a que as criações de nicho ganhem mais valor e é mais aprazível descobrir as bandas deste tipo. Hoje tento ajudar um pouco alguns grupos interessantes. Provavelmente ouviram falar de alguns e de outros certamente não. Uma coisa é óbvia: vale a pena ter em conta todas estas bandas e dedicar-lhes pelo menos uma noite.

Linda Martini           
O primeiro grupo de que vou falar é uma banda que toca a música um bocado hipnótica e cheia de mistério. Para as pessoas que gostam de conhecer os grupos através de tags posso propor
os marcadores seguintes: rock alternativo, rock progressivo, post-rock. A banda é constituída por quatro membros: Pedro Geraldes e André Henriques nas guitarras, Cláudia Guerreiro é responsável pelo baixo e Hélio Morais que cuida da bateria.Vale a pena mencionar que todos os membros têm a sua contribuição nas partes vocálicas. Os Linda Martini existem desde 2003 e têm na conta apenas dois álbuns. O último álbum, Casa Ocupada de 2010, teve mais êxito em Portugal do que o disco da estreia  As guitarras sujas, o caos controlado, as letras bastante depressivas e escuras - são as palavras adequadas para caracterizar as músicas deste grupo. André Henriques disse sobre as músicas decadentes e depressivas da maneira seguinte: as letras que canto narram fins de ciclo, e o fim de um ciclo é sempre o início de outro. Os membros dos Linda Martini servem-nos uma explosão de sons experimentais, que estão longe do mainstream e tudo isto é realizado na língua de Camões (que para muitas pessoas é um idioma exótico).      

Capitão Fausto
Depois da banda deprimente chegou o momento para mostrar o sol de Lisboa, ao qual com toda a certeza podemos comparar a música da banda Capitão Fausto. As canções deles são uma mistura interessante de rock com os elementos de pop psicadélico. As músicas deste grupo são cantadas em português, com a pronúncia e sotaque típicos da região de Lisboa. Os sintetizadores causam que temos a impressão que o grupo por um minuto voará na alcatifa voadora alimentada por eletricidade. As guitarras ubíquas, energéticas e inquietas trazem à mente a inspiração dos Arctic Monkeys. Um dos membros da banda, Tomás, reflete que a maneira deles de criar as canções é provavelmente o resultado do fácil acesso que tiveram desde a adolescência a tanta e tanta música.          
O grupo tem cinco elementos: Domingos Coimbra (baixo), Francisco Ferreira (teclado), Manuel Palha (guitarra), Salvador Seabra (bateria) e Tomás Wallenstein (voz e guitarra). Domingos confessa numa das entrevistas que a banda Capitão Fausto nasceu de acordo com o estereótipo que se refere a quase todos os grupos de rock: amigos de longa data trocam discos, falam de discos, ouvem discos nos carros uns dos outros, arranjam instrumentos e começam a tocar. Até agora a banda lançou um disco de estreia Gazela em 2011 e está a trabalhar no novo álbum que inicialmente tem de aparecer ainda neste ano.              

Madredeus
Agora é a vez do veterano do palco português que sem dúvida é a banda Madredeus que toca música portuguesa tradicional, inspirada no fado. A música deles, na maior parte, é baseada em músicas cheias de melancolia que permitem acalmar-se e olhar para dentro de nós. Ouvindo Madredeus podemos durante um momento sentir a alma tradicional de Lisboa e através dos sons passear pelas ruas estreitas de Alfama.  
O grupo surgiu em 1985 e é a banda de Lisboa mais conhecida no estrangeiro. Teve grande êxito à escala mundial por ter participado no filme Lisbon Story de 1994 e criar a banda sonora deste filme. A história da banda é bastante tempestuosa. Em 2007 três membros abandonaram o grupo. Dentre eles encontrava-se a cantora Teresa Salgueiro que era um dos fundamentos da banda. Depois de um intervalo de um ano, o grupo retornou em 2008 com o nome novo Madredeus & A Banda Cósmica e o álbum Metafonia. Atualmente o grupo é formado por: Beatriz Nunes (voz), Pedro Ayres Magalhães (guitarra clássica), Carlos Maria Trindade (teclado), Jorge Varrecoso (violino), António Figueiredo (violino) i Luis Clode (violoncelo). A banda colabora também co outros músicos e cantores. Os álbuns mais conhecidos são: O Espírito de Paz de 1994 e Ainda (a banda sonora do filme Lisbon Story já mencionado).     

Buraka Som Sistema
Este grupo é uma verdadeira bomba no mundo da música eletrónica e também na Polónia não é preciso apresentá-lo a muitas pessoas. Mas apesar disso acrescento um punhado de informações sobre esta banda. Formou-se em 2006 e no tempo atemorizado começou à conquista das discotecas com a sua mistura rara de kuduro (que é de Angola) com a música eletrónica. O género musical que realiza Buraka Som Sistema chama-se kuduro progressivo. Sem dúvida a música deles constitui uma grande fonte de energia que é temperada pelo baixo suculento. Estas duas características consistem na outra característica que é a facilidade de dançar ouvindo a música deles e se calhar isto é todo o segredo de Buraka Som Sistema. 
 A banda lançou três discos: From Buraka to the World, Black Diamond e Komba. Somsistema é o trio:  DJ Riot, Lil’ John, Conductor e Kalaf que colaboram com os outros músicos.

Memória de Peixe
O último grupo que apresento é o dueto formado por Miguel Nicolau (loops, guitarra e baixo) e Nuno Oliveira (bateria). Caracterizam-se como indieprovisation, muitas vezes são rotulados de math rock ou alternativa, aliás eu comparo a música deles ao grupo Foals em versão instrumental. Os Memória de Peixe levam a que queira repetir todas as músicas deles cada dia como fazem isto eles com a sua música. As guitarras curtas e irregulares, muita improvisação e o sorriso nos rostos são as características principais desta banda lisboeta que provoca a saída ilimitada para o mundo selvagem e inquieto dos sonhos.         
Os Memória de Peixe existem há relativamente pouco tempo porque tocam somente há dois anos e meio e até agora lançaram um álbum (Memória de Peixe).


Claro que as bandas que apresentei não são as únicas interessantes tanto lisboetas como portuguesas. Dentro destes que caracterizei, cada pessoa pode encontrar alguma coisa para si porque cada grupo representa não só outro estilo mas também constrói um mundo musical diferente. Finalmente desejo-vos uma submersão agradável e que vocês se convençam com os vossos próprios ouvidos que a música cantada em língua portuguesa não é só o brasileiro Michel Teló e a canção dele que se chama Ai Se Eu Te Pego.           
 Zuzanna Michalska
3º ano Estudos Portugueses

domingo, 27 de outubro de 2013

O diário de Robert Lewandowski

Querido Diário, hoje eu estou muito bem, mas um bocadinho cansado. Todo o mundo quer falar comigo, as pessoas que não conheço telefonam-me - alguns presidentes, vice-presidentes, primeiros ministros, segundos ministros e não sei quem... Não tenho nem um minutinho para me relaxar.
A Ana telefonou-me para me dizer que me ama. Não sei exatamente se deveria acreditar nela. Neste momento todo o mundo me ama. É possível que ela queira só o meu dinheiro e quer estar comigo só porque agora sou conhecido? Não sei... tenho de analisá-lo profundamente.
E outra coisa importante. Tenho de mudar o meu corte de cabelo. É demasiado normal. Todos os meus amigos têm alguns cortes interessantes ou assustadores e eu não. Não me importa que a Ana goste. É a minha cabeça!
Doem-me um pouco as pernas. E os braços. Mmm... e os pés. Em geral – tudo. Não sei porquê. Não corri muito, só joguei como sempre. Hoje marquei alguns golos, mas não foi o meu melhor dia. Não me senti muito bem. Deveria ter feito algumas assistências. Oxalá, outra vez.
Às vezes, acho que deveria ser artista. Ir a Itália e pintar as paisagens da Toscana. Se pudesse, compraria alguns cãezinhos, beberia vinho tinto e admiraria este mundo tão espetacular pintando...
Mas agora não posso. Todos gritam – Que atacante! Que jogo! Que noite tão mágica! Sim – foi muito divertido, mas este mundo é tão brutal... Só dinheiro, dinheiro, dinheiro... Todos dizem o meu nome em diversas variações – Lewangolski, Lovedowski e não sei o quê. Eu só quero que me chamem RL9! É tão difícil? Deus, por favor!
Prefiro arte, mas não posso admiti-lo, porque vão matar-me. Só alguns anos mais e vou fazer o que gosto realmente. Espero que cheguemos à final e marcarei alguns golos mais, mas primeiro tenho de ir ao cabeleireiro.
Não sei em quem confiar. A vida era melhor ontem. Mais simples e controlável. É melhor não sair de casa durante alguns dias. Todos querem fotos e autógrafos. Acho que vou contratar um sósia para que faça coisas por mim...

Katarzyna Walczak
3º ano de Filologia Ibérica

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Portugal como fonte de inspiração

Conheces aquela sensação depois de ver, ler ou ouvir alguma relacionamos com algo?  Por exemplo, o apelido Eiffel associamos sempre com a famosa torre, ao ouvir “Hannibal” a maioria das pessoas pensa no protagonista do filme “O Silêncio dos Inocentes” em vez de Aníbal, o general cartaginês; a letra “Z” é o símbolo do Zorro; a tulipa é uma flor que associamos à Holanda. Temos os símbolos fixos, estabelecidos pela sociedade e também as referências que adquirimos durante a nossa vida. Atualmente acontece-me algo parecido. Pelo menos assim eu tento explicar que não sou completamente anormal. 
Quando comecei a estudar filologia ibérica não sabia quase nada de Portugal. Não me orgulho disso, mas a verdade é essa. Depois de alguns meses sabia como enunciar o apelido do desafortunado Paulo Coelho, entendi que a comida dos portugueses é completamente diferente da espanhola e de que nesse país existe também outra música além do Fado. Agora, depois de quase dois anos com a língua portuguesa a situação mudou completamente porque relaciono demasiadas coisas com Portugal. Mas não só eu, muitas pessoas encontram inspirações nas obras dos autores estrangeiros. 
O melhor exemplo é a série dos livros sobre o famoso James Bond. O autor, Ian Fleming, escreveu a primeira parte “Casino Royale” depois de uma passagen pelo Estoril. Naquela época, circulavam nos arredores de Cascais muitos espiões. Ian Fleming fascinado pelo mundo da espionagem criou o personagem do James Bond, que conhecemos bem dos filmes baseados nos livros. O sexto filme da série “007 - Ao Serviço De Sua Majestade” foi filmado parcialmente em Cascais e no Guincho.
A autora de famosa série “Harry Potter”, J.K.Rowling viveu algum tempo em Portugal. Há muitas coisas nos seus livros inspiradas nesse país. Por exemplo as  similaridades entre Hogwart e a Universidade de Coimbra. As capas dos protagonistas do livro assemelham-se aos trajes dos verdadeiros estudantes.Além disso, alguém observou que as quatro  cores que designam a Universidade de Coimbra  e as suas faculdades de Direito, Medicina e Letras são as mesmas cores que representam as quatro casas da escola de magia e feitiçaria de  HogwartsO fundador de uma das casas na escola mágica chama-se Salazar Slytherin e o seu nome está inspirado no ditador do Estado Novo em Portugal, António de Oliveira Salazar. Quanto aos óculos de Harry Potter, suspeitosamente são semelhantes aos usados pelo Fernando Pessoa. A própria Rowling passava muito tempo no Café Majestic no Porto, trabalhando o primeiro livro da série.             Dois autores de conhecidas séries encontraram a inspiração em Portugal. Pensa no que tu podes encontrar lá!

Joanna Śledź
3º ano de Filologia Ibérica

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A melhor viagem da minha vida

Tudo começou durante as longas horas de estudo para o exame de Civilização Portuguesa.O meu sonho naquele momento não era só aprovar o exame,mas ver ao vivo todos os monumentos, provar a comida e conhecer os costumes que com esforço marrava. Como eu e o meu namorado gostamos de viajar, decidimos visitar as nossas amigas que fazem Erasmus em Faro, comprámos os bilhetes e a nossa viagem começou. Bem-vindos a Portugal! Faro - a nossa primeira paragem. Uma cidade pequena mas incrivelmente pitoresca e bonita. É óbvio que no principio fomos à praia de Faro. Sol, areia branca, sopros de vento acariciantes – um verdadeiro paraíso. Depois visitamos o centro histórico da cidade : a Sé Catedral de Faro, o Museu Municipal de Faro, o Palácio Episcopal e a Igreja de São Francisco (com abóbada coberta dos azulejos). No fim do nosso passeio vimos o Arco da Vila,uma das portas medievais da cidade, mas infelizmente sem ninhos de cegonhas(que constituem o ex-libris da cidade).
Finalmente, visitamos o primeiro centro comercial ao ar livre no Algarve – Forum Algarve. Vale a pena sublinhar que isto é uma visita obrigatória , não só para as mulheres, porque é um empreendimento comercial muito original- as galerias comerciais fazem lembrar claustros de um mosteiro, sendo todo o complexo rodeado por um muro concebido à imagem de uma muralha de um castelo medieval. Faro é o lugar onde pela primeira vez provei os VERDADEIROS pastéis de nata, uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal. Uma exíma mistura de massa folhada com recheio feito de nata. Na verdade, isto foi um erro imperdoável. Como gosto muito de comer doces, os pastéis de nata passaram a ser o produto básico no nosso menu do dia... no nosso menu de CADA dia – não podia suportar a multidão de calorias adicionais,mas também não podia deixar de comer . Portugal é, com certeza absoluta, um país onde não se pode emagrecer – pelos seus pratos deliciosos isto não é possivel! ). Mas vale a pena sublinhar que não só os pastéis de nata merecem admiração. Em Portugal, especialmente ao pequeno-almoço ou ao lanche, há um verdadeiro oceano de diferentes sabores. Mal entras numa pastelaria, estás perdido. Bolos, tortas, pastéis, lanches... queijadinhas, pudins, mousses de chocolate... Portugal é um paraíso terrestre para os gulosos. Depois da viagem através dos campos do Alentejo, que durou quase 3 horas (no Facebook encontramos um grupo de pessoas que oferecem boleias a bom preço ), chegámos a Lisboa. Por fim! 

Há muitas cidades bonitas, mas Lisboa é a mais linda de todas. Com os seus elétricos, becos estreitos, fado e pequenos restaurantes locais (nos quais, um turista pedir um café com cheirinho e galão depois de almoçar provoca um ataque nos empregados), é um lugar onde podia viver para sempre. Infelizmente, tivemos só dois dias para descobrir as maravilhas da capital. Tentamos visitar tudo o que era possível no tempo tão limitado. Começamos por visitar a Baixa; primeiro a Praça do Comércio ( mais conhecida por Terreiro do Paço) reconhecida por ser a praça principal de Lisboa, com a estátua de D. José I. É importante referir que no terramoto de 1755, onde hoje se encontram os edifícios que a cercam, existia o Palácio Real, em cuja biblioteca estavam guardados 70 mil volumes e centenas de obras de arte, mas infelizmente tudo foi destruído. Depois Alfama. A Sé de Lisboa(verdadeira mistura de estilos com a pia batismal onde foi batizado Santo António), o Castelo de São Jorge, a Igreja de São Vicente de Fora... tudo o que o estudante da filologia ibérica deve conhecer! O monumento que provocou a minha imensa admiração foi a Igreja de Santa Engrácia (que passou a ter a função de Panteão Nacional a partir de 1916, onde estão sepultadas algumas pessoas muito importantes, sobretudo presidentes da República e escritores. As exceções são Humberto Delgado e a fadista Amália Rodrigues). Na mesma freguesia (de São Vicente de Fora) está situado o paraíso para os amantes de velharias, de objetos em segunda-mão e artesanato – a Feira da Ladra. ‘’ Os Maias’’ do Eça de Queiroz por 50 cêntimos, ´´ Viagens na Minha Terra´´ de Almeida Garrett por 2 euros, Saramago por 1 euro.. a melhor livraria do mundo! Eu comprei quase 5 quilos de livros (e depois tive grandes problemas a fazer a mala ;). A nossa paragem seguinte foi uma freguesia com vários museus, parques e jardins, que possui um ambiente ribeirinho com cafés e um passeio público. Possui também uma torre, uma das Sete maravilhas de Portugal classificada como Património Mundial pela UNESCO... sim,sim falo de Belém. Passeando pela Praça do Império, pudemos admirar a beleza e a majestade do Mosteiro dos Jerónimos (um mosteiro manuelino que é o testemunho monumental da riqueza dos descobrimentos portugueses). Depois, com certeza, outro ponto imprescindível - escalamos ao topo do Padrão dos Descobrimentos (a verdade é que ‘escalamos’ usando o elevador, mas de qualquer forma a vista do Padrão foi baril! Uma coisa muito interessante é a rosa dos ventos feita na calçada que podemos ver bem só do topo do monumento.) Depois visitamos a paragem obrigatória para cada guloso que está em Lisboa- a fábrica dos pastéis de Belém onde, tradicionalmente, os pastéis se comem quentes, polvilhados de canela e açúcar em pó. Para mim, o sabor dos pastéis é melhor com um cafezinho que se pode tomar na fábrica onde na verdade, pode caber muita gente. 
   Estar em Lisboa e não visitar Sintra seria um pecado mortal, portanto dedicamos um dia para descobrir os segredos desta vila. Tudo é verde, misterioso e cheio da história. Passeamos durante todo o dia perdendo-nos de vez em quando. Para mim o monumento mais lindo é a Quinta da Regaleira (rodeada de luxuriantes jardins, lagos, grutas, construções enigmáticas e o labirinto onde me senti como Alice no País das Maravilhas!). Mesmo a entrada da Quinta está escondida no arvoredo! A aura de mistério é adensada pelo nevoeiro constante - benefício do micro-clima da serra de Sintra.
Bem perto da Quinta da Regaleira fica o Palácio de Seteais que também constitui uma parte do Centro Histórico do Sintra, que é classificado como Património Mundial. É um palácio muito elegante, cor-de-rosa de arquitetura neoclássica. Agora desempenha a função dum hotel de luxo e restaurante. Outro palácio, muito conhecido pelas suas altas chaminés cónicas, é o Palácio da Vila(o Palácio Nacional de Sintra). Apresenta características de arquitetura medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica. É considerado um exemplo de arquitetura orgânica, de conjunto de corpos aparentemente separados, mas que fazem parte de um todo articulado entre si, através de pátios, escadas, corredores e galerias. Por fim vimos o Palácio da Pena que foi eleito como uma das Sete Maravilhas de Portugal. Infelizmente, não entramos, só admiramos o exterior deste palácio fabuloso. Acho que para contar todos as nossas aventuras, deveria escrever um livro. Não escrevi sobre o Porto, porque tenho tantas informações que poderia escrever o artigo inteiro sobre esta cidade, comida e o resto que para mim foi significativo. E vou fazê-lo em breve.

Patrycja Choryłek 
3º ano de Filologia Ibérica


terça-feira, 1 de outubro de 2013

CONCURSO DE FOTOGRAFIA: PORTUGAL A PRETO E BRANCO

O prazo limite para a entrega dos trabalhos foi prolongado. Assim os trabalhos deverão ser entregues por e-mail, até ao dia 15 de outubro 2013. O regulamento poderá ser consultado aqui: http://revistaaguavai.blogspot.com/2013/07/concurso-de-fotografia-portugal-preto-e.html

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

UM PASSEIO COM O EMBAIXADOR



  O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Polónia preparou uma série de filmes, “Um passeio com o embaixador”, que apresentam o trabalho dos embaixadores polacos nas instituições estrangeiras. Um dos episódios desta série foi realizado em Portugal. “Um passeio com o embaixador” é um guia exclusivo das cidades europeias. O quarto episódio da série mostra Portugal desde o ponto de vista do embaixador polaco Bronisław Misztal. Lisboa, as ruas encantadoras de Alfama, o famoso elétrico número 28 e a Feira da Ladra onde podemos comprar por exemplo azulejos, tudo isto cumpre o papel principal deste episódio. Misztal mostra também o Cabo da Roca- o ponto mais ocidental da Europa, explica o fascínio do futebol e fala sobre os segredos do trabalho de diplomata. O episódio português foi reconhecido pelo presidente de Lisboa, António Costa, que o elogiou por “captar a essência de Lisboa, os seus encantos e segredos”. Também acrescentou que Lisboa é uma cidade cosmopolita cheia de amizade para os visitantes.

  O filme pode ser visto na página do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Embaixada em Lisboa e no Youtube.



Joanna Śliwińska