sábado, 26 de julho de 2014

As festas de casamento na Polónia

„Zastaw się, a postaw się” – é um provérbio tradicional polaco que significa que embora não tenhas dinheiro, tens que receber os convidados com hospitalidade e generosidade. Acho que podemos dizer que este provérbio é entre os polacos a primeira e a mais importante regra quando preparam as festas de casamento. Isto serve para mostrar a riqueza (às vezes fictícia) dos anfitriões, mas também está ligado às tradições que existem na cultura polaca. Há numerosas regras e rituais que numa família tradicional são absolutamente imprescindíveis para que a festa de casamento não seja uma vergonha para os organizadores e também para que os recém-casados tenham uma vida próspera e feliz.  Aqui vamos ver o que é que ocorre, passo a passo, quando as pessoas organizam a cerimónia e a festa de casamento tradicionais, tendo em conta que estas podem variar ligeiramente segundo as regiões do país.
Todo o processo começa quando duas pessoas decidem casar-se. Depois de tudo estar decidido (e normalmente o homem tem de pedir a mão da sua namorada perante os pais dela), é necessário escolher o mês da cerimónia. Costuma-se organizá-la nos meses que contêm no seu nome a letra „r” para dar sorte. Depois a mulher tem de arranjar o seu vestido ao qual também está ligada uma superstição: é proibido o noivo vê-lo antes do dia do casamento, para não atrair o azar. E para atrair a sorte e bom tempo neste dia importante, alguns põem os sapatos da boda num parapeito da casa.


Já no dia do casamento decora-se a casa da noiva com balões e outros adornos e o noivo vai lá para pedir a bênção dos pais da sua namorada. E o que se passa depois é normalmente a cerimónia na igreja, como a maioria das pessoas na Polónia é católica, então os noivos e as suas famílias vão para a igreja onde já esperam os convidados. Depois da cerimónia ao sair da igreja, todas as pessoas os esperam à porta e atiram-lhes arroz ou moedas. Os recém-casados recolhem este dinheiro e diz-se que aquele que junta mais, terá mais poder na relação no futuro.

 Após tudo isso, os convidados e o casal vão para o lugar da festa de casamento, frequentemente barrados durante o caminho pelos vizinhos ou crianças que lhes dão parabéns e exigem algo - ou um pacote de bolos ou uma bebida alcoólica (que normalmente é uma garrafa de vodca) – para deixá-los passar e continuar a viagem durante a qual se costuma buzinar, como quem quer anunciar a todo o mundo a alegria, até ao chegar ao destino. Já neste lugar, que costuma ser abundantemente adornado, os recém-casados são recebidos com pão e sal e bebem um copo de vodca. Depois recebem parabéns e presentes da família e dos amigos. Neste momento é preciso ter muita paciência, porque todos os convidados querem ter os seus 5 minutos com o casal e isto pode durar muitíssimo. Os presentes costumam ser: dinheiro num envelope, um buquê de flores e por exemplo algum utensílio doméstico, um conjunto de talheres ou qualquer coisa que sirva ao casal na nova vida na sua nova casa. Embora oferecer flores seja tradicional e popular, agora cada vez mais pessoas diz que prefere que os convidados doem alguma quantidade de dinheiro para fins caritativos ou que comprem algo para as crianças de orfanato. Também se pode comprar um bilhete de lotaria para que o casal tenha a possibilidade de ganhar dinheiro que lhes garanta um futuro próspero.

 Outro momento muito importante é também quando se agradece aos pais dos noivos e tem lugar a dança da noiva com o seu pai e do noivo com a sua mãe.  Tradicionalmente isto é acompanhado por uma canção que se chama „Cudownych rodziców mam” (“Tenho os pais maravilhosos”) que presta homenagem aos pais. Além disso, não se pode omitir a primeira dança dos apaixonados, mas lá não há regras exactas quanto à escolha da canção. Depois de dançar, participar em algumas brincadeiras específicas, jantar, comer bolos e frutas e beber vodca, as pessoas estão bastante descontraídas e relaxadas. Temos de mencionar que há sempre abundância de comida e de bebidas e quase nunca faltam. Se és mulher, seguramente vais ser forçada a dançar com um tio bêbado, o que é ao mesmo tempo um pouco desconfortável e engraçado.
À meia-noite tem lugar um ritual que se chama “oczepiny” e que consiste em a noiva atirar o seu buquê ou o seu véu ao grupo de todas as mulheres solteiras presentes na festa. Aquela que consiga apanhá-lo será a primeira a casar-se. O mesmo acontece com o noivo, a sua gravata e os homens solteiros. Depois deste gracioso costume, as pessoas continuam a festejar até às 5 ou 6 da manhã. Todos recebem o seu próprio pacote de bolos porque os anfitriões querem que os seus hóspedes se sintam bem acolhidos e lembrem a festa positivamente. Mas isto não é o fim! No dia seguinte, por volta das 4 ou 5 horas da tarde, os convidados que tenham vontade (mas já não se costuma convidar as crianças), juntam-se novamente no mesmo lugar e festejam, dançando, comendo o que sobrou do dia anterior e falando da festa. À noite tudo termina e tanto os convidados como os recém-casados e a sua família voltam para casa de bom humor e cheios de recordações agradáveis.
Isto é uma festa de casamento tradicional mais típica, pelo menos nas localidades mais pequenas, porque obviamente nas mais modernas não haverá todos esses costumes, mas acho que em todas é normal querer receber os hóspedes da melhor maneira possível. Contudo, se queres experimentar a verdadeira festa de casamento polaca, tens que assistir a alguma.

Paulina Nycz
2º ano de Filologia Ibérica





terça-feira, 22 de julho de 2014

A minha avó, Maria Cieśluk

A minha avó, que hoje tem 88 anos, nasceu em 1926 em Grodno que nesta altura era parte da Polónia. A história da sua vida é provavelmente bem parecida com a dos seus colegas, mas tão diferente da nossa.
  O seu pai lutou nas Legiões de Piłsudski e durante uma das suas expedições militares, em Grodno, conheceu a sua futura mulher - Maria. Depois de casados decidiram ficar nesta cidade. A minha avó foi a terceira dos seis filhos de Józef e Maria. Teve dois irmãos – Stanisław e Józef e três irmãs – Genowefa, Janina e Irena.
  Quando a minha avó tinha dois anos a família mudou-se para Mielnik – cidade natal do seu pai. Até 1939 levava uma vida como as outras crianças – uma vida normal. Frequentava a escola primária e durante as tardes ajudava à sua mãe nos trabalhos domésticos.
  Mas em setembro de 1939 já ninguém pensava em ir às aulas. As escolas locais foram fechadas. Começou a guerra. O rio Bug, que atravessa Mielnik, passa a ser a fronteira entre a Alemanha Nazi e a União Soviética. Esta linha de demarcação entre ambas as potências traz consigo graves consequências para os habitantes da cidade. Ao fim do ano começa a ocupação soviética que vai durar até 1941. Durante este período a família da minha avó é repetidamente invadida pelos russos que roubavam tudo o que parecia ter algum valor. Em 1940 os soviéticos obrigam a família a deixar tudo e mudar-se para Grabowiec (uma aldeia a 5 km de Mielnik).
 Em 1941 o território do município já está sob o controle nazi. Com a chegada dos novos invasores começam as deportações de população local para o território alemão na Prússia Oriental onde a gente é utilizada como mão-de-obra escrava. A minha avó vai num comboio de carga para Hajde Kruk (perto de Królewiec, hoje Kaliningrad) em 1942. Durante a “seleção” é escolhida para os trabalhos forçados numa exploração agrícola. O seu primeiro dono é um homem cruel, sem escrúpulos. Odeia os polacos e abusa dos seus subalternos. A minha avó trabalhou ali um ano e depois foi enviada para outra exploração agrícola. Ali faz amizade com Zuzanna - filha do seu novo dono. Começa a trabalhar como cozinheira da casa. Nesta altura os russos que não conseguiram fugir do inimigo, tornaram-se prisioneiros de guerra - foram mal tratados, passavam fome. Zuzanna com a minha avó traziam-lhes pão. Um certo dia um alemão apanhou a minha avó em flagrante e ordenaram fuzilá-la. O seu dono decidiu defendê-la e salvou a sua vida porque a tratava quase como filha.
Quando a guerra acabou Maria voltou para Mielnik. Em 1958 foi atropelada por um carro. Depois disso teve muitas problemas de saúde. Esteve em coma e os médicos não lhe davam muitas esperanças de recuperação. Mas a minha avó venceu a luta contra a morte e passados dois anos casou-se com o meu avô. Trabalhava como cozinheira nas festas de casamento e mais tarde como funcionária pública. A minha avó ainda mora em Mielnik na mesma casa em que passou infância. Tem três filhos, muitos netos e até bisnetos. 

Patrycja Cieśluk e Dominika Ładycka
1º ano de Mestrado em Português

quinta-feira, 10 de julho de 2014

OS REIS PORTUGUESES NAS CRÓNICAS

Os dois textos que analisei: „Luzes e Sombras da figura do rei D. João no discurso cronístico régio” e “Pela pena e pela espada – historiografando um Portugal do Cancioneiro Geral” oferece um amplo conhecimento dos cronistas e melhor conhecimento dos reis portugueses e dá uma visão diferente e mais profunda da vida dos infantes e governadores portugueses. Assim conhecemos os dois lados dos reis portugueses: a imagem majestosa e do ser humano, a parte política e a parte humana, a evolução política e econômica.
 A construção imperial manuelina e joanina deu início a uma nova época da história de Portugal, época do Estado Moderno com fortes autoridades centralizadas. O Estado Moderno abrange três espaços: europeu, mediterrâneo e Ibérico – Castelhano. O primeiro espaço europeu mostra as mudanças de rumo da política portuguesa: diminuição da importância da ligação com Europa Norte por causa dos conflitos e guerra de Cem Anos entre a Grã Bretanha e a França. Assim o interesse político português mudou da Europa para África que em seguida começa já outro espaço – mediterrânico. Os reis portugueses encontram novas rotas comerciais por outro lado do Mar Mediterrâneo em Marrocos e África. E último espaço mostra a importância da paz estabelecida com Espanha e a luta para ser reconhecido entre outras nações como um país independente. A dinastia de Avis era uma família real muito unida, por exemplo as crônicas escrevem da tristeza do príncipe D. Afonso e da infanta D. Isabel depois da morte do filho. 
 São os cronistas que dão os apelidos aos reis: por exemplo, D. João II de gloriosa memória, nesse caso foi o cronista Rui de Pina que se dedicava à recolha das informações sobre os reis (D.Sancho I, D.Afonso II, D. Sancho II, D.Afonso III, D. Dinis, D.Afonso IV). Rui de Pina era uma das personagens mais importantes e interessantes da historiografia portuguesa. Além de ser cronista e escrivão, assumiu também o cargo do diplomata do Reino Português. As crônicas deles se tornaram confiáveis devido ao fato que Rui de Pina participou pessoalmente em vários acontecimentos mundiais, por exemplo: negociações após a descoberta da América por Colombo que acabaram com o Tratado de Tordesilhas. Representava também a presença portuguesa nas descobertas atlânticas e negociou com o papado essa presença. Tornou-se também o tradutor de português para latim da bula “Ortodoxae Fidei” que falava do poder do rei D. Manuel. A questão que queria levantar é se um cronista com tanta proximidade ao rei consegue passar as informações de uma forma neutra? Se as informações e crônicas não ficarão mais influenciadas pela pessoa do próprio rei? “Nas palavras de Rui de Pina, o ofício historial subordina-se claramente ao valor exemplar que as lembranças e contemplações das excelentes coisas passadas provocam em quem lê e ouve tais memórias.” (Ana Paula Avelar, Luzes e Sombras da figura do rei D. João II no discurso cronístico Régio, p. 6). As crônicas deviam mostrar a história imparcial ou tem direito de modificá-la do próprio jeito.        Na historiografia portuguesa podemos destacar duas pessoas importantes que descreviam a vida dos reis da dinastia Avis que virou um assunto muito polêmico. Um era cronista oficial, político e diplomata – Rui de Pina, outro era escritor, poeta e arquiteto Garcia de Resende. Um baseava-se mais na história e fatos, outro na literatura e nas memórias coletivas. A obra do primeiro era mais breve e cronológica enquanto a obra do outro se tornou famosa graças a sua fluidez e graciosidade da sua prosa. Talvez um seja mais objetivo que outro. Os dois estavam muito perto dos Reis. Existe também a hipótese de que Resende copiou alguns fragmentos da obra do Rui de Pina. Rui de Pina recebeu um oficio de Confirmações do D. Manuel I. Dom João II nomeou-o cronista oficial e em 1497 D. Manuel ofereceu-lhe os ofícios de guarda-mor da Torre do Tombo e também cronista-mor do reino. Rui de Pina participou tanto em acontecimentos da família real como, por exemplo, durante a morte de D. João II ou execução do D. Fernando, como no palco internacional (fazia parte da embaixada que foi enviada ao novo papa Inocêncio VIII). Rui de Pina seguia a filosofia do grande Cícero de valorizar a ética e moral nas suas obras. Cícero era conhecido por escrever muito detalhadamente as suas cartas. 
 Os cronistas claramente mostram a sua simpatia aos reis. D. João II foi descrito muito bem por Rui de Pina (“a excelência de suas bondades e virtudes, de que na paz, e na guerra, no publico e no secreto, na vida e na morte maravilhosamente sempre usou (...)”) e por Garcia de Resende (“homem de muito bom parecer e bom corpo, e de mean estatura, porem mais grande que pequeno, muito bem feyto e em tudo muy proporcionado, ayroso e de tanta grauidade e autoridade que entre todos era logo conhecido por Rey (...)”). 
Rui de Pina e Garcia de Resende escreviam sobre o império português na época quando os portugueses conseguiram conquistar África, Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia. As crônicas que descreviam em detalhe os sucessos marítimos eram também uma forma de legitimar o poder da coroa portuguesa quando a dinastia de Avis chegou ao poder. Houve uma grande necessidade de legitimar a nova dinastia de Avis em Portugal. As crônicas descrevem as conquistas marítimas também a propósito. A população portuguesa na época ficou sabendo dos sucessos dos atuais reis legitimando assim a presença da dinastia de Avis. 
Os reis portugueses passaram a assumir um papel importante de servir de exemplo e de construir uma boa imagem do monarca. Nas cartas da história foram lembrados como “O Messias” - D. João I ou “O Príncipe Perfeito” - D. João II. 
A história reflete muito na literatura. Um dos exemplos é a obra do Garcia de Resende Cancioneiro Geral que é uma compilação de poesia elaborada pelo próprio Resende que mostra a transição da Idade Média para a Renascença. Este tipo de escrita vem da tradição da Península Ibérica e principalmente da cultura castelhana. Além de competir nos mares e oceanos Portugal percebeu que a literatura portuguesa estava muita atrás da já bem desenvolvida tradição escrita espanhola. Os descobrimentos e conquistas marítimas descritos por vários cronistas inspiraram os poetas portugueses. Na crônica do João de Barros Décadas da Ásia (titulo completo: Ásia de Ioam de Barros, dos feitos que os Portuguezes fizeram na conquista e descobrimento dos mares e terras do Oriente) a partida de Vasco da Gama foi poetizada por Luís de Camões em Os Lusíadas
 Destacam-se alguns opostos, ou seja, cronistas versus poetas; Rui de Pina versus Garcia de Resende, os cronistas dos descobrimentos – Gomes Eanes de Zurara, João de Barros, Fernão Lopes de Castanheda versus poetas de Cancioneiro Geral. Por que a obra do Resende ficou mais famosa na época? A resposta é muito fácil. A obra do Rui Pina não foi publicada no século XVI enquanto a obra do Garcia de Resende Cancioneiro Geral foi impressa já em 1516. Naquela época era mais importante promover a história entre o povo através da literatura porque a literatura conseguiu chegar a todos os cidadãos de uma maneira muito mais rápida. Foi também uma forma de legitimar a dinastia de Avis entre a própria população. Os reis da dinastia de Avis foram os pioneiros na época do Renascimento. A importância do papel assumido por eles como lideres de “missão civilizadora” podemos explicar como justificação para a reconquista contra os mouros, mas também no espírito do estado moderno como o registro da história, sucessos marítimos e conquistas das novas terras de uma forma mais acessível ao povo.

Bibliografia:
ANDRADE, A.A., “A importância da linha costeira na estruturação do reino medieval português. Algumas reflexões”.
AVELAR, A.P.,“Luzes e Sombras da figura do rei D. João II no discurso cronístico Régio.
AVELAR, Ana Paula, “Pela pena e pela espada – Historiografando um Portugal do Cancioneiro Geral.
DINSEY, A.R., “A History of Portugal and the Portuguese Empire”, Cambridge University Press, New York 2009.
FONSECA, L.A.,, “Política e cultura nas relações luso-castelhanas no século XV”

AGATA BŁOCH                                                                                                          
Fundacja Terra Brasilis e Centro de História de Além-Mar  (Universidade Nova de Lisboa)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

CONCURSO DE FOTOGRAFIA: RELIGIÕES E TRADIÇÃO

Regulamento
O IV Concurso de Fotografia é uma iniciativa organizada pelo Centro de Língua Portuguesa/Camões de Lublin e tem por objetivo divulgar Portugal, através da imagem.
1.Participantes:
a) O concurso é aberto apenas a fotógrafos amadores. 
b) Aos membros do júri é vedada a participação bem como aos seus familiares diretos. 

2.Tema: O tema do concurso é religiões e tradição. Portugal é um país historicamente e tradicionalmente católico, mas onde convivem outras religiões. Não devemos também esquecer que para além da língua o outro importante legado português nos quatro cantos do mundo foi a fé católica.

3. Trabalhos:
a) Cada participante pode apresentar a concurso até 3 trabalhos.
b) Só serão aceites trabalhos que não tenham sido premiados noutros concursos.
c) Os trabalhos deverão ser apresentados em formato digital.
d) Os trabalhos deverão ser entregues por e-mail, até ao dia 15 de Outubro de 2014 (clp.lublin.polonia@gmail.com).
e) Os concorrentes deverão indicar o título do trabalho e a indicação do local de recolha da imagem.
f) Juntamente com os trabalhos os concorrentes deverão indicar o nome e e-mail.

4.Júri: A divulgar.

5.Prémios: Serão premiados os três melhores trabalhos.

6. Disposições finais:
a) A organização reserva-se o direito de expor, publicar ou reproduzir quaisquer dos trabalhos premiados, salvaguardando sempre a indicação do autor.
b) Os dados pessoais facultados serão utilizados exclusivamente pelo CLP/C para os fins do concurso, entrega de prémios e divulgação de informações relativas a eventos futuros semelhantes.

c) A apresentação dos trabalhos pressupõe a plena aceitação do presente regulamento.