No dia 8 de abril no Centro da Língua Portuguesa/Camões teve lugar uma palestra do Prof. Dr. Pedro Balaus Custódio do Instituto Politécnico de Coimbra, intitulada Três Vozes da Literatura Portuguesa Contemporânea.
Fez uma breve panorâmica da literatura portuguesa contemporânea destacando os autores atuais mais lidos em Portugal. Concentrou-se na obra de três autoras: Joana Bértholo, Rita Ferro e Dulce Maria Cardoso ,descreveu a temática dos seus livros e leu alguns fragmentos mais interessantes. Teve a gentileza de oferecer à biblioteca do centro alguns exemplares de livros destas escritoras. São textos modernos, escritos numa linguagem bastante acessível para os estudantes.
Aproveitou ainda a ocasião para falar um pouco sobre Coimbra, cidade universitária onde os estudantes de Lublin podem participar no programa Erasmus. O Prof. Dr. Pedro Balaus Custódio é docente de Língua e Cultura Portuguesas na Escola Superior de Educação de Coimbra, investigador externo do Centro de Investigação em Educação do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho. Projecto “LITERACIAS. Contextos. Práticas. Discursos.”, e coordenador Regional do Programa Nacional de Ensino do Português.
Revista dos alunos de língua portuguesa da Universidade Maria Curie Sklodowska, Lublin, Polónia
sexta-feira, 11 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
III Congresso dos Estudantes Lusitanistas da Polónia
Nos dias 3 e 4 de abril o Centro de Língua Portuguesa/Camões organizou o 3º Congresso dos Estudantes Lusitanistas da Polónia. O tema desta edição foi: Unidade e Diversidade.
A diretora do Centro, Profa. Dra Barbara Hlibowicka-Węglarz abriu o Congresso dando as boas vindas aos participantes. A sessão de abertura contou também com a presença do Magnífico Reitor da Universidade Marie Curie-Skłodowska, Prof. Dr. Stanisław Michałowski, do presidente da Faculdade de Letras , Prof. Dr. Robert Litwiński e da Diretora do Instituto de Filologia Românica , Prof. Dra. Maria Falska.
A palestra de abertura: Unidade e Diversidade da Língua Portuguesa no Mundo foi proferida pelo Prof. Dr. Paulo Osório da Universidade da Beira Interior. Depois seguiram-se 21 apresentações divididas em cinco sessões temáticas: Linguística, História e Cultura (Brasil), Língua e Cultura (Timor-Leste), Literatura, História e Cultura.
Os estudantes dos maiores centros universitários de ensino do português em Cracóvia, Poznań, Varsóvia, Wrocław e Lublin tiveram mais uma oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos relacionados com a língua portuguesa e cultura dos países lusófonos, intercambiar opiniões e consolidar os laços de amizade. Este congresso já se tornou uma referência entre os estudantes polacos de língua portuguesa e prova disso é o número elevado de participantes. As temáticas abordadas foram variadas, suscitando algumas debates mais animados. Houve até quem interrompesse a palestra de abertura, porque isto de ser mais papista que o papa tem destas coisas.
3 de abril
Sessão 1: Linguística
Aleksandra Wilkos (UW,
Varsóvia) Como enfeitar o corvo com penas portuguesas ou polacas? A
comunicação teve como objetivo comparar as expressões idiomáticas portuguesas e
polacas que se remetem ao campo semântico da vaidade. Para cumprir este
objetivo, foi enfatizada a imagem cognitiva das metáforas proposta por George
Lakoff no livro intitulado Metaphors we live by escrito
em colaboração com Mark Johnson.
Grzegorz Kobędza (UJ,
Cracóvia) Influências
da língua francesa no português e no polaco – observações preliminares O
francês influenciou fortemente muitas línguas mais ou menos afastadas em termos
genéticos. O objetivo desta comunicação foi esboçar a conceção de uma
investigação mais vasta que consista numa comparação entre as influências do
idioma francês no português e as suas influências no polaco.
Natalia Trzebuniak,
Patrycja Pawęcka (UMCS,
Lublin) A imagem
linguística do número dois nos provérbios portugueses Em primeiro lugar foi caraterizado
o termo ‘imagem linguística do mundo’ e a simbologia do número dois. Depois
foram apresentados os resultados de um inquérito de conhecimento dos provérbios
com o número dois feito entre estudantes de Portugal (Porto) e da Polónia
(Lublin).
Michał
Belina (UW,
Wrocław) Sobre a essência e origem do idioma mirandês
Esta comunicação teve
como objetivo a apresentação e o informe da breve história da língua mirandesa
em relação à sua situação geográfica, o estatuto e a posição social e as suas
ligações com outras línguas da Península Ibérica, nomeadamente com a língua
portuguesa, espanhola e asturo-leonesa.
Aleksandra
Jańczak
(UAM, Poznań) Persuasão na comunicação publicitária
brasileira. Primeiro foram distinguidos os termos convencer e persuadir. De
acordo com a explicação dada, o segundo entendido como arte de sedução, é
próprio da publicidade. Conforme a teoria da hiperescolha de Gilles Lipovetsky, o consumidor da nossa época opta
pela escolha da máxima satisfação, nem sempre prática ou lógica.
Sessão
2: História e cultura (Brasil)
Kamila
Choroszewska (UW, Varsóvia) As brasileiras e a internet – a blogosfera
feminista no Brasil. O objetivo da presente comunicação foi examinar a blogosfera feminista brasileira.
Analisando os principais blogues feministas como http://blogueirasfeministas.com ou http://blogueirasnegras.org
tentou-se analisar a focalização temática dos artigos publicados nos blogues
escolhidos e abstrair nesta base o programa feminista brasileiro que domina na
internet.
Aleksandra
Krakówka
(UW, Varsóvia) Da diversidade à
singularidade: o Movimento Antropofágico no Brasil. Nesta comunicação foram
apresentados os conceitos-chave da antropofagia cultural, as personagens mais
destacadas deste movimento, como também as repercussões deste conceito na
produção cultural posterior.
Anna
Biesiadecka (UW, Varsóvia) O Rio
de janeiro como reflexo da excecionalidade e da diversidade do mundo lusófono.
O Rio de Janeiro, a cidade mais visitada não só do Brasil mas de todo o
hemisfério sul, é uma mistura incrível de influências europeias, africanas e
indígenas. É uma metrôpole que junta em si a arquitetura dos bairros nobres e
das favelas, a cultura e a paixão por esporte, os traços das religiões
sincrêticas e do catolicismo (incluindo um dos seus símbolos mais conhecidos –
o monumento do Cristo Redentor).
Bartosz
Suchecki (UMCS,
Lublin) Em busca do amor perdido – uma perspetiva subjetiva sobre a brasilidade
. Os brasileiros, no decorrer de cem anos, passaram desde o fim do Império.
Hoje, em 2014, no ano da Copa do Mundo de futebol, a modalidade que eles adoram
, manifestam-se contra a organização da competição. Parece que a paixão pelo
futebol e o carnaval, geralmente aclamados os fundamentos da brasilidade, não
chega para se reconciliarem com o quotidiano, bastante desanimador para muitos
deles. Após visitar o Brasil e ler Proust, atrevo-me a dizer que o que os
brasileiros procuram no seu dia a dia pode ser o amor: amor de si mesmos e de
outros.
Paulina
Zajglic (UW,
Varsóvia)Um presidente bossa nova e sua
Brasília. Todos os brasileiros concordam com a opinião que Juscelino
Kubitschek foi mais que um presidente. A velocidade com que transitava pelo
país a bordo de automóveis e aviões, a descontração em frente das câmaras da
TV, a agilidade nas pistas de dança, pareciam demonstrar que Juscelino
Kubitschek foi o “homem no lugar certo, na hora certa”. Conhecido como JK,
Juscelino Kubitschek de Oliveira foi o 21º presidente do Brasil e a principal
figura responsável pela construção de Brasília.
Sessão
3: Língua e Cultura (Timor-Leste)
Edyta
Rakowska (UW,
Wrocław) A Língua Portuguesa em Timor-Leste. O objetivo desta comunicação foi apresentar a situação da Língua
Portuguesa em Timor-Leste. Começando com a breve história da ex-colónia
portuguesa, para depois falar sobre a situação linguística do país. Foram
analisados alguns aspetos do português timorense e apresentada a política atual
do Instituto Camões em Timor-Leste.
Małgorzata
Koprowicz, Olga Kukawka, Paulina Szczygielska (UMCS, Lublin) O território e a nação na obra de Xanana
Gusmão na reconstrução de Timor-Leste. A história da antiga colónia
portuguesa está marcada pelas tentativas sangrentas para atingir a
independência. Esta apresentação concentrou-se na personagem de Xanana Gusmão,
primeiro-ministro timorense que para além de ser político é pintor e poeta,
empenhado na reconstrução do país não só como um ativista pela independência
mas também através da pintura e da poesia.
4
de abril
Sessão
1: Literatura
Joanna
Filipkowska (UW, Varsóvia) O baiano como a essência da brasilidade. O
caso dos subversivos “Capitães da Areia” de Jorge Amado. Esta comunicação concentrou-se no famoso livro Capitães da Areia. Primeiro, observado a
imagem dos baianos que surge do romance e examinando a relação dessa imagem com
a realidade de então e de hoje. Depois a sua recepção e a perseguição pelo
Estado Novo. Foi também analisada a visão da sociedade presente no romance.
Zuzanna
Musiał (UAM, Poznań) O
motivo do espelho na obra de José Saramago – a escrita é o espelho da alma do
autor? No romance O Homem Duplicado
mostra uma visão da existência e pessoas duplicadas, que são os seus reflexos.
O motivo do espelho está presente não só no mencionado livro, mas aparece
também noutros títulos de José Saramago. Esta comunicação tentou responder às
seguintes questões: será que a obsessão da originalidade e excepcionalidade é o
domínio do autor? Ou se calhar é uma boa diagnose do problema da sociedade
contemporânea?
Anna
Maria Bielak (UAM, Poznań) A abjeção no naturalismo brasileiro na obra “O Cortiço” de Aluízio de
Azeved.o Pretendeu-se com esta comunicação pensar na obra de Aluízio de
Azevedo O Cortiço no campo teorético
da abjeção, nomeadamente segundo a definição proposta por Julia Kristeva.
Observam-se algumas particularidades que distinguem o naturalismo brasileiro do
naturalismo no fundo continental e que se podem encerrar na noção de “sol
brasileiro”. Assim, considerando o impacto do contexto exterior (não
continental), procurou-se expor estas diferenças dentro da corrente
naturalista.
Magda
Balińska (UAM,
Poznań) Porque os
escritores criam os personagens ideais? Análise dos dois personagens principais
nas obras “A Escrava Isaura” de Guimarães e “O Idiota” de Dostoiévski Nesta comunicação procurou-se
apresentar uma ideia do personagem ideal. Estes dois livros compartilham elementos
comuns (por exemplo, a ideia de criar as pessoas ideais como os protagonistas),
bem como elementos completamente diferentes (por
exemplo, porque Guimarães e Dostoiévski apresentam os personagens ideais,
épocas literárias diferentes, etc).
Sessão
2: História e Cultura
Magdalena
Góralska (UW,
Wrocław) Avaliação ambivalente do rei Dom Sebastião: um herói nacional ou um
monarca louco? O objetivo da
comunicação foi confrontar a maneira de apresentar o rei Dom Sebastião I de
Portugal nas fontes históricas com a sua imagem idealizada disseminada pelo
mito do sebastianismo. As opiniões dos historiadores sobre a história da vida e
morte deste monarca são extremamente diferentes, mas em geral não há dúvida de
que a impressão dada pela lenda tem pouco a ver com a realidade.
Anna
Tylec, Katarzyna Janowska (UMCS, Lublin) Património mundial de origem portuguesa. Há cerca de 500 anos
atrás os portugueses começaram a sua expansão marítima. Marcaram a sua presença
no mundo inteiro, também em lugares que não parecem tão evidentes. Nesta
apresentação foram mostrados os vestígios que testemunham a diáspora dos
portugueses pelo mundo.
Paulina
Grabowska (UW,
Varsóvia) O musical no cinema português
Esta comunicação mostrou o processo da introdução do som na imagem fílmica.
Sublinhou a importância do período mudo para a sonorização do cinema, e
descreveu os meios usados para isso, tanto no cinema mudo como já no cinema
falado. Comentou a relação entre o som e a imagem na obra fílmica e sublinhou o
papel, que a música desempenhou no filme, apontando a utilização dela no filme musical,
o qual define. Descreveu a história da cinematografia portuguesa,
focalizando-se neste género totalmente americano, que é o musical.
Agata
Błoch (UW,
Varsóvia) A criação da identidade crioula nas ilhas de Cabo Verde O objetivo desta apresentação foi
mostrar como surgiu a identidade dos moradores das ilhas de Cabo Verde ao longo
de vários séculos entre o século XV e o XVIII. O ponto de partida foi mostrar
como a população de Cabo Verde, que era etnicamente e culturalmente diversa,
caracterizada por alguns elementos como: a elite portuguesa e a escravidão, e
também a população multiétnica de africanos recém-chegados se tornou a sociedade mais unida e integrada
de todos os países lusófonos. O resultado deste processo é a emergência da
identidade crioula e da língua Badio e Sampadjudo.
Agata
Pankow (UW,
Wrocław) A
influência portuguesa no Japão no período Nanban. A ideia principal desta comunicação foi
apresentar a importância da presença portuguesa nas terras japonesas nos
séculos XVI-XVII e o impacto que produziu nas diferentes esferas da vida como
arte, religião, tecnologia e comércio. A chegada
dos portugueses provocou muitas mudanças na vida e mentalidade japonesa, cujos
indícios são por exemplo a arte Nanban, o aparecimento e produção das armas de
fogo, o cristianismo e até o emprego e difusão dos lusismos na língua japonesa.
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segunda-feira, 7 de abril de 2014
O linguista Paulo Osório no CLP
No passado dia 1 de abril, o Prof. Dr Paulo Osório,
presidente do Departamento de Letras da Universidade da Beira Interior
(Covilhã, Portugal) proferiu uma palestra sobre “Curiosidade linguísticas do
Português. Do passado ao presente.” no Centro de Língua Portuguesa/Camões em Lublin. Este renomado
linguista português, com uma vasta obra publicada (http://www.clunl.edu.pt/pt/?id=964&mid=),
através de uma curta viagem pela história da língua portuguesa elucidou aos
alunos presentes, algumas nuances curiosas da língua. A sua comunicação prendeu
o público presente não só pela temática abordada mas também pela capacidade
comunicativa deste excelente orador que é uma referência na área da linguística.
segunda-feira, 31 de março de 2014
Os primeiros encontros entre japoneses e portugueses
Não é difícil ficar fascinado pela civilização japonesa. A terra das cerejeiras floridas, gueixas misteriosas, samurais valentes e cultura popular excêntrica. Mas também de uma sociedade fechada e hierárquica, isolada durante muitos séculos. A nação ocidental que quebrou este isolamento pela primeira vez foi a nação portuguesa.
Os portugueses chegaram à ilha de Tanegashima (perto de Quiuxu) em 1543. Na língua do povo local foram batizados como Nambanjin, “os bárbaros do Sul”, juntamente com os espanhóis, que chegaram em 1584. Por comparação, tempos depois, os russos, holandeses e ingleses foram chamados Koumoujin, “os bárbaros de cabelo vermelho”.
Obviamente, na base das relações luso-nipónicas estava o comércio. Acima de tudo, Portugal serviu como intermediário comercial entre a China e o Japão. Isto pode parecer estranho, mas o comércio entre estes dois países asiáticos tinha sido proibido pelos imperadores Ming em 1480 e em geral os arredores da costa chinesa eram perigosos para ambos os lados por causa dos bandos de piratas. Só os portugueses foram bastante corajosos (ou gananciosos) para ajudar. Graças a eles, os japoneses importavam seda, ouro, açúcar e artesanato da China e dos outros países asiáticos; e veludo, vidro, relógios e armas da Europa. As armas de fogo chamadas arcabuzes revolucionaram as técnicas dos samurais e desempenharam um papel importante nas lutas da guerra civil do período Sengoku. Em troca, os portugueses recebiam prata, cobre, cânfora e artigos de artesanato.
Arcabuzes
Além das armas, os portugueses levaram para terra japonesa o cristianismo. O primeiro missionário foi o jesuíta Francisco Xavier que chegou em 1549 a Kagoshima com dois monges espanhóis. O efeito do seu trabalho e dos missionários que chegaram depois (principalmente os jesuítas e franciscanos) foi a conversão de 200 mil japoneses até 1587, que constitui um por cento de toda a população japonesa. Isso não significa que os japoneses eram crentes ávidos - frequentemente a aceitação do cristianismo foi um requisito para contactos comerciais. Esta situação foi aprovada porque os japoneses precisavam não só dos produtos dos portugueses mas também do conhecimento vasto dos padres sobre medicina, arquitetura, cartografia e pintura europeia. Os jesuítas publicaram livros em latim, japonês e português. Em 1604 apareceu o primeiro dicionário português-japonês, que continha 32 800 entradas.
Na língua japonesa entraram numerosas palavras de português: bateren (padre), kirishitan (cristão), tabako (tabaco), bisuketto (biscoito), kompeitou (confeitos), pan (pão), botan (botão), koppu (copo), karuta (carta). As receitas dos missionários também inspiraram os pratos novos: kasutera (bolo semelhante a pão de ló) e tempura (que provavelmente tem origem nos peixinhos da horta).
Kasutera
Tempura
O período de paz não durou eternamente. Os governantes japoneses começaram a ver o cristianismo como um perigo para unificação do Japão. Em 1606 Tokugawa Ieyasu lançou editos anticristãos e em 1612 iniciou uma brutal perseguição. Finalmente, em 1641 o Japão entrou em estado de isolamento completo. Todos os europeus foram expulsos das ilhas japonesas e entre os estrangeiros somente os holandeses e os chineses foram autorizados a entrar no porto da pequena ilha artificial - Dejima. Esta situação não mudou até 1853, quando o comandante Perry dos Estados Unidos forçou o Japão a abrir as suas portas.
Katarzyna Pszczoła
2º ano de Estudos Portugueses
quinta-feira, 27 de março de 2014
Maria Natividade Pires no Centro de Língua Portuguesa
O Centro de Língua Portuguesa recebeu a visita da Professora
Doutora Maria da Natividade Pires, professora coordenadora da Escola Superior
de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco, que nos dias 25 e 26 do
corrente mês apresentou duas palestras: “Literatura Infantil e Juvenil e
Educação Intercultural” e “Alguns exemplos do artesanato português”. Doutorada
em Literatura Portuguesa, tem publicações em livros e revistas sobre Literatura
Infantil, Literatura Tradicional e abordagens interdisciplinares, na
perspectiva da educação intercultural. É co-autora, com Carlos Reis, do
livro História Crítica da Literatura Portuguesa - O Romantismo (Lisboa, Verbo,
1993), e é autora de Pontes e Fronteiras. Da Literatura Tradicional à
Literatura Contemporânea ( Lisboa, Caminho, 2005). Coordenadora do
Projeto-Piloto “Querer Ler-Poder Ler: uma experiência em contextos formais e
não formais”, desenvolvido no âmbito do Plano Nacional de Leitura (2006-2010),
e membro da equipa regional do PNEP – Programa Nacional de Ensino do Português
(2006-2011). Investigadora Principal no Projeto de Educação Intercultural
“Representações do “outro” nos livros do Plano Nacional de Leitura Português –
apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (2008-2010).
segunda-feira, 24 de março de 2014
Calou-se A VOZ do punk rock português. Morreu João Ribas (1965-2014)
foto:http://billy-news.blogspot.com/2012_10_01_archive.html
Morreu ontem, em Lisboa, João Ribas vocalista dos Tara Perdida. Nome maior do movimento punk nacional, fundou os Censurados, passou pelos Ku de Judas, os Kamones e em 1995 criou os Tara Perdida. Sem nunca desistir e mesmo sem ver a sua música ter a divulgação merecida, se comparada com outros géneros mais "ligeiros", nunca caiu no esquecimento e não cairá. Tinha 48 anos.
Censurados:
Tara Perdida:
sexta-feira, 21 de março de 2014
Homo Sapiens Viajante
Diz-se que somos preguiçosos, que não gostamos de
aprender nem estudar, sem acesso à Internet não poderíamos escrever nenhum
trabalho e a nossa vida está limitada ao Facebook ou diversão na discotecas.
Essa é a opinião dos estudantes de hoje. Mas nem todos são assim. Alguns de nós
temos a sorte de estudar o que adoramos e queremos, o que permite que se abrir para o mundo e ficar a conhecê-lo melhor. Eu sou uma daqueles
"felizes". Além disso, eu sou “homo sapiens viajante”.
Como usar o tempo na universidade de forma eficaz,
especialmente se és estudante de filologia? O nosso dever é usar as
oportunidades de estudar no exterior, de viajar pelo mundo, conhecer as novas
culturas, idiomas, outros mundos. As possibilidades são enormes, entre outros
Erasmus, Mundus ou o programa AIESEC. A idade jovem no caso de um estudante é
um dos fatores mais importantes e permite trabalhar como voluntário num
acontecimento mundial ou ganhar experiência de trabalho sem olhar para a
família ou responsabilidades. Somos jovens e temos de desfrutar do mundo. Pelo
menos eu tento fazê-lo.
MADRID 2011
Existe alguém no mundo que não conheça o evento
chamado Jornada Mundial da Juventude? Se a resposta é sim, essas pessoas devem
arrepender-se. Ao contrário das aparências, eu não estou a falar apenas sobre a
experiência religiosa (o fator que poderia repelir muitas pessoas e irritar
outras) mas sobre a experiência marcante de viver noutro país, com as pessoas
que usam dezenas de línguas desconhecidas para nós, sobre a experiência da VIDA
REAL. A minha aventura começou há três anos, num país da Península Ibérica-
Espanha. Cinco semanas maravilhosas de trabalho como voluntária. Os primeiros
contatos com pessoas de outros continentes: mexicanos, argentinos, americanos,
chineses, japoneses, africanos. Descobri que a linguagem é útil e ajuda, mas
não é necessária. Essa experiência abriu os meus olhos para o mundo e deixou
claro que, embora eu ame a minha pequena cidade Bydgoszcz, eu gostaria de ser
capaz de fugir para o mundo e ainda sentir-me segura.
Os voluntários da Polónia, México, Espanha e
Honduras na Residência Universitária Padres Somascos em Madrid
RIO DE JANEIRO 2013
A aventura com o Rio começou cerca de meio ano antes
da própria viagem. Porquê? A resposta, a despeito das aparências, é simples. O
nome Rio de Janeiro provoca associações como Cristo Redentor, Pão de Açúcar ou
Pelé e Maracanã, mas não só. Para a maioria das pessoas são principalmente:
favelas, pobreza, crime, drogas, assassinatos, estupros, simplesmente um
perigo. Eu tinha preocupações
semelhantes. Como se revelou mais tarde, desnecessariamente.
A viagem ao Brasil começa sempre com o vôo de muitas horas (mais ou
menos 12-14 horas). E imediatamente depois de sair do aeroporto, testemunhamos
o comportamento tipicamente brasileiro, os motoristas neste país não são
normais! A viagem de carro ou de autocarro sempre foi me dando um leve ataque
cardíaco e duvidei se eu alcanço o objetivo da viajem viva. O que realmente me
surpreendeu foi a falta de horários de autocarro, não existem. Também não é
possível comprar um bilhete mensal ou para várias viagens, compramo-lo na entrada
do “ônibus”. Como não é um grande inconveniente para os viajantes, mas tudo
isso mostra a abordagem brasileira da vidau temos tempo para todo e não nos
apressamos para ir a qualquer lugar. A Jornada Mundial da Juventude, durante o
qual eu estive na cidade, foi um período louco para o Rio e os seus habitantes.
A mistura do multiculturalismo, dezenas de línguas, nacionalidades, culturas e
tradições. Como dizem os próprios brasileiros- é a melhor preparação para os
próximos campeonatos mundiais em futebol (2014) e os Jogos Olímpicos de 2016. E
o Rio é uma grande estaleiro, constroem estradas, rodovias, hotéis, reconstroem
e modernizam estádios e aeroportos. Mas tudo isso não tem impacto na minha
visão do Rio de Janeiro como um dos lugares mais seguros e mais bonitos do
mundo. Cada pergunta minha ou dúvida foi
recebida de forma amigável pelos
cariocas. E, apesar de que muitos deles não sabem línguas estrangeiras, são
sempre capazes de tirar um papel e desenhar um mapa, ou até mesmo ir connosco.
Aquela cidade é um ótimo lugar para superar os nossos preconceitos e combater
os estereótipos porque é completamente diferente do que é mostrado no internet.
Se tiveres a oportunidade de ir para o Rio ou qualquer outra cidade brasileira-
não tenhas dúvidas, esta pode ser a aventura da tua vida!
A
praia mais famosa do mundo- Copacabana- no inverno (mais ou menos 25 graus)
E eu, como qualquer viajante, já estou a pensar na
próxima viagem e lentamente preparo-me para passar alguns dias com Fidel, Raul
e Che em Cuba :D
Dagmara Różańska
2º ano de Estudos Portugueses
domingo, 16 de março de 2014
Mais um dia de vida...
Nas últimas aulas de História dos Países
Luso-africanos, uma semana antes do exame, o professor recomendou-nos a leitura do livro de Ryszard Kapuściński sobre a viagem que este escritor polaco fez a
Angola, intitulado Jeszcze jeden dzień
życia ( Mais um dia de vida).
Isto despertou a minha curiosidade. Um escritor polaco em Angola? O que o levou
até lá? Costumamos queixar-nos de não termos tempo suficiente para ler então
finalmente pude "juntar o útil ao agradável" como se diz muitas vezes
aqui na Polónia. Os primeiros livros de Ryszard Kapuściński publicados
nos anos 60 do século XX foram principalmente um conjunto das reportagens e
apontamentos que o escritor fez enquanto
correspondente na África e América Latina. Descrevia a história da
descolonização do Continente Negro, a viagem pelas repúblicas da União
Soviética ou vários movimentos de guerrilha.
Em 1976 foi publicado o livro Jeszcze jeden dzień życia. O autor escreveu-o baseado na sua
estadia em Angola nos anos 1974-1975. Naquela época este país, que foi uma das
últimas colónias em África, lutava pela sua independência e, ao mesmo tempo,
fazia face à guerra civil. Kapuściński descreveu tudo o que viu, criando
uma narração compacta, que na estrutura era totalmente diferente das suas
publicações anteriores. Desistiu também
de apresentar apenas os factos e números, concentrando-se nas suas observações,
reflexões e experiências. Como o mesmo autor disse Jeszcze jeden dzień życia foi na verdade o seu primeiro livro.
Kapuściński escreve sobre o inicio da guerra civil
entre as forças comunistas do partido MPLA (Movimento Popular de Libertação de
Angola) e os partidos rivais apoiados pelos Estados Unidos e África do
Sul, a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) e a FNLA
(Frente Nacional de Libertação de Angola). Observamos a capital do país,
Luanda, da qual fogem todos os brancos. Em torno dela há cada vez mais tropas.
Depois chegamos à linha da frente, variável e irregular, onde os combatentes do
MPLA retêm com muitas dificuldades os ataques dos seus adversários.
Junto com o autor conhecemos Cartagina e os habitantes
do hotel "Tivoli" na Luanda sitiada pelo exército, Carlotta -
mulher-soldado valente que comanda um destacamento na linha da frente e os
misteriosos cubanos que realizam em Angola uma missão especial. Vemos também um bosque de caixas de madeira.
De todos os correspondentes que estavam em Angola só Kapuściński reparou nisso.
O que é que era este bosque? Podemos ficar a saber por se lermos o livro...
Como já mencionei o autor concentrou-se na expressão
das suas reflexões e sentimentos. Por isso no livro o ambiente desempenha o
papel principal destes acontecimentos - o abatimento e o medo. Angola parece
estar à beira duma derrota espantosa. Portanto as palavras contidas no título
têm o caráter universal: Ó, um dia mais
de vida tenho detrás, espera-me um dia mais. Mas não mais.
Vale a pena ler este livro porque por um lado é uma
fonte de informação sobre um dos conflitos africanos, sangrento e cruel. É um
relato que apresenta os factos mas também o ambiente destes acontecimentos,
descrito por um observador perspicaz e conhecedor do mundo (historiador de
profissão). Por outro lado é um exemplar importante para os apreciadores da
criação deste repórter polaco porque forma o prelúdio do surgimento das suas
maiores obras-primas que o tornaram conhecido no mundo inteiro.
Ewa Tomaszewska
3º ano de Estudos Portugueses
Fonte da imagem: http://diariodigital.sapo.pt/images_content/2013/201310291343_angola.jpg
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terça-feira, 11 de março de 2014
“Mostra-o em português”
‘Il corpo é il primo e il piú naturale strumento dell’uomo’*
M.Mauss
“Mostra-o
em português”
A
comunicação entre as pessoas é realizada por vários canais. A língua (as
palavras) é importante, inclui a informação, mas o sotaque, a mímica, e os
gestos são os elementos que determinam o comunicado. A maneira de se sentar, de
dirigir o nosso olhar ao interlocutor, a postura enquanto se fala. Há gestos
que não se fazem na mesma maneira em todo o mundo. Isso não é tudo, existem
gestos que podem substituir completamente a comunicação verbal, são os sinais muito
relacionados com a cultura e a interpretação deles depende da sociedade em que
se cresce. Por isso, o uso dos símbolos sem conhecer o seu verdadeiro
significado pode causar varias situações embaraçosas. Sobre o que, então, deve
ter cuidado um polaco visitando Portugal, e um português visitando a Polónia?
1.’Beijinhos!’ O hábito português
de cumprimentar-se com dois beijinhos nas bochechas (especialmente entre as
pessoas que não se conhecem) seria inaceitável entre os polacos. Nós tentamos
proteger a nossa esfera íntima (entre 0 – 45cm ao redor do corpo) sempre que é
possível, por isso, a nossa escolha para cumprimentar é... apertar a mão.
2. ‘Ótimo’
ou ‘zero’. Na Polónia o gesto relacionado com a cozinha, modo de
louvar o cozinheiro, significa ‘o que comi foi tão bom, ótimo, perfeito!’;
enquanto em Portugal, a forma do gesto já nos indica o significado. É ‘zero,
null, nada’. Eu não desejo a qualquer cozinheiro português clientes polacos que
por ignorância ou preguiça se abstenham de conhecer estes elementos da cultura.
3. ‘Beber’
ou ‘Matar’. Diferença
bastante significativa. Na Polónia o gesto serve como um discreto convite para
‘tomar um copo’ (‘um’ é certamente simbólico, porque depois de ‘um’ vêm sempre mais).
A origem deste gesto é muito interessante: um ourives do czar Pedro I exigiu,
em vez do pagamento regular pelo trabalho dele, a permissão para beber sem
limitações em todas as tabernas da Rússia. O czar aceitou o pedido e o ourives
passou a ter uma tatuagem no pescoço, sempre que queria beber bastava que
mostrasse o símbolo do czar. Isto explica o gesto, mas só na realidade da
Europa de Leste. E em Portugal?
Significa ‘decapitação, morte’.
Então o que
podem pensar sobre nós os portugueses? Que os nossos rapazes não fazem a barba
e por isso evitam o contacto com as bochechas de outras pessoas? Que não
apreciamos a excelente cozinha deles? Ou, talvez, que bebemos até morrer? Deixo
a reflexão para vocês.
*"O corpo é o primeiro e o mais natural instrumento do homem"
Aleksandra Porębska
2º ano de Estudos Portugueses
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Sem papas na língua
segunda-feira, 10 de março de 2014
É uma dança sensual…Kizomba!
Antes de ir a Portugal nunca
tinha ouvido este nome. Kizomba? Estás a pensar em zumba? Salsa? O que é isso?
Não percebo! Não conheces? Então repara, é outra coisa, outra dança.
Francamente quando vi pela
primeira vez esta dança, fiquei um pouco chocada talvez porque seja muito
sensual e íntima, embora parecia um pouco como salsa ou bachata. Apesar disso
as pessoas que estavam a dançar, não tiveram nenhuma vergonha destes movimentos
lentos, lentos e rápidos marcados por uma batida forte em ritmo 4/4. Temos de
ter algumas capacidades e influências no corpo para dançar kizomba, é óbvio. É
uma dança com coração africano, com ritmo de terras angolanas, mas quase
adotadas como uma dança portuguesa. Nasceu em Angola nos anos 1987-1988 e
muitas vezes pode ser confundida com “zuok”, porque tem um ritmo semelhante.
Na Polónia participei muitas vezes em festas
ou aulas de dança, onde podia ver e tentar dançar, por exemplo, salsa ou
bachata. Lembro-me de uma noite com as danças latinas e africanas numa
discoteca aqui em Lublin. Sim, as pessoas dançavam bastante bem ou...
aparentemente, no entanto sem alguma
emoção. Porém lembro-me ainda melhor do que vi em Portugal alguns dias depois
da chegada. Ou melhor – o que via quase todos os fins de semana. Os casais
dançando na discoteca, mas não ao ritmo das canções de Pitbull ou DJ Techno,
mas puramente danças de salão. Na Polónia também vejo as mulheres que dançam
muito bem. Mas os homens? Numa discoteca? Não há muitos assim e não podia parar
de observar! Cada homem pode mexer-se e é capaz de conduzir a dança. Uma
surpresa enorme, pelo menos para mim. Além disso quando comecei a ter aulas de
kizomba, o mais importante que tive de fazer foi relaxar-me no ritmo. Foi um
prazer, mas também o esforço imenso porque não sou dançaria profissional. Mas
mesmo que tentasse, nunca alcancei e nunca alcançarei o nível de por exemplo os
cabo-verdianos, que têm o ritmo de kizomba no corpo e podem dançar durante muito
tempo sem conhecer muitos passos diferentes, fazendo só um passo basicamente,
mas dançam melhor de que alguns instrutores de dança. Os artistas mais
conhecidos que fazem são por exemplo Nelson Freitas ou Anselmo Ralph. O que me
surpreende ainda mais é o facto, de que a kizomba, além dos países lusófonos, é
conhecida em mais três países: França, Reino Unido e... a Polónia! Por isso,
como tenho tantas saudades, parece que só me resta inscrever-me nas aulas em
Lublin.
Anexo uma ligação ao filme de
Faro do clube Património, onde em cada fim de semana se dança kizomba!
Aleksandra Guz
2º ano de Estudos Portugueses
segunda-feira, 3 de março de 2014
As minhas reflexões sobre a seleção portuguesa de futebol
Em julho começa
a Copa do Mundo no Brasil. Um dos participantes vai ser a seleção portuguesa
que se classificou graças à vitória ante a Suécia em novembro e quatro golos de
Cristiano Ronaldo. Portugal tem um grupo muito forte e vai medir-se com a Alemanha,
o Gana e os Estados Unidos. Na minha opinião não pertence ao grupo dos
favoritos para ganhar a copa. Além disso, se não se classificar para a fase
final não será nenhuma grande surpresa embora tenha Cristiano.
Mas alguns
jogadores da seleção têm um potencial imenso e se estiverem em forma extraordinária
poderão levá-la até às semifinais, como no ano 2006 no mundial na Alemanha, ou
ultimamente no Euro 2012. Como Portugal nunca jogava bem nas eliminatórias isso
não pode ser nenhum determinante. Nos últimos campeonatos, seja do mundo, seja
da Europa a seleção mostrou que é capaz de melhorar o seu rendimento com cada
jogo.
A seleção das
Quinas tem jogadores da grande qualidade. Além do Cristiano pode-se nomear João
Moutinho, Pepe ou Fábio Coentrão. Mas isto é pouco para serem considerados
favoritos. A posição do guarda-redes não me convence e isso é bastante
preocupante. Ainda pior está a situação dos avançados que jogam com o típico 9.
Hélder Postiga e Huga Almeida lutam pelo lugar no onze inicial. Não sei qual é
pior. Ambos são o mesmo desastre. Desde que Pedro Pauleta deixou de representar
o país Portugal tem muitíssimos problemas com essa posição. O que pode dar otimismo
é que a defesa e CR7 sabem jogar os jogos decisivos.
Outro problema é
o curto banco de reservas ou melhor muito pior nível dos suplentes do que dos
titulares. É muito difícil os suplentes substituírem bem algum jogador do onze
inicial. Bom, não se pode jogar pior do que Almeida ou Postiga, mas não há quem
pudesse jogar melhor. No caso de lesão ou suspensão a seleção terá um problema
grave. Mas vale a pena recordar que Portugal com a mesma equipa conseguiu tingir
as semifinais em 2012 vencendo a Dinamarca, Paises Baixos e empatando sem sofrer
golos com a Espanha.
No passado Portugal não foi considerado como uma
seleção forte. Salvo o ano 1966 não teve êxito. Tiveram de esperar até aos 90
quando apareceu a geração do ouro com Luís Figo, Rui Costa ou Fernando Couto.
Nos últimos 15 anos Portugal melhorou o seu nível e hoje encontra-se entre os
dez melhores do mundo. O atual selecionador, Paulo Bento também formou parte dessa
geração. Agora Portugal tem um grande jogador, alguns jogadores bons e o resto
são jogadores medíocres. Espero que Bento saiba misturá-los bem.
Maciej Durka
2º ano Estudos Portugueses
2º ano Estudos Portugueses
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sábado, 1 de março de 2014
Exposição "A BD Ibérica- Uma Península aos Quadradinhos"
De 27 de fevereiro a 14 de março estará patente ao
público no átrio do Museu da UMCS
a exposição "A BD Ibérica- Uma Península aos Quadradinhos".
Organizada pelo Instituto Camões, Instituto Cervantes e pelas respetivas
embaixadas, reúne trabalhos de alguns dos melhores autores portugueses e
espanhóis de Banda Desenhada. A exposição foi inaugurada por sua Excelência a
Embaixadora de Portugal na Polónia, Dra. Maria Amélia Paiva, que aproveitando a sua visita a Lublin, conheceu as instalações do Centro de Língua Portuguesa e encontrou-se com alunos e com o corpo docente.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Uma visão brasileira da Polónia
Realizei uma pequena entrevista com um amigo meu brasileiro, Túlio de Araújo Campos, que esteve na Polónia durante algum tempo, para conhecer a
opinião de um estrangeiro sobre o nosso país.
J: Antes de vires à Polónia sabias algo sobre o
nosso país?
T: Sim,
sabia bastante sobre a Polónia porque estudei geografia e portanto tinha uma visão
geral. Além disso, sou fascinado pela
história. Estou particularmente interessado na Primeira e Segunda Guerra
Mundial, e isto têm uma grande relação com a Polónia. Também, mesmo antes da
viagem procurei várias informações na Internet.
J: Estiveste na Polónia, durante o inverno. Como
sobreviveste à diferença climática?
T:
Sinceramente, foi muito difícil. No geral, tive que vestir roupa muito quente,
mesmo que para vós ainda não fosse totalmente inverno. Eu ri de mim mesmo
quando vestia, por exemplo, as ceroulas, calças de ganga e três pares de meias!
Apesar de todo o charme do inverno e da neve, definitivamente prefiro o clima
brasileiro e as nossas temperaturas.
J: Onde é que moravas durante o programa AISEC na
Polónia?
T: Visitei
11 cidades, entre outras, Lublin, Rzeszów, Zamość, Cracóvia, Varsóvia e
Trójmiasto. Principalmente morava nas residências de estudantes, mas também em
casas de famílias polacas. Isso foi a experiência mais valiosa para mim. Pude
familiarizar-me com o ritmo do seu dia, tradição, experimentar diretamente a
cultura e participar na vida quotidiana da família. Isso deu-me umas memórias
preciosas. Com algumas pessoas mantenho contato até hoje.
J: Gostaste da comida polaca ou houve algo que não
gostaste?
T:
Geralmente muito. O que mais gostei foram os pierogi e o borsch. Por outro lado,
realmente não gostei de panquecas de batatas raladas e fritas, a manteiga e
compotas. Além disso, faltavam-me frutas e legumes frescos, como tenho em
abundância no Brasil.
J: Há algo na cultura, costumes, etc, que particularmente te surpreendeu?
T: Principalmente,
chamou a minha atenção a forma de cumprimentar. É possível observar uma grande
distância, os polacos apenas dão um aperto de mão. No Brasil, todo isso é mais
efusivo, abraçamo-nos e damos dois beijos. Outra coisa que notei foi a forma e
o horário das refeições. Não respeitam as horas fixas e específicas. Além
disso, comem quando queiram e raramente comem com a família. Não celebram estas
refeições como os brasileiros. Para nós é muito importante que toda a família
come junta e cada pessoa come o que foi previamente preparado para todos.
J: Gostarias de vir no futuro outra vez para a
Polónia?
T: Claro
que sim, mas noutra estação do ano. Fiquei
encantado pela Polónia. Estou mesmo planeando em 2014 uma viagem para a Rússia,
mas durante a excursão gostaria de ficar alguns dias em Varsóvia e
voltar a Lublin por razões sentimentais e porque tenho muitos amigos aqui.
Justyna Teterycz
2º ano de Estudos Portugueses
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Óbidos é o segundo melhor 'pequeno destino' da Europa
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Óbidos é o segundo melhor 'pequeno destino' da Europa
Óbidos é o segundo melhor 'pequeno destino' da Europa
Santos, Luís, Público, 20.02.2014
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Viagens na nossa terra
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Felicidade
Felicidade. O que é isto? Quando perguntamos a alguém o que deseja, a maioria das pessoas responde: "Quero ser feliz!"Mas o que
significa ser feliz? Ter um bom trabalho, muito dinheiro ou uma casa luxuosa?
Família? Namorado? Paixão? Não sei. Sei apenas que normalmente as pessoas que
não têm quase nada são as mais felizes. Paradoxo? Então, o que é a felicidade
para mim?
1- Três horas a jogar voleibol. Apogeu da
felicidade! E a dor dos músculos no dia seguinte...
2- Morangos. O sabor dos primeiros morangos
neste ano... indescritível!
3- Elogios. Levanto-me demasiado tarde, tenho
apenas quinze minutos para fazer tudo. Visto-me com a primeira coisa que tenho
mais próxima. Nervosa e ansiosa entro na universidade e ouço: "Que bonita
estás hoje!"
4- O primeiro dia de vinte graus depois de cinco
meses de inverno!
5- Um copo de água gelada quando acordo depois
de uma noitada de festa...
6- As minhas colegas de quatro. Nunca pensei que
vou viver com as pessoas tão excelentes. Karaoke às 3 da manhã? Porque não!
Pobres vizinhos...
7- Sábado. Quando não tenho que ouvir o meu
despertador e posso passar todo o dia vestida de pijama. Sob a condição de que
a minha mãe não me telefone às 7 de manhã, discurso: "Ainda estás a
dormir?! Porque não estás a estudar?!"
8- Memórias. Quando me encontro com os meus
amigos da escola secundária e lembramos todas as coisas estúpidas que fizemos.
9- Abraços. Ouvi falar que as pessoas que se
abraçam pelo menos uma vez por dia vivem mais tempo. Vale a pena praticar!
10- Ver o meu filme favorito pela décima vez.
Não me importa que saiba sempre o que acontecerá. Adoro!
11- A comida caseira. Não há coisa melhor do que
o sabor da comida feita pela minha mãe depois de um mês passado em Lublin.
12- Os momentos em que não posso respirar por
estar a rir-me!
Isto é felicidade!
Monika Świderska
2º ano de Estudos
Portugueses
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