quarta-feira, 25 de junho de 2014

Colheita de 2014

Está a terminar mais um ano lectivo e a colheita de 2014 é a prova de que foi um bom ano.  E com uma variedade de castas única. Como de costume temos os vinhos ibéricos, onde se cruzam castas portuguesas e espanholas. Destacamos também os vinhos românicos, que não são mais do que vinhos franceses com um aroma lusitano que  lhes confere mais qualidade. E finalmente os vinhos portugueses, fruto de uma criteriosa selecção das melhores castas nacionais que merecem destaque por serem os primeiros a sair da nossa adega. Alguns destes vinhos serão já colocados no mercado, enquanto que outros ainda irão envelhecer mais dois anos nas nossas caves.

Em cima da esquerda para a direita:
Żaneta Lipińska, Kinga Ostrowska, Urszula Półkosznik, Natalia Sławińska, Olga Bobkowska, Joanna Sędzimir–Dobrowolska, Katarzyna Matraszek, Kamila Wiśniewska, Katarzyna Walczak, Paulina Kuziorowicz, Joanna Kwiatkowska e Ada Dąbek.
Em baixo da esquerda para a direita:
Joanna Dudek, Sylwia Jablońska, Małgorzata Grzesiowska, Martyna Danilewicz e Ewa Gad.

Da esquerda para a direita:
Paulina Mazur, Agata Serwin, Klaudia Rachoń, Magda Pacuk e Kamila Stelmarczyk
Em cima da esquerda para a direita:
Katarzyna Janowska, Katarzyna Frąszczak, Ewa Szafrańska, Ewa Tomaszewska, Katarzyna Rejter e Zuzanna Michalska
Em baixo da esquerda para a direita:
Łukasz Gomoła, Anna Tylec, Olena Boczkowska, Ewa Kobyłka e Bartosz Suchecki 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Campeonato do mundo de futebol Brasil 2014


Já começou o Campeonato do mundo de futebol 2014, um grande acontecimento para muitos brasileiros e todo o mundo, . Todos esperaram em suspense, não só por causa de futebol, mas também  por várias razões, tais como o desenvolvimento do turismo ou do mercado.  É óbvio que o futebol é muito importante para os brasileiros, então queria saber as impressões dos meus amigos brasileiros.  Há algum motivo para estar feliz ou triste? Deixem-me apresentar as opiniões do Jefferson Quesado (Fortaleza) e Fábio Sobral (Rio de Janeiro).

Quando a FIFA tomou a decisão de organizar a Copa no Brasil, as pessoas saíram para a rua e protestaram.  Lembre-nos por favor, porque foi assim e o que mudou até agora?
Jefferson Quesado: Quando a FIFA resolveu fazer a copa aqui, houve muita discussão. Então o governo (na época o presidente era o Lula) prometeu muitas coisas, muitas melhorias... Só que muitas não foram feitas, e as que foram feitas foram superfaturadas, atrasadas e de qualidade ruim.
Fábio Sobral: Não houve protestos na época, acho que ninguém se importou muito. Coletivamente nós somos meio alienados e despreocupados.  Não nos preocupamos realmente com nada até aos minutos finais, sempre esperando pelo melhor.  Além disso o cenário político mudou, as pessoas começam  a  preocupar-se  mais com qualidade de vida, do jeito que falam parece que de um dia para o outro surgiu corrupção, caos nas instituições públicas de saúde, educação e segurança, mas nada mudou.  Muitos acham que é descontentamento, que estamos de saco cheio, mas acho que somos passivos demais para estar apenas de saco cheio, acho que finalmente queremos mais e isso exige agir de alguma forma.

O que é que o governo fez para preparar a Copa? Os estádios estão prontos para receber todas as estrelas do mundo do futebol?
J. Q.: A parte dos estádios foi muito controversa, mas mais controversa ainda foram outras reformas e atitudes. O estádio Castelão, no Ceará (cidade de Fortaleza), foi um dos poucos a ficarem prontos na época e usando os recursos prometidos, a maioria dos outros estádios foram superfaturados demais, demoraram muito... Já vou dar os outros exemplos. No Maracanã, no Rio de Janeiro, foi algo à parte, mesmo custando mais do que o dobro do que o esperado! Mas houve um conjunto de fatores para Isso: Primeiro, era mais barato derrubar e fazer de novo, mas como era patrimônio histórico do Brasil, não se podia fazer isso, então eles tiveram de reformar tudo, mantendo apenas a base da construção. Alem disso eles privatizaram o estádio, que até hoje era patrimônio de uso exclusivo do governo. Em Brasília, no Distrito Federal, lugar onde não há tradição de futebol nem equipas o suficiente, foi feito um dos estádios mais caros de todos, custou um absurdo de caro. Além disso, o nome que gostariam de por no estádio era Mané Garrincha (foi um dos grandes jogadores de futebol do Brasil), porém a FIFA foi contra esse nome porque disse que os estrangeiros não iriam entender o nome do estádio.

Quais são as soluções nas questões da segurança e do mercado? Os brasileiros sentem alguma diferença entre os preços dos produtos e serviços, ou eles sobem apenas para os estrangeiros?
J.Q.: Na parte da mobilidade urbana, fizeram algumas obras em Fortaleza, melhoraria bastante, mas  de todas as obras, quase nenhuma foi concluída a tempo, sendo apenas a do entorno do estádio prometida de ser entregue até à copa (ainda não está pronta hoje).  Em segurança, foi feito muito investimento no sudeste, eles desmontaram diversos grupos de tráfico de drogas que eram donos do morro. Depois de desarticular esses grupos, nunca mais foram vistos bandidos com metralhadoras, lança mísseis, e rifles andando nas ruas das favelas. Porém surgiram grupos menores, menos numerosos e mais espalhados do que os anteriores. Eles são ainda mais violentos do que os anteriores, porém não possuem o mesmo armamento. O governo não está tomando atitude em relação a esses grupos, Também fizeram desapropriação violenta de casas de pessoas com poucas condições financeiras, sendo muitas expulsas de casa debaixo de tiro de borracha e bombas de gás, outras saíram das casas quando o trator já estava dentro da casa, derrubando tudo. Muitos policias e até forças de guerra (como o exército) estão de prontidão, inclusive há a promessa de eles ficarem nas cidades com os tanques de guerra para garantir segurança.  Os preços aumentam muito durante o mês de julho, mas aumentaram ainda mais com a promessa de vinda de estrangeiros, porém como os hotéis não lotaram, o preço não aumentou tanto quanto nos esperávamos.

Como acha, a Copa no Brasil é boa ocasião para promover o seu país? Por quê?
 J.Q. : A copa seria ótima para melhorar a imagem do Brasil, porém do jeito que foi feito tem muita propaganda para pouca realidade.
F. S.: Sim, acho importante porque ainda somos muito pouco conhecidos, dentro e fora do país. Os estrangeiros conhecem pouco além do eixo Rio-São Paulo, e os brasileiros conhecem pouco fora das suas cidades e estados. Sabe como brasileiro se irrita quando um estrangeiro acha que nós vivemos no meio da floresta? Aqui dentro, nós pensamos isso de nós mesmos em relação a outros lugares. Só ver na tv não serve de muita coisa, e para um país que se diz apaixonado por futebol talvez seja uma oportunidade de nós mesmos conhecermos mais o país. Por isso apesar de todos os problemas, acho importante um estádio no Amazonas por exemplo.  Sei que a Copa não é conhecida por deixar um legado invejável, mas acho que pode ser uma boa desculpa para olharmos melhor para o país como um todo e apresentar todo esse país pra fora, não apenas o sul-maravilha. Reconhecer mais do que temos por aqui pode ser bom para sabermos o que promover, não é? Afinal nem todo mundo se interessa apenas por praia, samba e futebol, e o país tem muito mais que isso.

Ouvi dizer que durante os acontecimentos tão grandes como este, criam as condições ótimas para desenvolver o turismo sexual e para aumentar o tráfico de droga. Qual é a sua opinião?
J.Q. : Fortaleza é um dos maiores pontos de turismo sexual, sempre aumenta durante esses eventos. Isso é uma questão de oferta e procura, há muita oferta aqui e muito turista vem cá com o propósito de se aproveitar disso. A ocasião faz o ladrão!
F.S.: Sem dúvida, já encontraram até droga embalada para a Copa com logo do evento e tudo! Isso não me deixa particularmente envergonhado do país ou coisa parecida, é o tipo de mercado em que eu francamente culpo mais o comprador do que o vendedor. Pessoas esfaqueadas por brigas banais, assaltantes porque não sabem viver de outra forma ou porque só sabem ser cruéis por terem crescido em ambiente assim, isso sim me envergonha. Mas sinceramente, nossas instituições públicas me envergonham mais do que tudo.

Mais uma perguntinha: Tem bilhete para um jogo ou vai assistir na televisão? Que jogos queria ver?
J.Q. : Assim, ainda tenho preferência pelo Brasil, mas Holanda e Espanha são ótimas equipas. Eu, pessoalmente não tenho dinheiro pra comprar os bilhetes, e também a burocracia para conseguir era grande. Talvez não acompanhe os jogos, estou de mal com o governo e sua violência contra os manifestantes.
F.S.: Não tenho preferência nenhuma.  Em geral, o torcedor de esporte costuma ser fanático, mas eu sou do tipo que gosta de um jogo bonito, seja lá quem estiver jogando. De qualquer forma futebol está longe de ser meu esporte preferido, mas uma partida bonita é sempre boa de assistir. Também não quero ir a um estádio, já fui mas sou do tipo que prefere uma tv com câmeras e detalhes.  Se eu tivesse de escolher entre alguns eventos ao vivo, preferia um concerto.


Agata Kowalczyk
2º ano de Estudos Portugueses

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A biografia de Tempo Livre


Tempo Livre nasceu em Lublin, no dia 28 de abril de 1990. Foi desportista e músico amador, leitor de livros. O seu misterioso desaparecimento em 2009 é uma das maiores tragédias do século XXI.
INFÂNCIA
Tempo Livre nasceu em Lublin, onde passou toda a sua curta vida. Quando era criança, gostava de passar os dias e as noites ao ar livre brincando com os amigos. Aos quatro anos aprendeu a ler e a escrever, nesta época começou também a sua grande aventura com a literatura.  O ano 1996 foi um dos mais importantes na sua vida, foi quando entrou na escola primária. Adorava estudar e aprender as coisas novas. Segundo os seus colegas da turma: Tempo Livre conseguia sempre encontrar tempo para fazer alguma coisa interessante e incentivar os outros fazê-lo também.
Quando em 1998 recebeu uma bicicleta na sua Primeira Comunhão foi óbvio que ia levar uma vida ainda mais ativa. A partir deste momento começou a passar cada vez mais tempo viajando com os amigos pelos arredores da sua cidade. Dois anos mais tarde participou numa corrida de bicicletas para crianças e ganhou a competição.
Terminou a escola primária gozando de popularidade. Todos queriam ser amigos dele e apreciavam a sua fantástica habilidade de juntá-lo às obrigações. Cantava num coro, tocava guitarra, jogava ao ar livre com os colegas, lia livros, aprendia a cozinhar pratos facílimos com a sua mãe e praticava vários desportos. Além disso, colecionava moedas, selos postais e fazia construções de LEGO.
ADOLESCÊNCIA
Em 2003 a sua posição social começou a mudar. Nesta altura ainda conseguia sair com amigos, jogar ténis ou voltar a passar tempo sem pensar nas obrigações do dia seguinte. No entanto, os pais consideravam-no o amigo inapropriado para os seus filhos e tentavam subsisti-lo pelos outros amigos que se chamavam Obrigação, Ambição, Aprendizagem, Línguas Estrangeiras e Trabalho de Casa.
A sua situação piorou na escola secundária em 2006. Começou a cair no esquecimento, às vezes tornava-se inatingível. Já não era amigo de todos, dizia-se que os companheiros que lhe restavam não iam conseguir nada na sua vida, que deveriam trocá-lo pelo exigente e severo amigo Exame. Tentava assumir formas variadas desde simples música até aos desportos de risco, queria fazer amigos, a todo custo.
Em 2009, já não tinha amigos, mas todos tinham saudades dele, apreciaram-no e esperavam que algum dia voltasse. Não o estimavam quando estava com eles, porém sentiam uma falta depois do seu desaparecimento. Foi substituído pela Gramática, Cultura e Literatura Portuguesa e Espanhola, pelas maiores inimigas dele.
Nem atingiu a maturidade, a sua vida foi curta, mas há uns que dizem que voltará quando os tempos e o estilo da vida mudarem. Hoje em dia, alguns acham que o viram, especialmente na altura das férias, mas um pouco depois não se lembram como era. É geralmente considerado como Elvis Presley, que supostamente nunca morreu. Todos, tal como os portugueses esperam pelo D. Sebastião, acham que o Tempo Livre também voltará algum dia para salvar o povo.

Katarzyna Kuczyńska e Natalia Trzebuniak
1º ano de Mestrado em Português

terça-feira, 10 de junho de 2014

Os Lusíadas...alegoria da vida



Para dizer a verdade, ultimamente eu não tenho lido muito. Tenho saudades dos tempos quando eu tinha muito tempo livre e até podia escolher o que ia ler ou ver. No entanto os tempos agora são distintos: eu não tenho o acesso à internet, mas o obstáculo mais grave é que eu tenho medo de perder tempo para ler em polaco, para não esquecer as línguas que estudo diariamente.
Felizmente que para eu não perder o contacto com a cultura temos as aulas de literatura que oferecem uma diversidade de livros, de autores, de histórias que temos de conhecer, mas também com as quais podemos simpatizar. Então, ultimamente eu descobri o Camões e os Lusíadas que acho que é uma obra muito mais interessante do que os estudantes podem pensar no início.
Eu acho que esta saga expressa os valores universais, porque fala dos sonhos e da firme vontade de vencer. É a história da gente que quis obter o que era inatingível e não hesitava em correr o risco. Parece-me que cada um tem o seu Cabo Bojador que lhe custa muito ultrapassar. Ou sente-se como se navegasse no mar tempestuoso. Também é possível encontrarmos na nossa vida o Gigante Adamastor que quer impedir que continuemos navegando. Ou o Velho do Restelo que tenta parar a nossa aventura já no ponto de partida.
Nesta obra eu encontrei a alegoria da vida que pode ser às vezes uma temerária empreitada. O mar de dificuldades e a instabilidade do destino parecem-me os temas bastante reais. Para mim, ler esta obra foi como redescobrir os ideais da luta, apanhar os sonhos dispersos no mar intranquilo. Foi mesmo uma aventura, não só um livro que foge da memória depois da aula.

Kamila Wiśniewska
3º ano de Filologia Ibérica.

domingo, 8 de junho de 2014

Bento Sitoe no CLP/Camões

Desta vez o nosso mais recente convidado chegou de Moçambique. No passado dia 30 de maio o Professor Doutor Bento Sitoe da Universidade Eduardo Mondlane de Maputo, proferiu uma palestra intitulada: Literatura em línguas africanas: (n)um caldeirão cultural.  De uma forma descontraída mas sem deixar de ser profissional, os presentes ficaram a conhecer melhor não só a vida e a obra de Bento Sitoe mas a realidade moçambicana.  Moçambique é um imenso caldeirão cultural, onde se misturam várias línguas, hábitos, modos de vida, realidades, religiões e maneiras de ver o mundo.  O próprio Bento Sitoe é uma figura multifacetada pois conjuga a docência universitária e a investigação, com a vida eclesiástica como Pastor Evangélico e a escrita. Natural de Maputo terminou o Curso de Teologia pela Igreja Presbiteriana de Moçambique em 1986 e foi consagrado Pastor Evangélico em dez anos mais tarde. Em 1991 obteve o Mestrado em Linguística Africana pela Universidade de Varsóvia e em 2001 o Doutoramento em Linguística Africana pela Universidade de Leiden, na Holanda.  É docente e investigador na Universidade Eduardo Mondlane, no Departamento de Linguística e Literatura. Tem as seguintes áreas de interesse: Linguística Comparativa; Linguística Descritiva das Línguas Bantu; Lexicografia; Tradução e Literatura em línguas africanas. Sendo falante nativo de changane optou por escrever ficção neste idioma e publicou em 1983 a novela Zabela, posteriormente editada em versão bilíngue, changane-português e mais tarde também traduzida para inglês. Esta obra pioneira é a prova de que a literatura em línguas africanas tem público e tem futuro. 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Boinas de mohair

“Boinas de mohair”. Conheces este termo? Se vives na Polónia com certeza que sim. Ilustra de forma estereotipada  a vida das pessoas idosas na Polónia. O passeio até à igreja é a única diversão das velhotas? Vou tentar convencer- te que não.
Em cada grupo etário podemos encontrar os que aproveitam a vida e os que só existem. Há uma grande parte dos estudantes para os quais a vida é sempre difícil, os professores são maliciosos, as aulas são demasiado cedo ou pelo contrário demasiado tarde, as raparigas mentem, os rapazes traem, não há dinheiro, não há trabalho, mas felizmente há álcool, então vamos beber. Porque não? Afinal não há trabalho e a noite é curta, a festa é só o que nos restou, no nosso país não há perspetivas nenhumas para nós, só esta festa...
 Conheces este modo de pensar? Encontramos a mesma situação entre as pessoas idosas. É verdade que não têm muito dinheiro, é verdade que os cuidados de saúde não são dos nossos sonhos, que na Alemanha vive-se melhor, que os reformados da Suíça viajam por todo o mundo. Mas a realidade aqui é diferente. E  há duas alternativas. Sentar-se num banco em frente à casa, queixar-se dos políticos, da pobreza, dos jovens, da vizinha do número cinco, da chuva ou do sol... ou perceber que a velhice não é o estado de morte lenta. É um período da nossa vida. O último, sim, mas é. É possível torná-lo interessante e cheio dos acontecimentos surpreendentes. Querer é poder.  Muitos já perceberam. Como passam os seus dias os reformados “mais agitados”? Há muitos exemplos!

No início, a educação. Existem  “universidades da terceira idade” que é uma ideia excelente para se desenvolver e expandir os horizontes. O que é mais interessante, é que a partir de 2015 os estudantes destas universidades vão ter a possibilidade de fazer Erasmus! E quem disse que na reforma não é possível desfrutar a vida? Há também muitos cursos p.ex. de competências informáticas, de artesanato, das línguas, da dança. Muitas são gratuitas. Só é preciso procurar.
Em segundo lugar, uma coisa que nos deixa sentir jovens independentemente da idade é a paixão. Não é importante se alguém joga xadrez ou se mergulha. É preciso fazê-lo com dedicação e alegria. Também praticar desporto é cada vez mais popular. Já ninguém se surpreende quando as mulheres de 60 anos andam com bastões de nordic walking ou fazem aqua-aerobic.
Então não é verdade que as pessoas idosas na Polónia estão condenadas à vida triste e chata. Mas há muitos que ainda não o sabem.
Caros idosos! Acabam com os lamentos, desliguem os televisores, saiam para a rua, encontrem-se com os amigos, reparem quantas coisas há ainda para ver, fazer e experimentar!

Monika Świderska
2º ano de estudos portugueses

sexta-feira, 23 de maio de 2014

O Silêncio (II)

Foi pedido aos estudantes do 2º ano de Filologia Ibérica que, depois de lerem o conto "O Silêncio", escrevessem a continuação da história, um novo final. O texto integral do conto de Sophia de Mello Breyner Andresen pode ser lido aqui: "O Silêncio"
Dentre os trabalhos do alunos foram escolhidos os melhores e hoje é publicado o segundo:

Pela primeira vez a Joana sentiu-se assim. Entrou na cozinha, pôs a água na chaleira e colocou-a sobre o fogão como se quisesse turvar o silêncio que a rodeava. Pela janela aberta observou o céu constelado, que agora lhe parecia sinistro e tenebroso. O grito desta mulher tocou-lhe muito profundamente. Não sabia exatamente o que se passou no seu interior, mas tudo assumiu alguma outra perspetiva. Isto, o que até hoje lhe parecia a tranquilidade e o alívio, agora era para ela uma estabilização fingida e rotineira, a qual há muitos anos conseguiu atingir. O som do apito da chaleira despertou-a da reflexão. Era já tarde e ela costumava dormir a esta hora, mas desta vez a sensação da revolta e oposição não a deixava silenciar-se nem acalmar-se. As memórias regressaram. A Joana agarrou o copo com as mãos, aproximou-o de si mesma como se fosse o único companheiro, o único calor que podia experimentar. Acostumou-se à solidão, mas agora, queria muito que alguém se sentasse em frente dela à mesa da cozinha. Deu-se conta de que aquele grito despertou a sua personagem antiga, que teve de enterrar para organizar a sua vida de novo e para dar a sensação de segurança às crianças. A consciência da presença deles na sua vida aumentou ainda mais a sua fraqueza e a sua pena. Amava muito os seus filhos e ao mesmo tempo queria voltar aos anos da sua juventude e imprudência. Cada vez que tomava um trago do chá quente, mais se aprofundava nas escuridão da sua alma, como se derretesse os gelos, que a separavam dela mesma. Fechou os olhos e na imaginação viu os quadros de antes de há muitos anos. Não queria a vida como essa que levava. O tempo, os acontecimentos que tinham passado, a gente que tinha encontrado, verificaram os seus planos de vida. Então, era uma mãe sozinha, que criava os filhos e que nunca tinha tempo para ela mesma. A rotina, que a acompanhava desde há um certo tempo, adormeceu as suas ambições e as esperanças de qualquer mudanças. 
 Aproximou-se do espelho pendurado perto do guarda-louça. Pela primeira vez desde há muito tempo, reparou verdadeiramente na sua cara. Era ainda uma mulher jovem. Tinha as rugas soltas, mas o seu rosto conservava o aspeto fresco e a forma impecável. Ficou assim, observando com os olhos tristes uma figura, que estava no outro lado do espelho. Durante anos fingia ser uma mulher forte e não necessitava de ajuda dos outros. Dedicou toda a sua vida aos seus filhos. Agora algo se partiu. Considerava uma pergunta que apareceu de repente na sua cabeça: “Porque nunca expressava os seus sentimentos? Porque não podia fazê-lo?” Sentia-se duma maneira estranha na sua casa, na sua cozinha, rodeada pelos objetos alheios. Até este momento tudo na sua vida era amansado, conhecido. No momento em que deixou de lutar com os seus sentimentos, viu tudo de outra perspetiva, ainda não descoberta. Desligou a luz na cozinha, desta vez movendo-se pelo seu apartamento como um visitante. Todos os cantos, as paredes, as portas, as janelas pareciam ser estranhas. Esta casa ainda não tinha conhecido o interior verdadeiro da Joana. Quando entrou no seu quarto de dormir, achegou-se à colcha estendida regularmente na cama. A Joana rodeada pelo negrume escutava os ecos da rua, como se tivesse esperança que o grito da mulher desconhecida voltasse uma vez mais. Podia-se ouvir só os sinos da igreja que bateram cinco badaladas. A Joana adormecia lentamente, quando os primeiros raios de sol entraram às escondidas pelas janelas tapadas. Os comboios já andavam no seu ritmo diário, os proprietários das lojas pequenas e das cafeterias abriam as portas para os primeiros clientes, a cidade acordava para a vida.
Iga Serwacka
2º ano de Filologia Ibérica

domingo, 18 de maio de 2014

“Aiii, crianças, crianças...”

“Aiii, crianças, crianças...” – acho que não há pessoa que nunca ouviu este desabafo da boca dos seus pais. Não restam dúvidas de que ele sempre vai constar da lista das frases favoritas dos nossos pais das que todo o mundo se vai lembrar sempre com carinho. Apesar disso, eu pessoalmente nunca soube o porquê dessas palavras. E nunca pensei que as usaria pela primeira vez num país tão remoto e dirigidas às crianças que não fossem os meus filhos. Até setembro de 2013 eu tinha bastante contato com crianças porque trabalhei numa escola de idiomas. Elas sempre me davam muita alegria e faziam com que me sentisse necessária. Sabia perfeitamente que podia não somente ajudá-las mas também aprender algo com elas. Mas, em setembro de 2013 eu conheci uma nova dimensão da palavra “professor” e “criança”. Na verdade, tudo começou quando decidi passar um semestre no Brasil como estudante de intercâmbio que funciona devido ao acordo entre a UMCS em Lublin e a UNIJUÍ em Ijuí. Os meus professores disseram-me que uma das regras de acordo diz que o intercambista tem que colaborar com a “etnia polonesa” cujo alvo é o de manter o espírito polaco nas cabeças de todas as pessoas que têm raízes na Polónia. Isso, entre outras coisas, significa mostrar aos mais pequenos como é a Polónia de hoje em dia, ensinar algumas frases na nossa língua etc. A mim sempre me fascinou ensinar e aquela ideia parecia-me muito boa. Assim, poderia ser prestável e ao mesmo tempo agarrar a oportunidade de ganhar experiência trabalhando com crianças no país da língua do meu interesse. Quando eu e o meu amigo, Bartek, finalmente chegamos ao Brasil, a etnia polonesa “saiu em disparada” com as ofertas e sugestões de fazer o projeto “Integrando Culturas”na escola IMEAB(Instituto Municipal de Ensino Assis Brasil). 

A ideia, como já mencionei, era divulgar a cultura e língua polacas por meio de brincadeiras, troca de conhecimentos etc. Na verdade não sabíamos o que esperar deste encontro mas tínhamos um bom palpite de que nunca nos iríamos esquecer dele. A professora e ao mesmo tempo o líder cultural, Marli Meigers, levou-nos a esta escola e demonos conta de que tanto a escola, quanto os estudantes eram bastante similares a tudo que conhecemos dos tempos da nossa infância na Polónia. Muito ruído nos corredores, muitos cartazes nas paredes e as pequenas criaturas passeando por todo o lado – uma imagem típica. 

 Começamos com a turma de crianças de 10 anos. Apresentamo-nos no centro da sala e ao mesmo tempo no centro de olhares curiosos. Sentíamo-nos como se fôssemos estrelas de cinema! A professora fez a menção de onde e de quem éramos e depois de trocarmos olhares ansiosos entre nós dois começamos uma curta apresentação de todos os aspetos mais importantes da Polónia que todo o mundo deveria saber. Mostramos a nossa bandeira, explicamos a história das cores dela, contamos algumas lendas polacas, falamos das banalidades quotidianas até que reparamos que o tempo da aula quase terminou! Tínhamos ainda alguns minutos para à pressa responder às perguntas e assim começou uma enxurrada de indagações. Com muita dificuldade a professora conseguiu acalmar os alunos e pudemos atender à curiosidade das crianças. A segunda turma era de 12 anos. Já tínhamos as bases do funcionamento num grupo de miúdos então foi um pouco mais fácil. Assim como no caso da turma de 10 anos, acolheram-nos de braços abertos e com as cabeças cheias de interrogações. Para começar com algo interessante, mostramos-lhes um dos nossos poemas mais famosos para crianças – “Lokomotywa” escrito por Julian Tuwim e lido por Piotr Fronczewski. 

Os alunos adoraram a língua polaca e todos os sons produzidos por Piotr Fronczewski durante a leitura! Acharam o nosso idioma muito difícil mas também muito lindo e não cessavam de nos pedir para que lhes ensinássemos algumas palavras. Assim, conheceram os nomes de alguns animais, frutas, vegetais e muitos outros. Fizemos também um pequeno concurso para ler os primeiros versos deste poema em polaco. Todos nós (inclusive o Bartek, que até então não gostava muito de crianças) passamos os momentos de muita alegria! Depois chegou o momento de falarmos um bocado e, como se viu, para moldarmos a opinião do povo ijuense sobre a Polónia de hoje em dia. Eu e o Bartek ficamos boquiabertos ao ouvir perguntas como: “vocês lá na Polónia conhecem computadores?” ou “lá na Polónia já se usam carros?”. Pessoalmente, fiquei abalada mas felizmente o Bartek não permitiu que aquele choque pequeno dominasse o meu comportamento e tomou as rédeas da situação, explicando com muitos pormenores a situação atual da Polónia. No fim das contas tudo terminou bem e saímos contentes com o sentimento de que cumprimos a nossa missão como patriotas. 

 A última turma foi a de que eu mais gostei porque todas as crianças eram muito simpáticas, prestavam muita atenção ao que nós contávamos e colaboravam connosco. Havia também momentos muito engraçados. O Bartek escreveu uns versos de “Lokomotywa” no quadro e eu andava ao redor da sala ajudando a soletrar as palavras. Em algum momento, um aluno chamou-me. “- Moça, moça! - Sim, como te posso ajudar? - Nada... Só te queria dizer que você tem os olhos mais lindos de todos os que eu vi na minha vida...” Eu estive perto de cair na gargalhada mas consegui manter as aparências e somente sorri. Em suma, todo o nosso esforço deu certo. Ao sair das salas de aulas os alunos despediam-se de nós gritando os nossos nomes e perguntando quando poderíamos visitá-los novamente. Depois disso muitas vezes dava de caras com alguns alunos do IMEAB no centro da cidade ou numa loja e ficavam sempre muito contentes de poder falar um bocado com a sua “professora” que veio do outro lado do oceano. Sejam quem forem, sejam de onde forem, as crianças vão ser sempre as criaturas que nos dão muita alegria e o sentimento de sermos mais jovens (até mesmo com22 anos). Agora, quando podia conhecer pessoalmente este “lado de vida” onde eu sou a pessoa que mostra o mundo aos mais pequenos, percebo bem o porquê de todos os suspiros e todos os sorrisos dos meus país.

Katarzyna Rejter
3º ano de Estudos Portugueses

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Relações entre Portugueses e Marroquinos após a tomada de Ceuta (1415)

A origem da presença portuguesa em Marrocos tinha vários fatores, tanto políticos, como econômicos ou religiosos. Um destes fatores foi a consolidação da independência portuguesa no contexto da Península Ibérica. A reconquista árabe da Península entrou em declínio a partir do ano 1250 quando os muçulmanos perderam a cidade de Córdoba. Até ao ano 1492 o último território peninsular, Granada, ainda estava na posse dos muçulmanos. A primeira conquista pelos Portugueses da cidade norte-africana de Ceuta foi realizada no ano 1415. No olhar português, a tomada do Norte de África foi um grande triunfo perante Castela e o Papado. De fato a reconquista de África foi prevista a partir do século XIII e de acordo com várias regras européias ia ser uma invasão legítima porque a ocupação do Reino de Fez e de Marrocos seria vista como reconquista e a luta contra os infiéis. A cruzada contra os Mouros foi um grande desejo tanto do papa como dos Franciscanos e Dominicanos. O fato da tomada de Constantinopla pelos Turcos em 1453 levou o papa a preparar uma nova cruzada, mas no final a idéia não tinha sido adotada por outros países europeus. O único país que apoiava o Papa era Portugal que desta maneira conseguiu a ajuda financeira do Vaticano e logo em 1458 o rei português conseguiu conquistar Alcácer-Ceguer. A reconquista foi a continuidade da expansão ultramarina e do movimento expansionista para o Norte de África. O prolongamento do território nacional foi possível apenas através das cruzadas contra os Mouros.
O Norte de África é um bom exemplo da convivência intercultural, mesmo se havia alguns conflitos. Naquela época o norte de Marrocos era o único lugar onde viviam cristãos, muçulmanos e judeus. Judeus - depois da ordem de expulsão de Espanha e Portugal e por causa da perseguição pela Santa Inquisição - tentavam se adaptar em Marrocos porque lá as ordens do rei não eram tão rígidas. Por vários séculos os cristãos e os muçulmanos tinham que aprender a viver uns ao lado dos outros. Convém acrescentar que essas relações não sempre eram conflituosas. Em vários casos os Mouros se converteram ao cristianismo e foram batizados. Alguns assumiram também os importantes cargos militares nos serviços portugueses. Obviamente esse tipo de comportamento não foi bem visto entre os muçulmanos porque quando eles apanhavam um “traidor” castigavam-no conforme mostra o caso de Gonçalo Vaz (Anais de Azrila). Muitos cristãos portugueses que viviam em Marrocos também abandonaram a fé católica e mudaram do cristianismo para o islamismo.
A reconquista de Marrocos pelos portugueses não seria possível sem a ajuda dos próprios Mouros. Na época da conquista, o Norte de África era governado pelo rei muito impopular entre as tribos locais – Abu Saíde. A intervenção portuguesa nos assuntos internos da região ajudou os Mouros a combaterem os governantes indesejáveis. Como a força portuguesa em Marrocos não era suficiente, os portugueses decidiram arranjar aliados das tribos locais, aproveitando dos problemas locais e assim ganhando novos aliados.
Podemos destacar também três fases nos relacionamentos entre os portugueses e marroquinos. Depois da conquista de Ceuta entre 1415 - 1471 nas relações entre os dois povos era bem visível a hostilidade. Os portugueses tinham uma perceção do mundo muito eurocêntrica, vendo os muçulmanos como infiéis e inimigos de cristianismo. Mesmo que a idéia principal da invasão tenha sido a conversão ao cristianismo, no final os portugueses pareciam estar interessados muito mais pelas potencialidades econômicas de África. Na zona de Estreito a política adotada pelos Portugueses pode-se considerar militar e estratégica enquanto na região meridional comercial e dialogante. A partir de 1471 (conquista de Arzila) os portugueses declararam uma ocupação restrita com soberania limitada no norte do país enquanto no sul o domínio de Algarve era protetorado. A presença portuguesa começou a declinar a partir de 1515 com o desastre em Mamora e a paz foi rompida quando D. Manuel I declarou uma cruzada contra os povos muçulmanos. A partir daí os portugueses acabaram perdendo a capacidade de intervir na política marroquina.
            Para manter as praças marroquinas o rei português anunciou a política de ordenação do território, ou seja, Marrocos tinha que estar o mais possível parecido com Portugal – nas questões políticas, econômicas e administrativas. Também foram enviados para Marrocos vários arquitetos portugueses com objetivo de construir castelos e fortificações semelhantes às construções portuguesas. O objetivo dos portugueses não era a exterminação dos marroquinos, mas manter com eles as relações semiamigáveis para aumentar o comércio e com ajuda deles penetrar no território marroquino. Não obstante, de acordo com várias crônicas os marroquinos sofreram bastante violência das mãos portuguesas. No olhar português os marroquinos eram gananciosos, perigosos, com temperamento muito violento, machucavam os próprios compatriotas, eram bastante cruéis com os portugueses e eram hipócritas pois consumiam álcool o que era contra os princípios do Islã. Os portugueses temiam os muçulmanos (os Turcos, Persas, Mouros do Magrebe e aqueles que moravam nos países banhados pelo Oceano Índico) vendo eles como uma ameaça de sufocar a cristandade.
            A luta pelo domínio e posse de Ceuta foi essencial por sua posição privilegiada do ponto de vista da política. A cidade era uma das duas cidades em Marrocos junto com Tanger que tinham baías que olhavam para Espanha. Segundo Leão o Africano (diplomata e explorador mourisco) a cidade de Ceuta era muito rica graças ao tráfico comercial. De Ceuta, Portugal era capaz de vigiar a navegação do Oceano Atlântico e do Mar Mediterrâneo combatendo com mais eficaz os corsários. No início da reconquista de Marrocos o objetivo era a conversão dos infiéis, mas a partir do século XVI o alvo dos portugueses era o comércio para a Índia. Para eles as condições de vida eram bastante difíceis (a questão da guerra permanente nas praças e da guerra guerrada – tipo de guerrilha) e de fato Marrocos se tornou uma escola de sobrevivência para que os portugueses conseguissem sobreviver na Índia. 
           
Bibliografia:
DIAS FARINHA António, Os Portugueses em Marrocos, Instituto Camões, Coleção Lazúli, 1999.
LOPES David, A Expansão em Marrocos. Lisboa: Teorema / O Jornal, [1989]. (Outra pequena síntese mas muito importante para entender todo o processo da presença portuguesa em Marrocos).’
LOUREIRO Rui, A Visão do Mouro nas Crónicas de Zurara, Mare Liberum. Revista de História dos Mares, nº 3, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1991, pp. 193-209.
VICENTE Paulo, A Violência na Cronística sobre Marrocos nos Séculos XV a XVI. Representações e Vivências, Lagos, Câmara Municipal de Lagos, 2009.

AGATA BŁOCH                                                                                                          
Fundacja Terra Brasilis e Centro de História de Além-Mar  (Universidade Nova de Lisboa)

NR: O presente artigo, é o primeiro e esperemos que não o último, escrito por "correspondentes" de fora da nossa universidade. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

1º Concurso Literário do CLP/Camões em Lublin


REGULAMENTO
Introdução
 A ideia de criar este concurso literário surgiu como forma de incentivar a criatividade literária entre os falantes não nativos de português, bem como o gosto pela escrita em português.
Artigo 1.º
 O Concurso Literário é aberto a falantes não nativos, excluindo assim cidadãos de nacionalidade portuguesa, e ainda cidadãos naturais de países de língua oficial portuguesa. O concurso é, entenda-se, aberto não só a residentes na Polónia. Aos membros do júri é vedada a participação bem como aos seus familiares diretos. 
Artigo 2.º
O Concurso Literário destina-se a premiar trabalhos inéditos na modalidade de conto. 
Artigo 3.º
Cada concorrente poderá apresentar apenas um trabalho.
Artigo 4.º
Os trabalhos a apresentar serão subordinados às seguintes normas:
a) O texto obrigatoriamente redigido em língua portuguesa, original e inédito, deverá ter um mínimo de duas páginas e um máximo de seis páginas, com espaçamento duplo entre as linhas e tipo de letra Times New Roman, tamanho 12, formato pdf, devendo ser entregues por email: clp.lublin.polonia@gmail.com
b) Juntamente com o texto, deverão ser enviados os dados de identificação (nome, nacionalidade) e de residência do concorrente, o título do trabalho apresentado e se desejar, o pseudónimo escolhido;
c) A data limite para o envio dos trabalhos é 15 de outubro.
d) A escolha do conteúdo temático fica a cargo do autor.
Artigo 5.º
Ao trabalho que, pela sua qualidade literária, mais se distinga será atribuído um prémio e publicado no próximo número da revista Água Vai.
a)     O domínio da língua portuguesa é também tido em conta pelo júri.
b)     O prémio será divulgado brevemente.
Artigo 6.º
Caberão ao CLP/C todos os direitos sobre a primeira edição dos trabalhos premiados, comprometendo-se este a oferecer aos respectivos autores 10 exemplares da revista Água Vai, considerando-se os direitos de autor regularizados desta forma.
Artigo 7.º
Poderão, ainda, ser editados, mediante condições a acordar, caso haja interesse por parte do  CLP/C e dos respectivos autores, os trabalhos agraciados com menções honrosas.
Artigo 8.º
O júri terá a seguinte composição:
a)     Profa. Dra. Barbara Hlibowicka-Węglarz ,que presidirá (diretora do CLP/C, UMCS, Lublin)
b)     Prof. Dr. Dionísio Vila Maior (Universidade Aberta, Coimbra)
c)      Prof. Dr. Pedro Balaus Custódio (Instituto Politécnico de Coimbra)
d)     Idálio Loureiro (Agrupamento de Escolas do Viso, Porto)
e)     Lino Matos (UMCS, Lublin)
Artigo 9.º
A decisão do júri será tomada no prazo de 30 dias úteis, contados a partir da data fixada para a entrega dos trabalhos.
Artigo 10.º
O júri poderá não atribuir qualquer prémio, caso considere que os trabalhos apresentados não reúnem condições de qualidade que o justifiquem.
Artigo 11.º
O júri, para além dos prémios atribuídos aos trabalhos que considerar de maior qualidade, poderá atribuir menções honrosas que, no entanto, não vincularão o CLP à respectiva publicação. O júri poderá, ainda, se entender que o respectivo valor literário o justifica atribuir prémios ex aequo.
Artigo 12.º
Os casos omissos ou as divergências na interpretação do presente regulamento serão solucionados pelo júri.
Artigo 13.º
Das decisões do júri não haverá recurso.
Artigo 14º
Disposições finais:

a) Os dados pessoais facultados serão utilizados exclusivamente pelo CLP/C para os fins do concurso, entrega de prémios e divulgação de informações relativas a futuros eventos semelhantes.
b) A apresentação dos trabalhos pressupõe a plena aceitação do presente regulamento.