O mundo rendido ao génio de Ronaldo! Cristiano Ronaldo provou ontem ao mundo quem é o melhor e deixou os Blatters e Platinis e outros que tais com azia depois de engolirem três sapos! De quem também se fala é do jornalista Nuno Matos a relatar o jogo de forma emocionante na Antena 1:
Revista dos alunos de língua portuguesa da Universidade Maria Curie Sklodowska, Lublin, Polónia
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Cristiane Roscoe Bessa no CLP
Nos
dias 13 e 14 de novembro, a Profa. Dra Cristiane
Roscoe Bessa proferiu duas palestras intituladas “Teoria da Tradução,” e “A
Tradução-Substituição e questões relacionadas”. Doutorada em Linguística
pela Universidade de São Paulo com pesquisa na Universidade de Hamburgo,
Alemanha sob a orientação de Juliane House. Pós-Doutorado na Faculdade de
Letras da K.U. Leuven - Universidade de Leuven, Bélgica. Atualmente, é
professora-adjunta da Universidade de Brasília-UnB. Tem experiência na área de
Semiologia e Linguística Aplicada, com ênfase em tradução. É também poeta.
Entre as suas produções, destaca-se o livro “Devaneios” edição bilíngue
português-alemão.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Viagem a Portugal
Quase todo um ano de contagem decrescente, de grandes
planos e de impaciência que tornava a vida quotidiana extremamente
difícil e não me permitia concentrar em nada... Bem, talvez exagere um
pouquinho, mas aproximadamente isto é a imagem da grande expectativa
do Dia Zero: o 24 de abril e a nossa primeira viagem a
Portugal! Não vou enumerar os lugares onde estivemos, porque o meu objetivo não é criar um
guia turístico ou o capítulo seguinte
do Português XXI. Cada um pode
ler sobre as partes mais bonitas de Portugal e da sua história na
Internet ou em livros disponíveis na
biblioteca do nosso instituto Camões.
Eu, por outro lado, gostaria de apresentar as minhas impressões e
sentimentos após nove dias
num dos lugares mais bonitos em
que eu tive a honra de estar. E falando das impressões não quero expressar apenas
louvor e admiração pelo que
experimentei, mas apresentar a imagem completa da nossa viagem, incluindo também os elementos
de que eu não gostei. Então,
começamos! O que é que eu gostei:
DOCES!!! - A cozinha portuguesa em geral é, para as
papilas gustativas eslavas, acostumados aos sabores diferentes, algo exótico e
cativante. Não comemos tantos peixes e quase nunca se pode encontrar nos
nossos pratos os mariscos, é certo. Mas também tenho de admitir que os nossos
bolos, mesmo que sejam deliciosos, devem dar lugar às delícias portuguesas. As
pastelarias foram os lugares visitados por nós consequentemente todos os dias,
sem contar calorias,estando sempre igualmente excitadas para provar algo novo.
Sem hesitação posso dizer, que tenho imensas saudades do bolo mil folhas ou pão
de ló acompanhado pelo galão, a melhor maneira de começar um dia. O que eu
gostei também foram os preços razoáveis, particularmente do café. Não sei
porquê, mas na Polónia, essa bebida custa até três vezes mais do que em
Portugal....
A GENTE: Talvez possa soar piegas o que vou escrever, mas
verdadeiramente amei a cordialidade e a abertura dos portugueses. Ouvi
falar muitas vezes sobre o outro modo de estar e a disposição do caráter
dos nossos irmãos portugueses e finalmente experimentei em primeira
mão. Vem-me à mente uma situação que realmente me surpreendeu. Uma vez,
andando por uma calçada muito estreita, uma de nós embarrou num caixote cheio
de maçãs que se espalharam todas na rua. Estávamos terrivelmente
envergonhadas por termos causado um problema assim e começamos imediatamente a
apanhar a fruta do chão antes que os carros as esmagassem. Ficamos
surpreendidas com a reação do vendedor que, apanhando a fruta connosco,
disse-nos que não nos devíamos preocupar porque não aconteceu nada de mal,
quase se como se fosse a sua culpa, mesmo que as maçãs ficassem sujas e um
pouco machucadas. Quase cada dia experimentamos a pequena bondade
das pessoas que na rua nos perguntavam se precisávamos da alguma ajuda.
Esses pequenos atos de prestimosidade verdadeiramente restauraram a minha
confiança no homem.
NOITES: Outro cliché sobre Portugal confirmou-se: a vida
noturna muito ativa, como se esse país nunca dormisse. É verdade que os
Portugueses não saiam de casa antes das 20 horas (e mesmo nesta hora as ruas
estão relativamente vazias) . Mesmo os restaurantes estão vazios e de tarde só
os loucos turistas os frequentam. À noite, por sua vez, a cidade
paradoxalmente renasce depois de uma letargia de tarde lenta e preguiçosa
ou para festejar ou para jantar com os amigos. As ruas estão cheias de
gente: suas vozes, cores, sons das discotecas ou bares e cheiros dos
restaurantes, nesta hora, superlotados. Não sou uma notívaga, mas
verdadeiramente gozei essas “excursões“ noturnas.
CONVIVÊNCIA: Uma das minhas observações preferidas: o modo como os
portugueses passam o tempo juntos, abstraindo da idade, encontrando-se em
restaurantes ou em pastelarias. Na Nazaré vimos um grupo de velhinhas
(categoria etária mais de 70 anos :-)) que comiam marisco e discutiam
ruidosamente. Ou em Alfama, na pequena pastelaria outras mulheres, que às 9
horas tomaram juntas o pequeno almoço. Com certeza, dou-me conta de que essa
diferença entre os polacos e os portugueses não é só a questão da
mentalidade e cultura diferente, mas também de finanças e essa estranha
convicção, que ainda é infelizmente bastante popular entre nós, que combinar
com os amigos para jantar no restaurante é pretensioso.
COR VERMELHA – E daí?- Primeiramente quando vi este fenómeno pela
primeira vez, fiquei extremamente surpreendida: luz vermelha na passadeira é o
sinónimo de “parar!“, “cuidado!“, mas de maneira nenhuma para os portugueses. A
reação dos portugueses foi igualmente interessante: absoluta e santa prioridade
do pedestre: se ele quiser passar na rua, há que ser paciente e esperar um
pouquinho. Para nós esse fenómeno inicialmente induzia uma ligeira adrenalina:
infringíamos a lei e púnhamos a nossa vida em risco! Mas depois percebemos que
a rua portuguesa possuiu as suas próprias regras que cada um deve obedecer. ;-)
Eu podia enumerar muito mais e entrar em detalhas,
porque o meu primeiro encontro com Portugal foi muito além das minhas
expectativas (no sentido positivo, com certeza), mas não há bela sem senão,
mesmo que sejam poucos:
DISCOTECAS: Esses locais na Polónia e em Portugal não têm muito a
ver uns com os outros, ser ter em conta a música. A decoração de interiores nas
discotecas portuguesas não existe, porque é difícil considerar decoração
a cabina do DJ, o pequeno bar com a cerveja muito pequenina, mas extremamente
cara e quatro paredes que são os únicos objetos dentro do local. Algumas
não têm nem tabuleta. Como se isso não fosse suficiente, não é nada estranho
fumar dentro do local, mesmo quando de dança. E as regras de saúde e segurança
ou a possibilidade do incêndio? Quem se importaria com isso quando a festa está
a bombar? E o chão? Não quero
nem imaginar o que havia no chão, mas regularmente tive de remover algum
“adereço“ das minhas solas de sapatos.
PREÇOS DE TRANSPORTE: O transporte é
muito bem organizado e limpo (que não é hoje tão óbvio), mas os preços dos
bilhetes são de cair para o lado especialmente porque não há desconto para
os estudantes.
Ewa Szafrańska
3º ano de Estudos Portugueses
domingo, 10 de novembro de 2013
Portugal no top de melhores destinos para 2014 da Lonely Planet
Santos, Luis J. (2013) Fugas, jornal Público de 4/11/2013
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sábado, 9 de novembro de 2013
Henryk Siewierski no CLP
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Bandas lisboetas
Lisboa não é uma
mega-metrópole mas apesar disso há ai diferentes bandas, que estão à espera de
chegar a um maior número de ouvintes. Infelizmente em Portugal falta muito (por
exemplo comparando com o seu país irmão, o Brasil) na autopromoção no mercado da
música ou dos filmes, porém muitas vezes isto leva a que as criações de nicho
ganhem mais valor e é mais aprazível descobrir as bandas deste tipo. Hoje tento
ajudar um pouco alguns grupos interessantes. Provavelmente ouviram falar de
alguns e de outros certamente não. Uma coisa é óbvia: vale a pena ter em conta todas estas bandas e dedicar-lhes
pelo menos uma noite.
Linda Martini
O primeiro grupo de que vou falar é uma banda que toca a música um bocado hipnótica e cheia de mistério. Para as pessoas que gostam de conhecer os grupos através de tags posso propor os marcadores seguintes: rock alternativo, rock progressivo, post-rock. A banda é constituída por quatro membros: Pedro Geraldes e André Henriques nas guitarras, Cláudia Guerreiro é responsável pelo baixo e Hélio Morais que cuida da bateria.Vale a pena mencionar que todos os membros têm a sua contribuição nas partes vocálicas. Os Linda Martini existem desde 2003 e têm na conta apenas dois álbuns. O último álbum, Casa Ocupada de 2010, teve mais êxito em Portugal do que o disco da estreia As guitarras sujas, o caos controlado, as letras bastante depressivas e escuras - são as palavras adequadas para caracterizar as músicas deste grupo. André Henriques disse sobre as músicas decadentes e depressivas da maneira seguinte: as letras que canto narram fins de ciclo, e o fim de um ciclo é sempre o início de outro. Os membros dos Linda Martini servem-nos uma explosão de sons experimentais, que estão longe do mainstream e tudo isto é realizado na língua de Camões (que para muitas pessoas é um idioma exótico).
O primeiro grupo de que vou falar é uma banda que toca a música um bocado hipnótica e cheia de mistério. Para as pessoas que gostam de conhecer os grupos através de tags posso propor os marcadores seguintes: rock alternativo, rock progressivo, post-rock. A banda é constituída por quatro membros: Pedro Geraldes e André Henriques nas guitarras, Cláudia Guerreiro é responsável pelo baixo e Hélio Morais que cuida da bateria.Vale a pena mencionar que todos os membros têm a sua contribuição nas partes vocálicas. Os Linda Martini existem desde 2003 e têm na conta apenas dois álbuns. O último álbum, Casa Ocupada de 2010, teve mais êxito em Portugal do que o disco da estreia As guitarras sujas, o caos controlado, as letras bastante depressivas e escuras - são as palavras adequadas para caracterizar as músicas deste grupo. André Henriques disse sobre as músicas decadentes e depressivas da maneira seguinte: as letras que canto narram fins de ciclo, e o fim de um ciclo é sempre o início de outro. Os membros dos Linda Martini servem-nos uma explosão de sons experimentais, que estão longe do mainstream e tudo isto é realizado na língua de Camões (que para muitas pessoas é um idioma exótico).
Capitão Fausto
Depois da banda deprimente chegou o momento para
mostrar o sol de Lisboa, ao qual com toda a certeza podemos comparar a música
da banda Capitão Fausto. As canções deles são uma mistura interessante de rock
com os elementos de pop psicadélico. As músicas deste grupo são cantadas
em português, com a pronúncia e sotaque típicos da região de Lisboa. Os
sintetizadores causam que temos a impressão que o grupo por um minuto voará na
alcatifa voadora alimentada por eletricidade. As guitarras ubíquas, energéticas
e inquietas trazem à mente a inspiração dos Arctic Monkeys. Um dos membros da
banda, Tomás, reflete que a maneira deles de criar as canções é provavelmente o
resultado do fácil acesso que tiveram desde a adolescência a tanta e tanta
música.
O grupo tem cinco
elementos: Domingos Coimbra (baixo), Francisco Ferreira (teclado), Manuel Palha
(guitarra), Salvador Seabra (bateria) e Tomás Wallenstein (voz e guitarra).
Domingos confessa numa das entrevistas que a banda Capitão Fausto nasceu de
acordo com o estereótipo que se refere a quase todos os grupos de rock: amigos
de longa data trocam discos, falam de discos, ouvem discos nos carros uns dos
outros, arranjam instrumentos e começam a tocar. Até agora a banda lançou um
disco de estreia Gazela em 2011 e está a trabalhar no novo álbum que
inicialmente tem de aparecer ainda neste ano.
Madredeus
Agora é a vez do veterano do palco português que sem
dúvida é a banda Madredeus que toca música portuguesa tradicional, inspirada no fado. A música
deles, na maior parte, é baseada em músicas cheias de melancolia que permitem
acalmar-se e olhar para dentro de nós. Ouvindo Madredeus podemos durante um
momento sentir a alma tradicional de Lisboa e através dos sons passear pelas
ruas estreitas de Alfama.
O grupo surgiu em 1985 e é a banda de Lisboa mais
conhecida no estrangeiro. Teve grande êxito à escala mundial por ter
participado no filme Lisbon Story de 1994 e criar a banda sonora deste
filme. A história da banda é bastante tempestuosa. Em 2007 três membros
abandonaram o grupo. Dentre eles encontrava-se a cantora Teresa Salgueiro que
era um dos fundamentos da banda. Depois de um intervalo de um ano, o grupo
retornou em 2008 com o nome novo Madredeus & A Banda Cósmica e o álbum Metafonia. Atualmente o grupo é formado por: Beatriz Nunes
(voz), Pedro Ayres Magalhães (guitarra clássica), Carlos Maria Trindade
(teclado), Jorge Varrecoso (violino), António Figueiredo (violino) i Luis Clode
(violoncelo). A banda colabora também co outros músicos e cantores. Os álbuns
mais conhecidos são: O Espírito de Paz de 1994 e Ainda (a banda sonora do filme Lisbon Story já mencionado).
Buraka Som Sistema
Este grupo é uma verdadeira bomba no mundo da música
eletrónica e também na Polónia não é preciso apresentá-lo a muitas pessoas. Mas
apesar disso acrescento um punhado de informações sobre esta banda. Formou-se
em 2006 e no tempo atemorizado começou à conquista das discotecas com a sua
mistura rara de kuduro (que é de Angola) com a música eletrónica.
O género musical que realiza Buraka Som Sistema chama-se kuduro progressivo. Sem dúvida a
música deles constitui uma grande fonte de energia que é temperada pelo baixo
suculento. Estas duas características consistem na outra característica que é a
facilidade de dançar ouvindo a música deles e se calhar isto é todo o segredo
de Buraka Som Sistema.
A banda lançou três discos: From
Buraka to the World, Black Diamond e Komba. Somsistema é o
trio: DJ Riot, Lil’ John, Conductor e
Kalaf que colaboram com os outros músicos.
Memória de Peixe
O último grupo que apresento é o dueto formado por
Miguel Nicolau (loops, guitarra e baixo) e Nuno Oliveira (bateria).
Caracterizam-se como indieprovisation, muitas vezes são rotulados de math
rock ou alternativa, aliás eu comparo a música deles ao grupo Foals
em versão instrumental. Os Memória de Peixe levam a que queira repetir todas as músicas deles
cada dia como fazem isto eles com a sua música. As guitarras curtas e
irregulares, muita improvisação e o sorriso nos rostos são as características
principais desta banda lisboeta que provoca a saída ilimitada para o mundo
selvagem e inquieto dos sonhos.
Os Memória de Peixe existem há relativamente pouco tempo porque tocam somente há dois anos e meio e até agora lançaram um álbum (Memória de Peixe).
Os Memória de Peixe existem há relativamente pouco tempo porque tocam somente há dois anos e meio e até agora lançaram um álbum (Memória de Peixe).
Claro que as bandas que apresentei
não são as únicas interessantes tanto lisboetas como portuguesas. Dentro destes
que caracterizei, cada pessoa pode encontrar alguma coisa para si porque cada
grupo representa não só outro estilo mas também constrói um mundo musical
diferente. Finalmente desejo-vos uma submersão agradável e que vocês se
convençam com os vossos próprios ouvidos que a música cantada em língua
portuguesa não é só o brasileiro Michel Teló e a canção
dele que se chama Ai Se Eu Te Pego.
Zuzanna
Michalska
3º ano Estudos Portugueses
domingo, 27 de outubro de 2013
O diário de Robert Lewandowski
Querido Diário, hoje eu estou muito bem, mas um
bocadinho cansado. Todo o mundo quer falar comigo, as
pessoas que não conheço telefonam-me - alguns presidentes, vice-presidentes,
primeiros ministros, segundos ministros e não sei quem... Não tenho nem um minutinho
para me relaxar.
A Ana telefonou-me para me dizer que me ama.
Não sei exatamente se deveria acreditar nela. Neste momento todo o mundo me
ama. É possível que ela queira só o meu dinheiro e quer estar comigo só porque
agora sou conhecido? Não sei... tenho de analisá-lo profundamente.
E outra coisa importante. Tenho de mudar o meu
corte de cabelo. É demasiado normal. Todos os meus amigos têm alguns cortes interessantes ou assustadores e eu
não. Não me importa que a Ana goste. É a minha cabeça!
Doem-me um pouco as pernas. E
os braços. Mmm... e os pés. Em geral – tudo. Não sei porquê. Não corri muito,
só joguei como sempre. Hoje marquei alguns golos, mas não foi o meu melhor dia.
Não me senti muito bem. Deveria ter feito algumas assistências. Oxalá, outra
vez.
Às vezes, acho que deveria ser
artista. Ir a Itália e pintar as paisagens da Toscana. Se pudesse, compraria
alguns cãezinhos, beberia vinho tinto e admiraria este mundo tão espetacular
pintando...
Mas agora não posso. Todos
gritam – Que atacante! Que jogo! Que noite tão mágica! Sim – foi muito
divertido, mas este mundo é tão brutal... Só dinheiro, dinheiro, dinheiro...
Todos dizem o meu nome em diversas variações – Lewangolski, Lovedowski e não
sei o quê. Eu só quero que me chamem RL9! É tão difícil? Deus, por favor!
Prefiro arte, mas não posso
admiti-lo, porque vão matar-me. Só alguns anos mais e vou fazer o que gosto
realmente. Espero que cheguemos à final e marcarei alguns golos mais, mas
primeiro tenho de ir ao cabeleireiro.
Não sei em quem confiar. A
vida era melhor ontem. Mais simples e controlável. É melhor não sair de casa
durante alguns dias. Todos querem fotos e autógrafos. Acho que vou contratar um
sósia para que faça coisas por mim...
3º ano de Filologia Ibérica
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Portugal como fonte de inspiração
Conheces aquela sensação depois de ver, ler ou
ouvir alguma relacionamos com algo? Por
exemplo, o apelido Eiffel associamos sempre com a famosa torre, ao ouvir
“Hannibal” a maioria das pessoas pensa no protagonista do filme “O Silêncio dos
Inocentes” em vez de Aníbal, o general cartaginês; a letra “Z” é o símbolo do
Zorro; a tulipa é uma flor que associamos à Holanda. Temos os símbolos fixos,
estabelecidos pela sociedade e também as referências que adquirimos durante a
nossa vida. Atualmente acontece-me algo parecido. Pelo menos assim eu tento
explicar que não sou completamente anormal.
Quando comecei a estudar filologia ibérica não sabia
quase nada de Portugal. Não me orgulho disso, mas a verdade é essa. Depois de
alguns meses sabia como enunciar o apelido do desafortunado Paulo Coelho, entendi que a comida
dos portugueses é completamente diferente da espanhola e de que nesse país
existe também outra música além do Fado. Agora, depois de quase dois anos com a
língua portuguesa a situação mudou completamente porque relaciono demasiadas
coisas com Portugal. Mas não só eu, muitas pessoas encontram inspirações nas
obras dos autores estrangeiros.
O
melhor exemplo é a série dos livros sobre o famoso James Bond. O autor, Ian
Fleming, escreveu a primeira parte “Casino Royale” depois de uma passagen pelo
Estoril. Naquela época, circulavam nos arredores de Cascais muitos espiões. Ian
Fleming fascinado pelo mundo da espionagem criou o personagem do James Bond,
que conhecemos bem dos filmes baseados nos livros. O sexto filme da série “007
- Ao Serviço De Sua Majestade” foi filmado parcialmente em Cascais e no Guincho.
A
autora de famosa série “Harry Potter”, J.K.Rowling viveu algum tempo em
Portugal. Há muitas coisas nos seus livros inspiradas nesse país. Por exemplo
as similaridades entre Hogwart e a
Universidade de Coimbra. As capas dos protagonistas do livro assemelham-se aos trajes dos verdadeiros estudantes.Além disso, alguém observou
que as quatro cores que designam a Universidade de Coimbra e as suas faculdades de Direito, Medicina e Letras são as mesmas cores
que representam as quatro casas da escola de magia e feitiçaria de Hogwarts. O fundador de uma das casas na escola mágica chama-se Salazar Slytherin e o
seu nome está inspirado no ditador do Estado Novo em Portugal, António de
Oliveira Salazar. Quanto aos óculos de Harry Potter, suspeitosamente são
semelhantes aos usados pelo Fernando Pessoa. A própria Rowling passava muito
tempo no Café Majestic no Porto, trabalhando o primeiro livro da série. Dois autores de conhecidas séries
encontraram a inspiração em Portugal. Pensa no que tu podes encontrar lá!
Joanna Śledź
3º ano de Filologia Ibérica
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domingo, 20 de outubro de 2013
Paulo Gonçalves conquista título mundial de motos em todo-o-terreno
Depois de um campeão do mundo em bicicleta, Rui Costa, mais um campeão do mundo português em duas rodas, Paulo Gonçalves:
http://www.publico.pt/desporto/noticia/paulo-goncalves-conquista-titulo-mundial-de-motos-em-todooterreno-1609693. No Rallye Oilibya Maroc, que consagrou Paulo Gonçalves, na classe de camiões venceu Elisabete Jacinto.
https://pt-pt.facebook.com/pauloconcalvesdakar
http://www.elisabetejacinto.com/ej/
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
A melhor viagem da minha vida
Tudo começou durante as longas horas de estudo para o exame de Civilização Portuguesa.O meu sonho naquele momento não era só aprovar o exame,mas ver ao vivo todos os monumentos, provar a comida e conhecer os costumes que com esforço marrava. Como eu e o meu namorado gostamos de viajar, decidimos visitar as nossas amigas que fazem Erasmus em Faro, comprámos os bilhetes e a nossa viagem começou.
Bem-vindos a Portugal!
Faro - a nossa primeira paragem. Uma cidade pequena mas incrivelmente pitoresca e bonita. É óbvio que no principio fomos à praia de Faro. Sol, areia branca, sopros de vento acariciantes – um verdadeiro paraíso. Depois visitamos o centro histórico da cidade : a Sé Catedral de Faro, o Museu Municipal de Faro, o Palácio Episcopal e a Igreja de São Francisco (com abóbada coberta dos azulejos). No fim do nosso passeio vimos o Arco da Vila,uma das portas medievais da cidade, mas infelizmente sem ninhos de cegonhas(que constituem o ex-libris da cidade).
Finalmente, visitamos o primeiro centro comercial ao ar livre no Algarve – Forum Algarve. Vale a pena sublinhar que isto é uma visita obrigatória , não só para as mulheres, porque é um empreendimento comercial muito original- as galerias comerciais fazem lembrar claustros de um mosteiro, sendo todo o complexo rodeado por um muro concebido à imagem de uma muralha de um castelo medieval.
Faro é o lugar onde pela primeira vez provei os VERDADEIROS pastéis de nata, uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal. Uma exíma mistura de massa folhada com recheio feito de nata. Na verdade, isto foi um erro imperdoável. Como gosto muito de comer doces, os pastéis de nata passaram a ser o produto básico no nosso menu do dia... no nosso menu de CADA dia – não podia suportar a multidão de calorias adicionais,mas também não podia deixar de comer . Portugal é, com certeza absoluta, um país onde não se pode emagrecer – pelos seus pratos deliciosos isto não é possivel! ). Mas vale a pena sublinhar que não só os pastéis de nata merecem admiração. Em Portugal, especialmente ao pequeno-almoço ou ao lanche, há um verdadeiro oceano de diferentes sabores. Mal entras numa pastelaria, estás perdido. Bolos, tortas, pastéis, lanches... queijadinhas, pudins, mousses de chocolate... Portugal é um paraíso terrestre para os gulosos.
Depois da viagem através dos campos do Alentejo, que durou quase 3 horas (no Facebook encontramos um grupo de pessoas que oferecem boleias a bom preço ), chegámos a Lisboa. Por fim!
Há muitas cidades bonitas, mas Lisboa é a mais linda de todas. Com os seus elétricos, becos estreitos, fado e pequenos restaurantes locais (nos quais, um turista pedir um café com cheirinho e galão depois de almoçar provoca um ataque nos empregados), é um lugar onde podia viver para sempre. Infelizmente, tivemos só dois dias para descobrir as maravilhas da capital. Tentamos visitar tudo o que era possível no tempo tão limitado. Começamos por visitar a Baixa; primeiro a Praça do Comércio ( mais conhecida por Terreiro do Paço) reconhecida por ser a praça principal de Lisboa, com a estátua de D. José I. É importante referir que no terramoto de 1755, onde hoje se encontram os edifícios que a cercam, existia o Palácio Real, em cuja biblioteca estavam guardados 70 mil volumes e centenas de obras de arte, mas infelizmente tudo foi destruído. Depois Alfama. A Sé de Lisboa(verdadeira mistura de estilos com a pia batismal onde foi batizado Santo António), o Castelo de São Jorge, a Igreja de São Vicente de Fora... tudo o que o estudante da filologia ibérica deve conhecer! O monumento que provocou a minha imensa admiração foi a Igreja de Santa Engrácia (que passou a ter a função de Panteão Nacional a partir de 1916, onde estão sepultadas algumas pessoas muito importantes, sobretudo presidentes da República e escritores. As exceções são Humberto Delgado e a fadista Amália Rodrigues). Na mesma freguesia (de São Vicente de Fora) está situado o paraíso para os amantes de velharias, de objetos em segunda-mão e artesanato – a Feira da Ladra. ‘’ Os Maias’’ do Eça de Queiroz por 50 cêntimos, ´´ Viagens na Minha Terra´´ de Almeida Garrett por 2 euros, Saramago por 1 euro.. a melhor livraria do mundo! Eu comprei quase 5 quilos de livros (e depois tive grandes problemas a fazer a mala ;). A nossa paragem seguinte foi uma freguesia com vários museus, parques e jardins, que possui um ambiente ribeirinho com cafés e um passeio público. Possui também uma torre, uma das Sete maravilhas de Portugal classificada como Património Mundial pela UNESCO... sim,sim falo de Belém. Passeando pela Praça do Império, pudemos admirar a beleza e a majestade do Mosteiro dos Jerónimos (um mosteiro manuelino que é o testemunho monumental da riqueza dos descobrimentos portugueses). Depois, com certeza, outro ponto imprescindível - escalamos ao topo do Padrão dos Descobrimentos (a verdade é que ‘escalamos’ usando o elevador, mas de qualquer forma a vista do Padrão foi baril! Uma coisa muito interessante é a rosa dos ventos feita na calçada que podemos ver bem só do topo do monumento.) Depois visitamos a paragem obrigatória para cada guloso que está em Lisboa- a fábrica dos pastéis de Belém onde, tradicionalmente, os pastéis se comem quentes, polvilhados de canela e açúcar em pó. Para mim, o sabor dos pastéis é melhor com um cafezinho que se pode tomar na fábrica onde na verdade, pode caber muita gente.
Estar em Lisboa e não visitar Sintra seria um pecado mortal, portanto dedicamos um dia para descobrir os segredos desta vila. Tudo é verde, misterioso e cheio da história. Passeamos durante todo o dia perdendo-nos de vez em quando. Para mim o monumento mais lindo é a Quinta da Regaleira (rodeada de luxuriantes jardins, lagos, grutas, construções enigmáticas e o labirinto onde me senti como Alice no País das Maravilhas!). Mesmo a entrada da Quinta está escondida no arvoredo! A aura de mistério é adensada pelo nevoeiro constante - benefício do micro-clima da serra de Sintra.
Bem perto da Quinta da Regaleira fica o Palácio de Seteais que também constitui uma parte do Centro Histórico do Sintra, que é classificado como Património Mundial. É um palácio muito elegante, cor-de-rosa de arquitetura neoclássica. Agora desempenha a função dum hotel de luxo e restaurante. Outro palácio, muito conhecido pelas suas altas chaminés cónicas, é o Palácio da Vila(o Palácio Nacional de Sintra). Apresenta características de arquitetura medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica. É considerado um exemplo de arquitetura orgânica, de conjunto de corpos aparentemente separados, mas que fazem parte de um todo articulado entre si, através de pátios, escadas, corredores e galerias. Por fim vimos o Palácio da Pena que foi eleito como uma das Sete Maravilhas de Portugal. Infelizmente, não entramos, só admiramos o exterior deste palácio fabuloso.
Acho que para contar todos as nossas aventuras, deveria escrever um livro. Não escrevi sobre o Porto, porque tenho tantas informações que poderia escrever o artigo inteiro sobre esta cidade, comida e o resto que para mim foi significativo. E vou fazê-lo em breve.
Patrycja Choryłek
3º ano de Filologia Ibérica
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Viagens na nossa terra
terça-feira, 1 de outubro de 2013
CONCURSO DE FOTOGRAFIA: PORTUGAL A PRETO E BRANCO
O prazo limite para a entrega dos trabalhos foi prolongado. Assim os trabalhos deverão ser entregues por e-mail, até ao dia 15 de outubro 2013. O regulamento poderá ser consultado aqui: http://revistaaguavai.blogspot.com/2013/07/concurso-de-fotografia-portugal-preto-e.html
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Portugal
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
UM PASSEIO COM O EMBAIXADOR
O Ministério dos
Negócios Estrangeiros da Polónia preparou uma série de filmes, “Um passeio com o
embaixador”, que apresentam o trabalho dos embaixadores polacos nas instituições
estrangeiras. Um dos episódios desta série foi realizado em Portugal. “Um
passeio com o embaixador” é um guia exclusivo das cidades europeias. O quarto
episódio da série mostra Portugal desde o ponto de vista do embaixador polaco
Bronisław Misztal. Lisboa, as ruas encantadoras de Alfama, o famoso elétrico
número 28 e a Feira da Ladra onde podemos comprar por exemplo azulejos, tudo isto cumpre o papel
principal deste episódio. Misztal mostra também o Cabo da Roca- o ponto mais
ocidental da Europa, explica o fascínio do futebol e fala sobre os segredos do
trabalho de diplomata. O episódio português foi reconhecido pelo presidente de
Lisboa, António Costa, que o elogiou por “captar a essência de Lisboa, os seus
encantos e segredos”. Também acrescentou que Lisboa é uma cidade cosmopolita
cheia de amizade para os visitantes.
O filme pode ser
visto na página do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Embaixada em Lisboa
e no Youtube.
Joanna Śliwińska
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