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Mãe

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A minha mãe chama-se Halina, tem 41 anos e é a mulher mais bonita no mundo. É uma cabeleireira muito famosa na minha cidade porque é a única mulher que corta cabelo só dos homens. É de uma aldeia pequena, tem três irmãs e dois irmãos. Para toda gente mãe é uma pessoa excepcional mas entre nós há uma relação muito forte desde o meu nascimento.  Durante três anos a minha mãe criou-me sozinha.  Sempre me disse que a coisa mais importante na minha vida é a independência. E que estudar é importante e que devo realizar todos os meus sonhos e paixões. Para mim ela é o modelo desta independência. Mostra que na vida há que lutar. No último ano ela teve três operações muito graves. A minha família e eu sabíamos que podemos perdê-la, mas ela estava sempre muito sorridente e dizia que tudo está muito bem. É uma pessoa fortíssima. Até hoje não se queixa e não diz nada quando não se sente bem então sempre que estou em Lublin estou muito preocupada com ela. Eu sei que significa pode...

Chávena

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Era uma vez uma chávena bonita. Era de cor champanhe, bastante alta, de porcelana, enfeitada com rosas vermelhas. Vivia num armário abarrotado de outras chávenas e pratos. Era a chávena mais bonita de todo o armário. E não só era linda, mas também inteligente. Gostava de ler etiquetas de café e o seu conteúdo. Mas a sua leitura favorita eram as instruções da cafeteira.             Infelizmente, a nossa chávena não tinha amigos. As suas companheiras de apartamento odiavam-na porque invejavam-lhe a sua beleza. Os pratos não falavam com ela, porque as suas colegas proibiam-nos de o fazer. A chávena sentia-se muito sozinha, queria largar a sua vida. Começava a cair numa depressão quando um prato novo mudou-se para o armário. O prato, uma criatura vistosa, apaixonou-se pela chávena à primeira vista. E o seu amor foi mútuo. Mas ele não agradava só à chávena, outras já estavam a pensar em escolher o vestido de casamento. Uma vez, a ...

Irmão

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Imagina uma criança pequena de quatro anos. Esta criança brinca com o seu ursinho de peluche e chama-lhe o seu irmão. Esta criança não tem irmãos, mas quer muito ter um. Nove anos depois já não é uma criança, já não  brinca com o seu ursinho de peluche e já não pensa em irmãos. Mas um dia os pais dela dizem-lhe que vai ter um irmão. O mundo desta menina vai mudar totalmente. Os pais já não vão preocupar-se tanto com ela como faziam antes. Vai ter que dividir o seu quarto com ele e ajudar os seus pais em tudo... Quem é o meu irmão?                                                                       É um menino de oito anos, com olhos g...

O bacalhau

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Esta história teve lugar no dia 27 de fevereiro de 2015. Eu levantei-me como sempre duas horas após o despertador ter tocado pela primeira vez. Tirei as ramelas dos olhos, vesti-me e preparei o pequeno-almoço. Naquele momento não sabia o que ia acontecer. Ao tomar o pequeno-almoço ja pensava no almoço e em fazer as compras no Biedronka – o equivalente do Pingo Doce na Polónia. Fiz uma lista de compras numa folha de papel e sai de casa levando a mochila. Sai para a rua, o sol brilhava como se fosse verão. Passando pelo bairro, encontrei muitas pessoas incluindo as que não apanharam o cocó do seu cão porque não “viram”. Atravessei a rua mas desta vez sem ser quase atropelado e uns metros depois entrei no Biedronka. Como sempre havia muitas pessoas a gritar, correr, rezar ou fazer centenas de outras coisas. Tirando a lista de compras do meu bolso dirigi-me para o interior do supermercado. Número um na minha lista: tomates – está feito, dois: farinha – já está no meu cesto, açúcar també...

Ecce árvore!

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Eram 9 da manhã. Nenhum raio de sol, nenhum sorriso nas caras dos pedestres na rua. Naquele dia, Lublin era mesmo muito feia. Não estavam mais que 4 graus acima de zero, nem havia esperanças que a Primavera cedo chegasse. Mas o que mais importava, era a chuva constante que não parava! Estava a chover para caraças! Já disse como detesto a chuva? Aquele líquido repugnante que descaradamente costuma cair no chão, sem qualquer permissão, e que não nos permite pensar logicamente? Pronto. Além disso não trazia comigo nenhum guarda-chuva. Nunca trago, mas a razão é muito óbvia. Simplesmente não posso descer ao nível da chuva, tentando lutar com ela como se eu fosse um Don Quixote que achava que poderia ganhar contra os moinhos de vento. Que tola que era... Mas pronto. Ainda faltavam muitos metros ou até quilómetros para atravessar estas flutuantes e mega sujas ruas de Lublin, por isso precisava, mas precisava mesmo de um plano que me ajudasse a sobreviver neste momento traumático.  ...