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A mostrar mensagens com a etiqueta Viagens na nossa terra

Lublin ou Lisboa – por que escolher?

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Há muito tempo que pensava em criar esta publicação. Perguntava-me se fazia sentido comparar Lisboa bela, pitoresca e cheia de energia com Lublin. – Ora, até o provérbio diz que a galinha do vizinho é sempre mais gorda. De que forma Lublin pode ser melhor do que Lisboa? – pensava. A capital de Portugal tem tudo: sol, praias e vinho excelente. Pelo contrário, Lublin tem chuva, piscinas (usualmente fechadas) e... bem, a nossa cerveja local não é tão ruim assim. Decidi (pelo menos por um momento) livrar-me do meu hipercriticismo e admitir que ambas as cidades são encantadoras... e semelhantes às vezes. Lublin e Lisboa compartilham até o mesmo santo, isto é, Santo António de Lisboa (também conhecido como Santo António de Pádua). No dia 13 de junho é comemorado e ricamente celebrado em Lisboa. Em Lublin, podemos ''encontrá-lo'' à saída da Cidade Velha – ele observa-nos da Brama Krakowska.   Se me perguntam quais são as outras semelhanças entre as duas cidades, respo...

Onde bate o coração do antigo império português?

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No passado dia 6 de março, Agata Błoch proferiu a primeira palestra do ciclo "VIAGENS NA MINHA TERRA". Conduzindo a palestra Onde bate o coração do antigo império português? de uma forma informal (esta iniciativa assim pretende ser sempre) Agata Błoch deu especial relevo ao legado linguístico português e ao intercâmbios culturais entre os diversos países que fizeram parte ou interagiram com o império colonial português. Apresentou um Brasil diferente e que foge ao estereótipo praia, samba e futebol. Para finalizar falou da sua experiência de trabalho com a Televisão Polaca na cobertura das Olimpíadas do Rio, mostrando os bastidores deste acontecimento desportivo. Agata B łoch  está a fazer o doutoramento no Instituto de História da Academia Polaca de Ciências. É bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian fazendo a sua investigação no Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM) da Universidade Nova de Lisboa. Na sua pesquisa sobre a identidade colonial portuguesa tenta...

Mini guia pelo Porto segundo uma ex-estudante Erasmus

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  Chegou o outono. As folhas coloridas cobrem os passeios nas ruas na Polónia e em Portugal. Com certeza em quantidade maior na Polónia, porque o tempo em Portugal parece o do verão. O verão de São Martinho. Sente-se o calor abafante misturado com o cheiro das castanhas assadas nas ruas do Porto. Do Porto lindíssimo que cada vez mais torna-se o destino de viagem para muitos turistas de todo o mundo.  Vista para o Porto e Vila Nova de Gaia dos Jardins do Palácio de Cristal   A minha aventura com a Cidade Invicta começou há mais que um ano. Sendo estudante do primeiro ano do mestrado em Estudos Portugueses da UMCS escolhi a Universidade do Porto como a instituição para a realização da bolsa do programa Erasmus +. A variedade da oferta que a FLUP apresentou foi um dos fatores a favor da minha escolha. É óbvio que cada um tem a sua preferência quanto ao objeto dos estudos. Contudo, vale a pena sublinhar o facto de que o Centro da Linguística da FLUP é um dos pont...

A mágica Podláquia

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Há um pedaço da terra atirado para os confins da Polónia. Não há lá solos férteis, os arranha-céus não perfuram as nuvens, as auto-estradas não atravessam os campos. Não há aeroportos, as chaminés de fábricas não despontam no horizonte. Este pedaço da terra chama-se Podláquia, uma voivodia (província) no nordeste da Polónia.   Era uma vez um político de camisola turca que quis que não houvesse nada. Eis a Podláquia. Há quem diga que foi aqui que Proust procurou o tempo perdido, mas eu corroboro o Saint-Exuperiano: “O essencial é invisível aos olhos”. A Podláquia não é terra para se conquistar, é terra que conquista: faça o que fizer, é preciso “entrar de cabeça” nela para a descobrir. É preciso deixá-la seduzir com os seus feitiços. Nos seus braços o ar é mais leve, não há quem resista aos seus encantos.                                                 ...

“Aiii, crianças, crianças...”

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“Aiii, crianças, crianças...” – acho que não há pessoa que nunca ouviu este desabafo da boca dos seus pais. Não restam dúvidas de que ele sempre vai constar da lista das frases favoritas dos nossos pais das que todo o mundo se vai lembrar sempre com carinho. Apesar disso, eu pessoalmente nunca soube o porquê dessas palavras. E nunca pensei que as usaria pela primeira vez num país tão remoto e dirigidas às crianças que não fossem os meus filhos. Até setembro de 2013 eu tinha bastante contato com crianças porque trabalhei numa escola de idiomas. Elas sempre me davam muita alegria e faziam com que me sentisse necessária. Sabia perfeitamente que podia não somente ajudá-las mas também aprender algo com elas. Mas, em setembro de 2013 eu conheci uma nova dimensão da palavra “professor” e “criança”. Na verdade, tudo começou quando decidi passar um semestre no Brasil como estudante de intercâmbio que funciona devido ao acordo entre a UMCS em Lublin e a UNIJUÍ em Ijuí. Os meus professores diss...

Em busca do amor perdido (3)

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O amor reencontrado  São Paulo São Paulo é uma cidade enorme, imponente, a maior na América do Sul com quase 12 milhões de habitantes. É com muitos arranha-céus a mais alta no país. O panorama de construções sem fim pode-se observar do chamado Terraço Itália que funciona no 41° andar do segundo maior edifício da cidade. Para mim atingiu uma proeminência especial no mapa do Brasil por várias razões. É a minha capital mais recente e provavelmente definitiva do país – a capital da cultura. Neste sentido, encontrei lá tudo para satisfazer o meu apetite. Mas apesar dos shows , museus (da Língua portuguesa, do Futebol, de Arte Contemporânea, de Arte de São Paulo, entre outros), cinemas, livrarias enormes, foram de novo as pessoas que me deixaram reencontrar a sensação de pertença na terra da garoa. Passei na capital paulista um mês e pouco sem uma conversa em polaco com pessoa em carne e osso. Gosto de aprender sem compulsão, mas não há melhor impulso de usar uma ...

Em busca do amor perdido (2)

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À sombra das garotas de Ipanema  Curitiba Na realidade, Salvador foi a primeira capital do Brasil, mas para mim sempre foi Curitiba. Tal como Turim, a primeira capital da Itália, ou Munique, a capital inicial alemã. Toda esta confusão por causa da minha paixão pelo futebol. Na década de 90 os meus professores de Geografia eram os jornais, revistas, programas de rádio e televisão desportivos. Visto que a Juventus reinava nessa altura na Península Itálica e o Bayern permanecia a melhor equipa da Alemanha (cujos planos de supremacia tenta hoje em dia frustrar o magnífico Borussia), as cidades de origem destes clubes  eram, de acordo com a minha política topográfica, as mais importantes dos seus países. Berlim com a sua história de alguma muro e Roma que abrigava os lobos e o Papamobile não me interessavam tanto. Não faço ideia se o Atlético Paranaense estava nesse tempo entre as melhores equipas do país, mas a chegada ao clube do jogador polaco Mariusz Piekarski fez ...