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III Congresso dos Estudantes Lusitanistas da Polónia

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Nos dias 3 e 4 de abril o Centro de Língua Portuguesa/Camões organizou o 3º Congresso dos Estudantes Lusitanistas da Polónia. O tema desta edição foi: Unidade e Diversidade. A diretora do Centro, Profa. Dra Barbara Hlibowicka-Węglarz abriu o Congresso dando as boas vindas aos participantes. A sessão de  abertura contou também com a presença do Magnífico Reitor da Universidade Marie Curie-Skłodowska, Prof. Dr. Stanisław Michałowski, do presidente da Faculdade de Letras , Prof. Dr. Robert Litwiński e da Diretora do Instituto de Filologia Românica , Prof. Dra. Maria Falska. A palestra de abertura: Unidade e Diversidade da Língua Portuguesa no Mundo foi proferida pelo Prof. Dr. Paulo Osório da Universidade da Beira Interior. Depois seguiram-se 21 apresentações divididas em cinco sessões temáticas: Linguística, História e Cultura (Brasil), Língua e Cultura (Timor-Leste), Literatura, História e Cultura. Os estudantes dos maiores centros universitários de ensino do português em Cracóvia...

O linguista Paulo Osório no CLP

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No passado dia 1 de abril, o Prof. Dr Paulo Osório, presidente do Departamento de Letras da Universidade da Beira Interior (Covilhã, Portugal) proferiu uma palestra sobre “Curiosidade linguísticas do Português. Do passado ao presente.” no Centro de Língua Portuguesa/Camões em Lublin. Este renomado linguista português, com uma vasta obra publicada ( http://www.clunl.edu.pt/pt/?id=964&mid= ), através de uma curta viagem pela história da língua portuguesa elucidou aos alunos presentes, algumas nuances curiosas da língua. A sua comunicação prendeu o público presente não só pela temática abordada mas também pela capacidade comunicativa deste excelente orador que é uma referência na área da linguística. 

“Mostra-o em português”

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  ‘Il corpo é il primo e il piú naturale strumento dell’uomo’* M.Mauss “Mostra-o em português” A comunicação entre as pessoas é realizada por vários canais. A língua (as palavras) é importante, inclui a informação, mas o sotaque, a mímica, e os gestos são os elementos que determinam o comunicado. A maneira de se sentar, de dirigir o nosso olhar ao interlocutor, a postura enquanto se fala. Há gestos que não se fazem na mesma maneira em todo o mundo. Isso não é tudo, existem gestos que podem substituir completamente a comunicação verbal, são os sinais muito relacionados com a cultura e a interpretação deles depende da sociedade em que se cresce. Por isso, o uso dos símbolos sem conhecer o seu verdadeiro significado pode causar varias situações embaraçosas. Sobre o que, então, deve ter cuidado um polaco visitando Portugal, e um português visitando a Polónia? 1.’Beijinhos!’  O hábito português de cumprimentar-se com dois beijinhos nas bochechas (especialmente entre a...

Português europeu ou brasileiro - qual escolher?

Sou aluna do terceiro ano de Filologia Românica da UMCS. A minha primeira língua é o francês e a segunda é o portugu ês . Desde o início, eu tive as aulas de portugu ês com dois professores que me ensinaram as duas variantes diferentes do portugu ês , a europeia e a brasileira. Nos primeiros dias de aulas , percebi rapidamente que essas duas versões têm muitas semelhanças, mas também muitas diferenças. No final do ano eu decidi que quero participar no programa de intercâmbio Erasmus durante um ano e fui para Portugal estudar o segundo curso que frequento , Turismo e Lazer. Eu queria aprender a linguagem informal e ser capaz de falar bem pelo menos numa variante de portugu ês. Isto foi um grande desafio ! Eu passei muito tempo com os estudantes estrangeiros que falavam só inglês . Também n a universidade era mais fácil de comunicar em inglês . No entanto, no segundo semestre , eu j á sabia que era preciso encontrar algumas pessoas que vão estar disposta...

Discurso sobre a filologia

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Um dia o Brasil tornou-se o país mais desejado na minha lista de lugares a visitar. Já não me lembro exatamente quando esta ideia estranha me veio à cabeça. Foi, com certeza, depois do meu intercâmbio em Lisboa em 2012, talvez antes do fim desse ano. Não foi a curiosidade turística que me conduziu a este estado da mente. O monumento do Cristo Redentor no Rio de Janeiro ou as praias da Bahia eram-me basicamente indiferentes. Foi o desejo de experimentar uma outra variante do português o que me cativou. Este facto simples e sintomático para o meu mundo extraordinário explica porque Ijuí, uma cidade pequena no sul do Brasil, pintava-se, apesar das suas deficiências, como uma oportunidade imperdível.  Do mesmo modo, nem o clima agradável, nem os doces deliciosos me davam saudades depois do regresso da Península Ibérica para a Polónia. Também não foi a cultura o que prevaleceu. A cultura polaca, apesar de defeituosa, permanece a única com que me posso identificar plenamente. A mai...

Língua sem língua

 Andamos a aprender a língua portuguesa há dois anos a fim de atingir o nível suficientemente elevado. Enriquecemos o vocabulário, aperfeiçoamos a gramática, prestamos atenção à pronúncia e entoação da frase. Esquecemo-nos, no entanto, de um elemento muito importante de todas as línguas. A língua dos gestos.   Nós não imaginamos que a linguagem corporal desempenha uma parte extremamente importante numa conversa. O conhecimento perfeito da língua portuguesa sem o conhecimento dos gestos típicos usados pelos portugueses pode ser insuficiente para perceber uma mensagem verbal. Nos casos menos graves, a ignorância ou a confusão do gesto pode provocar um sorriso no rosto do interlocutor, mas nos casos mais extremos, pode causar o desentendimento muito grave. Não queremos ofender ninguém.   A situação mais normal que deve ocorrer mais cedo ou mais tarde durante o processo de aprendizagem do português pelo polaco: o momento de cumprimentar um português quando um polaco o vê...

Professora Doutora Hanna Batoréo

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Mais uma vez passou pelo nosso centro a linguista Professora Doutora Helena Batoréo da Universidade Aberta de Lisboa.  Desta vez a temática abordada na sua palestra foi: Linguagem e Cultura: como estudar a Linguística Cultural no âmbito da Linguística Cognitiva e Língua Portuguesa, Linguística Cultural e o ensino do Português Língua Não Materna. Não deixa de ser curioso que uma das maiores especialistas em  Linguística Cognitiva do português europeu seja natural de Varsóvia. 

Outras línguas na Polónia

    Nós polacos gostamos muito de estudar, isso é claro, mas muitas pessoas acham que os polacos conhecem bem pelo menos uma língua estrangeira. A verdade é brutal. Um conhecimento de alguma língua estrangeira a nível pelo menos comunicativo declara ter 46 por cento dos polacos, em que a maioria (84 por cento) são os estudantes. O que não deve surpreender é o fato que a língua mais popular na Polónia é a língua inglesa, na qual se pode comunicar 24 por cento dos polacos. Isso se pode dever ao inglês ser  língua obrigatória já nas escolas primárias, mas também porque o inglês é uma língua internacional, presente quase em cada lugar. Muitos polacos falam também russo (20 por cento) o que desde o meu ponto de vista é o resultado da época do comunismo na qual o russo foi ensinado na maioria das escolas polacas. No terceiro lugar está o alemão (12 por cento)  porque muitas famílias polacas têm familiares alemães e porque a Alemanha é um dos maiores vizinhos da Polón...