domingo, 21 de dezembro de 2014

Concurso de tradução e concurso de cultura geral 2014

Concurso de tradução de língua portuguesa 
1º lugar: Dorota Romanowska 
2º lugar: Karolina Nosowska
3º lugar: Agata Wissuwa 


Concurso  de cultura geral: Portugal e Brasil
Apresentaram-se a concurso 29 alunos de escolas básicas do 3 º ciclo e 50 de escolas secundárias da região de Lublin. 
Escolas básicas do 3 º ciclo:
 1º lugar: Angelika Nizioł - EB do 3 º ciclo de Izbica 
 2º lugar: Rafał Dziak – EB do 3 º ciclo de Izbica 
 3º lugar: Katarzyna Szmagara - EB do 3 º ciclo n º 10 Jan Twardowski, Lublin

 Escolas secundárias:
1º lugar: Roksana Podkowa – ES n º 1 União Europeia, Zamość
2º lugar: Łukasz Wituch - ES n º 1 União Europeia, Zamość
3º lugar ex aequo: Kamil Wawrzaszek e  Beata Dubaj – ES n º 1 Jan Zamoyski, Zamość

sábado, 20 de dezembro de 2014

Resultados do 1º Concurso Literário Internacional do CLP/Camões em Lublin

De entre os contos recebidos de Espanha, Itália, Polónia e Uruguai, o júri decidiu atribuir o 1º lugar ex aequo a:
Kamila Wiśniewska, da Polónia, com o conto “A tirania do Semsentido”
“O Semsentido é um monstro maligno e poderoso que dispõe de uma força argumentativa admirável e ao mesmo tempo surpreendentemente fácil, pois toda a sua arte consiste em assegurar a sua vítima de que as atividades diárias dela simplesmente não têm sentido nenhum. Para realizar este objetivo, serve-se de um programa minucioso de desmotivação com o que doutrina o seu preso aplicando-lhe dia após dia umas colheres bem medidas de tristeza e decepção. Se a vítima é propícia ao tratamento, o Semsentido não demora em apoderar-se dos seus pensamentos para os converter depressa em rios pretos que desembocam no oceano de sem sentido onde naufragam todas as lembranças positivas e os velhos sonhos. Saibam, que este malvado é muito ágil. Espera por um momento adequado, um derrubamento instantâneo, um leve extravio do teu curso vital, um curto suspenso na lucidez da mente para fazer o ninho cómodo na tua cabeça. O Semsentido é o rei do espaço urbano. Gosta de se refestelar nas escadas da loja de bebidas tanto como nos escritórios dos homens de negócios. Revela uma afeição pelos estudantes, especialmente pelos da Faculdade de Letras. Muitas vezes aproxima-se da zona universitária para se divertir, pois agrada-lhe o gosto pela inutilidade que revelam. É entusiasta das longas tardes de inverno e as noites de insónia. Vaga então pela cidade à procura de uma cabeça inútil onde possa dormir arrulhado pela triste melodia dos pensamentos pesados como a velha locomotiva a vapor.” (…)

Serena Cacchioli, de Itália, com o conto “Se o caso é chorar” 
Uma das coisas de que mais gosto nesta minha nova condição solitária é o facto de poder gradualmente reconhecer os lugares e as pessoas que até há pouco tempo me eram estranhos. Gosto de me surpreender com a atenção que dispenso aos empregados de mesa nos bares, às caixeiras, aos vizinhos... É algo novo para mim, sempre tão centrado exclusivamente na minha pessoa. Gosto de, finalmente, ter tempo de levantar os olhos e cruzar os dos desconhecidos. Há um empregado no café Pôr do Sol que sorri muito, tem os ombros largos e magros e na minha cabeça já passei a chamá-lo «o islandês», por ter os olhos amendoados. Um dia perguntar-lhe-ei de onde vem. Gosto também de fazer as compras na única loja que encontrei por aqui e vou lá sempre nos horários da caixeira de ar desesperado. Uma espreitada naqueles olhos possessos, enquanto pago o colutório e os iogurtes, melhora instantaneamente o meu dia e isca uma série de fantasias que acabam por ocupar grande parte das minhas tardes. Um dia perguntar-lhe-ei como se chama, e que raio de demónio lhe assombra continuamente os olhos.” (...)


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Concerto de Kinga Rataj


O Centro de Língua Portuguesa/Camões de Lublin organizou no dia 15 de dezembro um concerto de fado no auditório da UMCS. A cantora polaca Kinga Rataj é a prova de que o fado já saiu de Portugal e pode ser interpretado por estrangeiros. Acompanhada ao piano por Marek Bazela e à viola por Martin Złotnicki, Kinga Rataj interpretou alguns clássicos como “Estranha forma de vida” ou “Maria Lisboa”. Com uma pronúncia quase perfeita houve momentos em que Kinga Rataj nos fez sentir em Alfama. Esta jovem com uma voz cheia de alma merece contudo um acompanhamento de guitarra portuguesa. 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O choque entre dois mundos

Não é segredo que as diferenças entre gerações existem e vão existir mas o abismo que podemos observar entre a geração dos nossos avós  e  a geração dos jovens  contemporâneos é grandíssimo.  Existem não só obstáculos na comunicação mas também no entendimento das necessidades  dos outros.
 O que é mais assustador é o facto de que as palavras do Einstein se cumpriram. Ele há muitos anos disse: ''tenho medo que um dia o desenvolvimento da técnica perturbará  as relações interpessoais. Então teremos uma geração de idiotas.  O rápido desenvolvimento da técnica está estreitamente ligado com o crescimento da ignorância, estupidez e falta de pensamento independente dos jovens. 
As pessoas idosas não podem compreender como os jovens preferem passar horas em frente do ecrã da televisão ou do computador em vez de passar o seu tempo livre na companhia dos seus amigos ao ar livre. Isto não é única diferença. Há mais diferenças como por exemplo temas de conversas.  Os jovens falam sobre as festas, sobre a quantidade de bebidas alcoólicas bebidas ou sobre as suas conquistas amorosas e novidades do mundo da técnica. Os idosos escolhem temas mais eloquentes como a cultura, os tempos da Segunda Guerra Mundial ou a vida durante da época do comunismo etc.
Entre os alunos da escola secundária podemos notar falta de conhecimento da história nacional e mundial, falta de informações básicas do campo da geografia, física, biologia ou matemática. Os jovens muitas vezes também não podem expressar a sua opinião sem usar palavras de línguas estranhas ou palavrões enquanto os nossos antepassados usavam a língua polaca pura, correta e quase poética. O conhecimento da história e geografia era algo evidente.
Não vale a pena perder tempo a procurar entre os jovens o respeito pela pátria. Tudo o que vem de estrangeiro é melhor e de melhor qualidade. Os nossos avós tratam o nosso país como um lugar sagrado pelo qual muita gente sacrificou a sua vida. Sacrificou a sua vida para dar possibilidade de liberdade de expressão, de religião ou de consciência para as  gerações futuras, para poderem sentir-se bem no seu  país e o que hoje não  é respeitado e valorizado. 
Os jovens pensam que o mundo está aberto para eles.  Dar-lhes-á tudo e não exigirá nada em troca. Quando sofrem um choque com a realidade muitas deles não podem reconciliar-se com a realidade dolorosa. Os idosos têm uma imunidade mental mais forte porque são conscientes como é o mundo real e que tudo na vida custa muito trabalho e esforço. O que provoca grande tristeza é o facto que não todos os jovens conhecem o conceito de ajuda mútua e não interesseira. Não todos querem cuidar dos seus pais durante os seus últimos anos de vida. Preferem livrar-se do ''problema'' e colocá-los num lar de terceira idade. Antes era óbvio que os filhos iriam cuidar dos seus pais.

Embora possa parecer que os jovens polacos não têm nenhuma virtude, com a consciência tranquila posso dizer que isso não é verdade. Não todos os jovens são maus.  Há um grande grupo de adolescentes que têm orgulho nas suas raízes, na sua pátria, língua e que apreciam os que deram a vida pelo seu povo e país amado. Por isso é que nos resta ter esperança que este grupo com o decorrer do tempo aumente.
Liliana Wajrak
3º ano de Filologia Ibérica

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Concurso de ortografia 2014

Concurso de ortografia 2014

1º lugar:
Katarzyna Rejter - Universidade Maria Curie-Skłodowska
2º lugar:
Katarzyna Banaszek – Universidade de Varsóvia
3º lugar:
Kornelia Fiałkowska – Universidade de Varsóvia

Menção honrosa:
Natalia Szulecka – Universidade de Varsóvia