sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O choque entre dois mundos

Não é segredo que as diferenças entre gerações existem e vão existir mas o abismo que podemos observar entre a geração dos nossos avós  e  a geração dos jovens  contemporâneos é grandíssimo.  Existem não só obstáculos na comunicação mas também no entendimento das necessidades  dos outros.
 O que é mais assustador é o facto de que as palavras do Einstein se cumpriram. Ele há muitos anos disse: ''tenho medo que um dia o desenvolvimento da técnica perturbará  as relações interpessoais. Então teremos uma geração de idiotas.  O rápido desenvolvimento da técnica está estreitamente ligado com o crescimento da ignorância, estupidez e falta de pensamento independente dos jovens. 
As pessoas idosas não podem compreender como os jovens preferem passar horas em frente do ecrã da televisão ou do computador em vez de passar o seu tempo livre na companhia dos seus amigos ao ar livre. Isto não é única diferença. Há mais diferenças como por exemplo temas de conversas.  Os jovens falam sobre as festas, sobre a quantidade de bebidas alcoólicas bebidas ou sobre as suas conquistas amorosas e novidades do mundo da técnica. Os idosos escolhem temas mais eloquentes como a cultura, os tempos da Segunda Guerra Mundial ou a vida durante da época do comunismo etc.
Entre os alunos da escola secundária podemos notar falta de conhecimento da história nacional e mundial, falta de informações básicas do campo da geografia, física, biologia ou matemática. Os jovens muitas vezes também não podem expressar a sua opinião sem usar palavras de línguas estranhas ou palavrões enquanto os nossos antepassados usavam a língua polaca pura, correta e quase poética. O conhecimento da história e geografia era algo evidente.
Não vale a pena perder tempo a procurar entre os jovens o respeito pela pátria. Tudo o que vem de estrangeiro é melhor e de melhor qualidade. Os nossos avós tratam o nosso país como um lugar sagrado pelo qual muita gente sacrificou a sua vida. Sacrificou a sua vida para dar possibilidade de liberdade de expressão, de religião ou de consciência para as  gerações futuras, para poderem sentir-se bem no seu  país e o que hoje não  é respeitado e valorizado. 
Os jovens pensam que o mundo está aberto para eles.  Dar-lhes-á tudo e não exigirá nada em troca. Quando sofrem um choque com a realidade muitas deles não podem reconciliar-se com a realidade dolorosa. Os idosos têm uma imunidade mental mais forte porque são conscientes como é o mundo real e que tudo na vida custa muito trabalho e esforço. O que provoca grande tristeza é o facto que não todos os jovens conhecem o conceito de ajuda mútua e não interesseira. Não todos querem cuidar dos seus pais durante os seus últimos anos de vida. Preferem livrar-se do ''problema'' e colocá-los num lar de terceira idade. Antes era óbvio que os filhos iriam cuidar dos seus pais.

Embora possa parecer que os jovens polacos não têm nenhuma virtude, com a consciência tranquila posso dizer que isso não é verdade. Não todos os jovens são maus.  Há um grande grupo de adolescentes que têm orgulho nas suas raízes, na sua pátria, língua e que apreciam os que deram a vida pelo seu povo e país amado. Por isso é que nos resta ter esperança que este grupo com o decorrer do tempo aumente.
Liliana Wajrak
3º ano de Filologia Ibérica

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